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Pátria Madrasta Vil

Redação da universitária Clarice Zeitel Vianna Silva, de 26 anos, estudante de direito na UFRJ. Foi eleita a melhor redação dentre as 41.329 enviadas para o concurso de redações para universitários brasileiros promovido pelo jornal Folha Dirigida e pela UNESCO Brasil com um tema de inquestionável relevância para o futuro deste milênio: como vencer a pobreza e a desigualdade. Um livro trilingue com as 100 melhores foi publicado e está disponível gratuitamente para lentura.

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

Há quem diga que “dos filhos deste solo és mãe gentil.”, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não “tapa o sol com a peneira”. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro
pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com
a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

Melhor Internet 3G

Hoje, finalmente, aderi à tecnologia 3G. Cansei-me de usar internet no notebook através do 2G do celular, via bluetooth. Uma lástima!

Peguei um plano de 2GB mensais na TIM, com velocidade média máxima de 3Mbps e média mínima de 1Mbps. Quando terminar a franquia de 2GB, a velocidade fica limitada a 300Kbps, sem cobrar o absurdo de R$ 102,40 por Gigabyte adicional como as outras operadoras cobram (Oi, Vivo e Claro). A mensalidade é de R$ 80,00.

Como já sou cliente pós pago na TIM, o modem saiu de graça, sem fidelização, senão sairia por R$ 96,00. Teoricamente se amanhã eu cancelar o plano, continuo com o modem, sem ter de pagar multa alguma. Li as letrinhas pequenas dos contratos e não encontrei nenhum “porém”… mas está difícil de acreditar.

O que não consigo entender é o departamento de marketing das operadoras de celular…

Tanto no site quanto na loja da Oi a franquia de 2GB sai por R$ 70,00 mensais (até o fim do ano fica em R$ 50,00 mensais), com velocidade de 300kbps. Após consumir a franquia, ou paga-se o extorsivo valor de R$ 0,10 por megabyte ou fica sem conexão. O modem custa R$ 180,00 mas levando-0 junto com o plano ele sai por R$ 150,00. Só compensa para quem já tem um modem e usa Internet muito pouco, pois o modem na Oi é o mais caro das 4 teles, além de oferecer a pior velocidade e cobrar megabytes excedentes, sem opção de continuar navegando com redução de velocidade.

No caso da Vivo o plano de franquia de 2GB sai por R$ 90,00 mensais, com velocidade de 1Mbps, modem a R$ 10,00 e ao consumir os 2GB há a opção de navegar com velocidade limitada a 128kbps ou pagar os 10 centavos por MB. No primeiro mês há um desconto de R$ 40,00 na mensalidade. Tanto a velocidade mínima quanto a máxima são menores que as da TIM, além da mensalidade ser 12% mais cara. Quem for cliente pós-pago da TIM e ganhar o modem, em 3 meses a TIM já é mais vantajosa, financeiramente falando. Que não for cliente e tiver de pagar os R$ 96,00 do modem na TIM, por 1 ano a Vivo é financeiramente mais vantajosa, mas depois passa a ser mais cara.

No site da TIM só encontrei (após muito procurar, está super escondido) o plano de internet POR HORA!!!!! Eu usava isso em 1996, quando a Internet estava começando no Brasil. Como minha idéia é deixar o notebook conectado no trabalho, no horário comercial, utilizarei aproximadamente 180 horas mensais, excedendo inclusive as as 120 horas do maior plano. Só vejo vantagem nesse plano para quem ainda não usa Internet e quer experimentar. Isso não tem futuro, já que a tendência de utilização de Internet é ficar cada vez mais conectado. O Google já tem um sistema operacional que roda na Internet, sem precisar armazenar nada no computador, a grosso modo.

Não fui na loja da Claro, mas eles são iguais à Oi. Após consumir a franquia, ou paga-se 10 centavos por megabyte excedente ou fica sem conexão. O marketing deles é tão cara de pau que merece um post exclusivo! É pior que a internet por hora da TIM.

Estou conectado há 30 minutos, já baixei 125,2 MB e enviei 2,9MB, por conta de atualizações do Windows e do anti-virus. Certamente extrapolarei os 2GB de franquia, mas continuarei navegando com uma velocidade aceitável e não pagarei nada a mais por isso. Essa promoção da TIM tem o melhor custo-benefício, sem dúvidas.

