Arquivos Mensais: maio 2011

Full HD

Desta vez quando digo “Full HD” não estou me referindo à qualidade de vídeo “Full High Definition”, mas ao Hard Disk do meu computador que está lotado até o talo!

Meu HD, cheio até a borda

Meu HD, cheio até a borda

Será que isso justifica comprar um HD Western Digital Caviar Green de 2TB? Ele é extremamente silencioso,  consume pouca energia e esquenta pouco, com 64MB de buffer (modelo WD20EARS).

O problema é o preço…

Vou ver se algum conhecido vai pros Estados Unidos, pois na Amazon sai por aproximadamente R$ 130! Senão compro na KabuM mesmo. Já comprei algumas coisas nessa loja, é muito boa.

A religião é o ópio do povo

Karl Marx foi um cara sabido, que em 1843 escreveu um texto entitulado Kritik des hegelschen Staatsrecchts (Crítica da Filosofia do Direito de Hegel) onde tornou popular o pensamento de que Die Religion… Sie ist das Opium des Volkes (A religião é o ópio do povo).

É este o fundamento da crítica irreligiosa: o homem faz a religião, a religião não faz o homem. E a religião é de fato a autoconsciência e o sentimento de si do homem, que ou não se encontrou ainda ou voltou a se perder. Mas o Homem não é um ser abstrato, acocorado fora do mundo. O homem é o mundo do homem, o Estado, a sociedade. Este Estado e esta sociedade produzem a religião, uma consciência invertida do mundo, porque eles são um mundo invertido. A religião é a teoria geral deste mundo, o seu resumo enciclopédico, a sua lógica em forma popular, o seu point d’honneur espiritualista, o seu entusiasmo, a sua sanção moral, o seu complemento solene, a sua base geral de consolação e de justificação. É a realização fantástica da essência humana, porque a essência humana não possui verdadeira realidade. Por conseguinte, a luta contra a religião é, indiretamente, a luta contra aquele mundo cujo aroma espiritual é a religião.

A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo.

A abolição da religião enquanto felicidade ilusória dos homens é a exigência da sua felicidade real. O apelo para que abandonem as ilusões a respeito da sua condição é o apelo para abandonarem uma condição que precisa de ilusões. A crítica da religião é, pois, o germe da crítica do vale de lágrimas, do qual a religião é a auréola.

A crítica arrancou as flores imaginárias dos grilhões, não para que o homem os suporte sem fantasias ou consolo, mas para que lance fora os grilhões e a flor viva brote. A crítica da religião liberta o homem da ilusão, de modo que pense, atue e configure a sua realidade como homem que perdeu as ilusões e reconquistou a razão, a fim de que ele gire em torno de si mesmo e, assim, em volta do seu verdadeiro sol. A religião é apenas o sol ilusório que gira em volta do homem enquanto ele não circula em tomo de si mesmo.

Conseqüentemente, a tarefa da história, depois que o outro mundo da verdade se desvaneceu, é estabelecer a verdade deste mundo. A tarefa inmediatada da filosofia, que está a serviço da história, é desmascarar a auto-alienação humana nas suas formas não sagradas, agora que ela foi desmascarada na sua forma sagrada. A crítica do céu transforma-se deste modo em crítica da terra, a crítica da religião em crítica do direito, e a crítica da teologia em crítica da política.

Interessante ponto de vista.

Como preencher o formulário de visto

A página da Embaixada Americana que explica como preencher o formulário de solicitação de visto pra ir aos Estados Unidos é bem completa.

No entanto o formulário DS-160 para não-imigrantes (visto de turismo ou negócio, por exemplo) é muito mais complexo. Nem a lista de perguntas mais comuns consegue tirar todas as dúvidas, apesar de ajudar bastante.

É demorado, então reserve uma ou duas horas pra fazer. Anote o código que aparece no canto direito, pois se a página expirar (acontece a cada 20 minutos), com esse código é possível continuar de onde parou. Sempre salve antes de clicar em Next, pois um arquivo é armazenado no computador e é possível importá-lo, mantendo as informações já preenchidas. Evita ter de digitar tudo novamente se perder o código ou quando for renovar o visto.