Meta: aprender música

Quando eu era criança estudei no Conservatório Estadual de Música de São João del-Rei. Aprendi a tocar flauta doce, mas o que eu queria mesmo era aprender a tocar violão… era época de vacas magras e parei o estudo antes de ir pro segundo ano, quando começaria com o as cordas.

No Natal seguinte pude escolher: vídeo game Master System ou orgão Yamaha PSS-150. Escolhi o segundo e após dois anos estudando por conta me tornei um exímio conhecedor dos 99 instrumentos sintetizados por ele, sem saber tocar nenhuma música.

Tive amigos que tocavam violão e guitarra, tanto em SJdR quanto em São Carlos. Aprendi algumas músicas, mas nada perto da geniosidade de Paco De Lucia, John Mclaughlin ou Al Di Meola.

Decidi que quero aprender a tocar algum instrumento musical. Já não sou mais uma adolescente com tempo de sobra, então escolhi a gaita. Compro uma boa harmônica Hering e começo a estudar.

Quem sabe não uso a gaita pra acompanhar a música, presente diariamente no carro pra enfretar o trânsito caótico de São Paulo?

Aqueda de um império

1999, 3º ano do 2º Grau, 17 anos

O antigo confronta o novo. De um lado, a modernidade do telefone celular, de outro, o charme do papel e tinta. Serão o papel e a tinta substituídos pela tecnologia do celular?

O papel vem sendo usado há mais de 1.000 anos pela humanidade, faz parte de nossa história, é nossa história. O papel perpetua um fato qualquer, é um documento aceito em qualquer parte do mundo. Se não fossem o papel e a tinta, a memória oral não passaria para nós esta imensidão de conhecimentos que recebemos através dele. O papel e a caneta têm seu charme, são baratos, acessíveis a qualquer pessoa, mesmo as mais abastadas. Outro grande ponto do papel e tinta é que estes mantêm seu anonimato, enquanto o celular informa timbre de voz, além do número de quem está do outro lado da linha.

O celular é o que há de mais moderno em termos de comunicação à distância. É extremamente prático, possibilita falar com qualquer pessoa em qualquer lugar a qualquer hora. É rápido, basta algumas tecladas e já está falando. É eficiente, em alguns segundos já está recebendo a resposta. É muito mais avançado que o papel, já que possibilita conversa em tempo real. É possível chamar um médico que está voltando do hospital para casa, de maneira que ele chegue a tempo de salvar o paciente, por exemplo. Além disso, o celular é quebrável e só funciona em determinadas áreas, o papel desmancha com a umidade e envelhece com o tempo. A traça come o papel e o celular é caro.

O papel está com os dias contados. A praticidade do celular é diretamente proporcional à idade do papel. A cada dia que se passa, mais recursos são incorparados ao celular, como jogos, agenda, calendário, secretária eletrônica, é-mail. O papel já desempenhou de maneira notável sua missão. O papel continuará existindo, é lógico, mas não para a comunicação, o celular se tornará, está se tornando, forma de comunicação mais utilizada no mundo. É o fim do império do papel.

Comentário da professora:

Você se esqueceu do item “c” da proposta.

A (in)segurança dos bancos

Quando eu era criança minha mãe abriu na Caixa Econômica Federal uma poupança pra mim. A conta existe até hoje, nunca soube qual é a senha, ainda mais porque ela está vazia. Sabe como é… a década de 80 foi complicada: superinflação, Plano Cruzado, Plano Collor, Sarney…

Conta Poupança na Caixa Econômica Federal na década de 80: senha de 6 números para os caixas.

Quando fui fazer faculdade abri uma conta universitária no Banco do Brasil. Não cobravam tarifa, davam R$ 200,00 de limite, tinha uma agência dentro da UFSCar e meu pai podia me mandar dinheiro lá de São João del-Rei quando a situação ficava preta. Fechei a conta quando vim pra São Paulo.

Conta Universitária no Banco do Brasil no início do século: senha de 6 dígitos para o cartão Visa Electron, caixas eletrônicos e Home Banking. Senha adicional de 4 dígitos para a Internet.

Quando comecei a trabalhar tive de abrir uma conta no Bradesco e o melhor: não pagava tarifa, além do que tem agência em tudo quanto é lugar, inclusive nos Correios. Parei de usar quando mudei de emprego.

Conta Corrente no Banco Bradesco em 2010: senha de 6 dígitos para o cartão de débito Visa Electron, senha de 4 dígitos para o cartão de crédito Visa, senha de 4 dígitos para o Home Banking e tele-atendimento e cartão de senhas com 50 senhas para o Home Banking.

Agora que mudei de emprego tive de abrir uma conta no Santander. Apesar de não pagar tarifas, desisti de usar quando soube do número de senhas diferentes que teria de memorizar…

Conta Corrente no Banco Santander nos dias atuais: senha de 4 dígitos para o Cartão de Crédito/Débito Visa, senha de 4 dígitos para o Cartão de Crédito/Débito Master Card, senha de 6 dígitos para a Internet, senha de 4 dígitos para o tele-atendimento, cartão de senhas com 50 senhas para a Internet, senha de 6 dígitos para o tele-atendimento, senha de 3 letras para o caixa-eletrônico.

Como é que um banco pede pra um reles mortal manter 7 senhas diferentes para utilizar seus serviços? Imagina um idoso com Mal de Alzaimer ou uma pessoa com dificuldade em decorar números… com certeza vai anotar tudo em um papel ou usar a mesma senha nos 7 lugares, ou seja, pra quê isso?

Windows 7 reiniciou do nada

Que estranho, hoje estava usando o computador quanto ele do nada reiniciou… mas de forma organizada: foi fechando os programas, parando os serviços e reiniciou…

O evento abaixo foi gerado:

O processo C:\Windows\system32\services.exe (DESKTOP-SP) iniciou reiniciar do computador DESKTOP-SP pelo usuário AUTORIDADE NT\SISTEMA por este motivo: Não foi encontrado um título para esta razão
Código de razão: 0x30006
Tipo de encerramento: reiniciar
Comentário: O Windows deve ser reiniciado agora porque o serviço Chamada de procedimento remoto (RPC) foi finalizado de forma inesperada

Aparentemente o Windows detectou algum vírus ou trojan no computador, parou tudo e reiniciou.

Memórias do Colégio

Lembro-me de quando ainda estava no colégio e escrevia redações semanais para as aulas de Literatura ou Português, interiorizando o conhecimento linguístico e também nos praparando para o vestibular.

Eram temas diversos: atualidade, história, retórica, romance, carta, mas sempre com um número mínimo de palavras e a exigência de seguir as normas cultas do português.

Tínhamos um livro de redações onde as passávamos a limpo as redações prontas antes da professora corrigir. Fazíamos a capa desses livros e ao final do ano virava uma verdadeira obra de arte.

Lembro-me de ter feito vários livros destes nos anos em que estudei, mas não me lembro do teor de nenhum texto meu. Recordo-me de que alguns foram considerados “o melhor da turma” e lidos pela professora na frente de todo mundo… então deveriam ser razoavelmente bons.

Quando voltar na casa de minha mãe quero achar esses livros e publicar aqui no blog os textos, pois tenho certeza de que nós guardamos. Vai que tem algo bom!?

Crônicas de Narnia – Livro e Filme

Passei 8 anos de minha vida indo de metrô para o trabalho e li inúmeros livros durante esse tempo, ocupando os 20 minutos o trajeto com algo útil.

Agora que estou trabalhando longe de casa, mesmo que usando transporte público apenas alguns dias na semana, sinto essa necessidade de ler ainda maior.

Comprei a coleção Narnia, de C. S. Lewis e já estou no 4º livro: “Prince Caspian”. É, comprei em inglês, pois além de passar o tempo me ajuda a treinar a língua da rainha.

The Chronicles of Narnia - Prince Caspian

The Chronicles of Narnia - Prince Caspian

Ontem assisti o filme “Crônicas de Narnia – Príncipe Caspian” e existem incontáveis diferenças, no entanto uma em especial é injustificável: por quase 30 minutos do filme animais voadores levam os reis e rainhas ao castelo do tio malvado, eles abrem os portões, os antigos narnianos entram no castelo, Caspian resgata o tutor e tenta matar o tio, o tio foge do quarto, consegue cercar os narnianos, que fogem em disparada, mas diversos ficam presos no castelo, sendo mortos a sangue frio, criando a desculpa para Miraz atacar Narnia.

Não há absolutamente nada disso no livro!

  • Peter, Edmund, Lucy, Susan e Caspian não tentam invadir o castelo em momento algum
  • Não aparece um único animal voador grande o suficiente pra carregar uma pessoa, a não ser os passarinhos cantando ou levando mensagens
  • Caspian não resgata o tutor do castelo, ele foge e encontra Caspian com os antigos narnianos
  • Caspian não tenta matar o tio em momento algum do livro
  • No livro Miraz nunca faz um único conselho com seus lordes e nem cria uma desculpa para atacar os narnianos, ele simplesmente sai com sua tropa para matar Caspian

Eu não sei qual foi a idéia do diretor em inventar uma passagem tão absurda em um livro com tanto detalhe!

No entanto algumas cenas ficaram excelentes no filme, melhor que no livro (não leia se ainda não leu/assistiu a história):

  • No filme Nikabrik e seus dois comparsas conjuram a White Witch, que aparece congelada em um portal de gelo, encantando Caspian para ter uma gota de seu sangue e Edmund destrói o portal enquanto Peter, Trumpkin e Trufflehunter matam os 3 revoltosos. Bem mais interessante que no livro, onde antes mesmo da bruxa desenhar o círculo no chão Peter, Edmund e Trumpkin entram na sala -escura- e matam os 3 revoltosos. Lewis teria ficado orgulhoso da idéia da Jadis aparecer em um portal de gelo, encantando Caspian e Edmund quebrando o portal, pois está 100% relacionado com a história do livro “The Lion, The Witch and the Wardrobe”.
  • No filme o duelo entre Miraz e Peter é sensacional, parecendo um verdadeiro duelo medieval. Nada parecendo um ringue de boxe como no livro. No filme Peter vence, Caspian não mata o tio por não ser um tirano e Glozelle enfia uma flecha da Susan em Miraz, pra sugerir traição. No livro Peter não chega a vencer, Miraz apenas tropeça, cai e Glozelle já sai gritando “Traição, Traição, o traidor narniano apunhalou-o pelas costas enquanto ele estava indefeso. Para as armas, para as armas Telmar!
  • Aslan “destorcer” duas árvores para formar o portal para o nosso mundo, além de Peter, Edmund, Lucy e Susan não terem de trocar de roupa é muito mais interessante que uma porta de varetas e os 4 trocando de roupa antes de entrar no portal… como se tivessem precisado quando voltaram pelo guarda roupa.
  • O brutamonte anão Trumpkin no filme, muito mais parecido com os anões de Senhor dos Aneis, é mais convincente que o franzino anão do livro, que mais parece um duende.
  • Particularmente achei que o bacanal, literalmente, ficou sobrando no livro, bem como a excursão de Aslan pelas escolas e cidades no fim do livro. Não incluir no filme foi uma decisão acertada.

Gostei do filme, é bem fiel à história, a maioria das diferenças são em relação à ordem em que os eventos aconteceram ou algum outro pequeno detalhe, mas o livro continua sendo superior.

A história de Narnia, o medo que os telmarinos têm das florestas e do mar, os animais falantes se escondendo, buscando a liberdade, além da grandiosidade da entidade que é o Aslan e da dificuldade de Peter, Edmund e Susan em vê-lo não transparecem no filme mas ditam o tom do livro.

Big Brother Brasil 2011

Preciso confessar, assisti o Big Brother Brasil 2011, no primeiro dia, torcendo para ter evoluído e ser algo que valesse a pena assistir. Eu gostei muito do Hipertenção, onde

No entanto não foi… já logo no primeiro dia tiveram de votar em alguém pra sair e uma pessoa foi escolhida para ser o trapaceiro ou algo do gênero.

Não consigo assistir algo tão negativo onde o objetivo é pisar na cabeça dos outros para ter sucesso, atrapalhar os amigos para ganhar…

Eu até assistiria se o paredão fosse para escolher quem ficaria: teriam de votar em quem gostariam que permanecesse na casa… A pontuação deveria ser para incentivar o comportamento postivo, correto, honesto, justo, benevolente… e não o contrário. O jogos para escolher líder, anjo, quarto de luxo e essas coisas poderiam ser através de uso de lógica, racioncínio e trabalho em grupo.

O melhor relato que já li sobre o BBB 11 foi o do Regis Tadeu, sendo essa a melhor parte:

Um capítulo à parte é o Pedro Bial, um sujeito evidentemente culto, mas que age no programa como se fosse uma espécie de animador de bingo de fundo de quintal. Fiquei impressionado como ele, mesmo nos momentos mais animados, mostra uma disfarçada ironia ao falar com os participantes e com o público, buscando esconder o evidente desejo de estar muito longe dali e, ao mesmo tempo, tendo a consciência de que está falando com idiotas, sejam aqueles que estão dentro da tela ou em suas casas.

Enchente em São Paulo

Nos primeiros meses morando em São Paulo meus pais sempre me ligavam quando chovia, inundava,  acontecia greve de metrô, de ônibus ou algum assalto passava no Jornal Nacional… Com o tempo eles foram percebendo que moro num bairro tranquilo e alto e que SP não é tão violento e caótico como parece na TV.

Hoje, no entanto, após quase uma década em São Paulo, fui pego pela enchente e fiquei ilhado.

Fui jantar com minha esposa e uma amiga dela no Tenda Árabe, que fica na esquina das avenidas Luiz Dumond Vilares, Leôncio de Magalhães, Zachi Nachi e Ataliba Leonel, próximo de casa. A esfiha de mussarela é a melhor que já experimentei, já o restante é no máximo razoável.

Cruzamento Luiz Dumond Vilares via Google Maps

Cruzamento Luiz Dumond Vilares via Google Maps

No meio do jantar começou a chover forte e quanto terminamos fui ao estacionamento buscar o carro com a ajuda do manobrista, que estava com um guarda chuva desses de praia que não resolvia absolutamente nada: ele estava todo molhado e eu me molhava como se estivesse sob a chuva, por conta do vento.

Ele falou pra eu sair de ré pela entrada do estacionamento (na Av. Ataliba Leonel) pois na saída do estacionamento enchia (na Av. Luiz Dumond Vilares). Foi eu colocar o carro na rua e o trânsito parou. O semáforo para cruzar a Luiz Dumond estava aceso mas nem o ônibus se atrevia a cruzá-la. Tudo parado, vidros embaçando e a água correndo na rua já na altura da guia.

Os carros atrás, na minha frente e ao lado começaram a subir nos canteiros e entrar no estacionamento do qual eu havia acabado de sair. Fiquei parado uns 5 minutos com o pisca-alerta ligado, só olhando pra ver se a água subia acima da guia. Só quando alguns carros começaram a voltar na contra mão que eu consegui manobrar entre os carros e estacionar na calçada em frente ao restaurante.

Voltei ao restaurante esperar a chuva diminuir e vi uma cena inacreditável: no meio do cruzamento da Luiz Dumond Vilares com a Leôncio de Magalhães havia um carro com água até a luz de seta, no meio disso tudo havia um chafariz de esgoto, pela Luiz Dumond Vilares um Pálio preto vinha de ré na contra mão arrastado pela água e alguns carros no estacionamento do restaurante do lado da Luiz Dumond Vilares estavam com água até o meio da roda…

Alagamento no cruzamento da Luiz Dumond Vilares

Alagamento no cruzamento da Luiz Dumond Vilares

Quando a chuva deu uma diminuída e os ônibus começaram a cruzar a Luiz Dumond Vilares, nós esperamos mais um pouco e saímos também, já estava começando a ficar forte de novo.

Felizmente deu tudo certo. A gaiola do passarinho estava encharcada, a roupa branca para pendurar na corda ficou suja de respingo do chão e o quintal estava inundado com 10cm de água, pois o ralo entupiu com as folhas das árvores…

Consumo de Álcool e Gasolina

Desde quando trocamos de carro no ano passado nós anotamos data, quilometragem, litros abastecidos e preço do litro quando enchemos o tanque de combustível.

Como o carro é Flex, as vezes abastecemos com álcool (que agora chamam de Etanol) e as vezes com gasolina, dependendo do preço que mais compensa.

Abastecimentos com Álcool e Gasolina

Abastecimentos com Álcool e Gasolina (em litros, por mês)

A conta que ensinam é multiplicar o preço da gasolina por 0,7, chegando no maior valor a se pagar no álcool. Por exemplo, se a gasolina está R$ 2,50, multiplicando por 0,7 chega-se ao valor 1,75. Ou seja, se o álcool estiver custando menos de R$ 1,75, compensa abastecer com álcool.

Com base nos dados que anotamos, chegamos a algumas estatísticas nestes 18 meses com o carro:

  • Já percorremos 16.058 quilômetros com o carro.
  • Abastecemos 24 vezes com álcool, com preço médio de R$ 1,42, mínimo de R$ 1,15 e máximo de R$ 1,89, totalizando 768 litros de álcool .
  • Abastecemos 18 vezes com gasolina, com preço médio de R$ 2,47, mínimo de R$ 2,23 e máximo de R$ 2,60, totalizando 567 litros de gasolina.
  • O maior abastecimento foi com 46,9 litros de álcool.
  • O abastecimento mais caro foi R$ 114,94, quando enchemos o tanque com 44,4 litros de gasolina a R$ 2,59, em uma viagem.
  • A maior distância que já percorremos com um tanque foram 530 km, consumindo 44,7 litros de gasolina (média de 11,8km/l), nesta mesma viagem.
  • A menor distância que já percorremos com um tanque foram 286 km, consumindo 42,1 litros de álcool (média de 6,8km/l), no trânsito engarrafado de São Paulo.
  • O consumo médio com álcool foi de 8,5 km/l.
  • O consumo médio com gasolina foi de 10,5 km/l.

A conclusão que chegamos é que na maioria das vezes vale a pena abaster com álcool.

Em viagens sempre abastecemos com gasolina antes de sair de São Paulo, em um posto de confiança, pra ter de abastecer o mínimo possível na estrada, em postos que não conhecemos.

Fazemos isso pois com gasolina conseguimos rodar uma distância maior antes de ter de abastecer de novo. Dependendo da distância dá pra chegar no local de destino sem reabastecer e abastecer lá antes de voltar, perguntando pros moradores qual posto é bom.

Filmes Scott Pilgrim vs The World e Kick-Ass

Acabei de assistir o filme Scott Pilgrim vs The World (Scott Pilgrim Contra O Mundo) e foi como quando assisti Pulp Fiction (Pulp Fiction – Tempo de Violência) pela primeira vez, há mais de uma década.

O ritmo alucinante de Pulp Fiction foi utilizado em diversos filmes: Jackie Brown (Jackie Brown), Lock, Stock and Two Smoking Barrels (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes), Snatch (Snatch – Porcos e Diamantes) e Amores Perros (Amores Brutos). Influenciou o cinema.

Os cortes nonsense, os efeitos visuais dos sons, dos movimentos, a mistura com Video Game e as incontáveis referências a vídeo games e bandas… fantástico! Creio que também vai influenciar o cinema, assim como Matrix fez.

Outro filme que havia assistido a algum tempo e não comentei foi o Kick-Ass (Kick-Ass – Quebrando Tudo), que também considero um divisor de águas. Ação, violência, mortes e crianças… provocando as mortes! Nunca havia assistido um filme que tratasse isso com uma naturalidade tão grande que chega a ser chocante: como serão os filmes futuramente? Me preocupa muito ver assassinato por armas de fogo ser tornando algo trivial no cinema, enquanto ficamos estarrecidos com massacres em escolas cometidos por adolescentes…

Comparação de transporte

Ainda não faz 2 meses que troquei de emprego e deixei de usufruir da comodidade do metrô.

No novo emprego já fui trabalhar de carro, ônibus, metrô + ônibus e metrô + trem, cada um com suas vantagens e desvantagens.

Hoje fui trabalhar de carro e percorri 18km em 45min com consumo médio de 7,9km/l. Com o álcool custando R$ 1,50, gastei R$ 3,42 de combustível, menos que os R$ 4,07 que gasto quando vou de metrô + ônibus (sem considerar os custos de manutenção, seguro e impostos, claro).

A ida é até tranquila. O problema é a volta, que chega a demorar, de transporte público, quase o dobro.

Já voltei de carro, carona, carona + metrô, ônibus + metrô, trem + Ponte Orca + metrô…

No cliente que estou agora o melhor transporte público pra voltar é, por incrível que pareça, pegar o trem para andar uma estação, pegar a Ponte Orca e pegar o metrô, fazendo ainda uma baldeação na estação Paraíso.

Eu sempre tive uma imagem muito negativa tanto do ônibus quanto do trem, envolvendo segurança e lotação. Continuo com o viés negativo no trem, mas o ônibus me surpreendeu. É consideravelmente pontual, cobre uma grande parte da cidade e não é tão lotado quanto parece, sempre tem algum banco que fica vazio no fundão. Graças às faixas excluivas para ônibus eles conseguem andar por lugares onde todos os carros estão parados, compensando em parte a morosidade de parar nos pontos para passageiros descerem e/ou subirem.

Falha de Segurança Nacional

Assisti hoje o filme Segurança Nacional.

Pensei que seria uma mistura de Top Gun e Tropa de Elite, mas o filme é fraco, bem fraco, extremamente fraco…

Os últimos 25 minutos do filme são tão surrealmente forçados que destróem o filme. Uma criança de 5 anos saberia conduzir uma situação como a apresentada no fim do filme com mais sabedoria que a ABIN, o Exército, o Presidente da República e a Polícia de Santa Catarina juntas…

São tantos erros de roteiro em apenas 25 minutos de filme que nem o Coiote do Papa Léguas conseguiria pensar em “planos” tão idiotas…

  • escorregar de uma ponte em um cabo de aço?
  • deixar uma refém em frente à porta aberta de uma garagem?
  • deixar uma bomba atômica explodir no mar e sair de helicóptero, com o EMP?
  • sair correndo por uma ponte em reforma com uma bomba atômica na mão?
  • identificar que o alvo é o palácio do governo e mandar uma dúzia de militares pra lá, sem mandar ninguém pra procurar e desarmar a bomba?
  • mandar um único cara ir resgatar a refém de um terrorista com uma bomba atômica, sem colete e armado apenas com uma pistola?
  • dizer que sabe que o alvo é o palácio do governador para só então mandar o exército para lá?
  • empinar a moto ao perseguir um avião?
  • ir no avião radar procurar o avião inimigo, ir no palácio do governo defender o palácio, ir no pier resgatar a refém, ir no morro falar com o informante, ir no avião do Presidente da República mostrar o relatório, ir no cativeiro resgatar os reféns, ir na prisão negociar com o preso… o cara se acha o quê, Bombril? Nem Jack Bauer em 24 horas faz o que Marcos Rocha (Thiago Lacerda) faz em uma.

Temível… temível… uma pena, pois a outra parte do filme é até que interessante.

Agora é esperar Tropa de Elite 2 e torcer pro Capitão Coronel Nascimento não nos decepcionar!

Compra de moedas para coleção

Hoje aproveitei o domingo e fui de metrô até feirinha da Praça da República, procurar moedas para tentar completar a minha coleção de moedas brasileiras.

Lá tem umas 10 barracas só de moedas, cédulas e selos, tanto brasileiros quanto do resto do mundo inteiro.

Comprei 13 moedas, a maioria por R$ 0,50, algumas por R$ 1,00 e uma de R$ 0,10 por incríveis 8 reais (que eu já tive mas meu irmão fez o favor de gastar)!

10 centavos de Real - 50 anos da FAO

10 centavos de Real - 50 anos da FAO

Aproveitei e comprei também 4 folhas de plástico para colocar moedas, pois guardar as moedas nos potes de filme de máquina fotográfica é terrível!

As moedas que comprei foram:

Cruzeiro Novo

  • 1 centavo de cruzeiro novo (1969)

Cruzeiro (primeira série)

  • 10 centavos de cruzeiro em cruproníquel (1970)
  • 20 centavos de cruzeiro em curproníquel (1970)
  • 1 cruzeiro em níquel (1970)
  • 1 centavo de cruzeiro da campanha Alimentos para o Mundo (1975)
  • 2 centavos de cruzeiro da campanha Alimentos para o Mundo (1975)
  • 5 centavos de cruzeiro da campanha Alimentos para o Mundo (1977)

Cruzeiro (terceira série)

  • 100 cruzeiros (1986)

Cruzado

  • 1 centavo (1986)
  • 5 centavos (1986)

Cruzado Novo

  • 1 cruzado novo (1989)

Cruzeiro

  • 5.000 cruzeiros (1992)

Real (primeira série)

  • 10 centavos 50 anos da FAO (1995)

Domingo que vem volto lá pra tentar conseguir as 16 que faltam. Hoje cheguei meio tarde e algumas barracas já estavam fechando.

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