Encontrei 5 diferentes links oficiais explicando como tirar a foto para o formulário DS-160 de solicitação de visto:

O link “Requerimentos Fotográficos” explica como deve ser a foto: cor, tamanho, como enquadrar, o que vestir, como fotografar um bebê e, mesmo recomendando tirar a foto com um profissional, dá umas dicas de como tirar sua foto.

O “Guia do Fotógrafo” explica como posicionar a câmera, como controlar a iluminação e escolher o fundo.

No link “Requerimentos de Imagem Digital” tem algumas especificações técnicas de como deve ser a foto a ser anexada no formulário DS-160.

No “Modelo de Composição de Fotos” tem as medidas, tanto para a foto em papel fotográfico quanto para a foto digital, do tamanho da cabeça, posicionamento, ombros, etc.

No “Exemplos de Fotos” tem diversos exemplos de fotos erradas e como elas deveriam ser. Vale a visita.

Meio século de modificações

1999, 3º ano do 2º grau, 17 anos

“Brasil 500 anos”  é o que mais se ouve no momento. Quinhentos anos de que? Descoberta, apenas? Será que não podemos dizer: quinhentos anos de exploração? Em meio século, o Brasil e não só o Brasil, mudou muito, é necessário fazer uma análise do que aconteceu nestes quinhentos anos para entender o real significado de “Brasil 500 anos”.

Tudo relativo à história pode algum dia mudar, se um novo documento for descoberto e contradizer com a versão oficial, é necessário reavaliar os fatos e, na maioria das vezes, modificar o que se considerava certo. É o caso da data de descobrimento do Brasil ou como era a aparência de Tiradentes.

Trinta anos depois de descoberto, o Brasil começou a ser explorado, os portugueses retiravam o pau-brasil e o vendiam, principalmente à manufaturas inglesas. Estimativas apontam que mais de 70 milhões de árvores foram derrubadas. Foi um verdadeiro atentado ao equilíbrio natural do ecossistema brasileiro. Não só o pau-brasil foi dizimado, mas também os índios. Existem hoje seis vezes menos índios do que existiram no ano da descoberta.

Em 1881, mais de trezentos anos após o início da exploração, o Brasil era considerado um país pobre, nas mãos de estrangeiros. Poucos anos mais tarde alguns diziam que o Brasil era um país pacífico, sem violência nem corrupção, ainda assim pobre, resultado da exploração.

Socialmente falando, não somos um povo original, mas sim uma grade miscigenação de várias culturas diferentes: negros, portugueses, indígenas, europeus, que se encontram unidos, convivendo em perfeita harmonia, o que nos torna um povo calmo, educado, trabalhador.

Atualmente os negros não são escravos, os índios não são dizimados, continuamos a ser o mesmo povo calmo e trabalhador de outrora, mas adaptado à vida moderna. Continuamos a ser um país pobre, mas não tanto como duzentos anos atrás, produzindo e exportando vários produtos. Nossa legislação é, atualmente, mais democrática do que na época do descobrimento. É verdade que os índices de crimes, violência e corrupção aumentaram, mas no mundo todo.

Nestes quinhentos anos, o Brasil se modificou e para melhor, ele evoluiu!

Comentário da professora:

Atenção para a sua letra!

Imagem do descobrimento

25 de Agosto de 1999, 3º ano do 2º grau, 17 anos

Assim que acordei me encontrei em cima de uma árvore. Ao longe escutava o singular barulho do mar. Desci da árvore, estava de óculos, tênis e roupas, começava a desconfiar que havia bebido muito na noite anterior. Caminhei na direção do mar, quando vi em uma praia de areias brancas vários índios e da água translúcida vinha um grande bote de madeira, com vários homens vestidos de maneira espalhafatosa.

Os índios, em maior número, estavam temerosos, assustados e armados com flechas e lanças. Os visitantes faziam gestos leves, delicados, calmos, também temerosos da reação dos índios. Começaram a falar com os índios em diversas línguas, até que falaram um português semelhante ao do Machado de Assis. Foi nesse momento que me atinei de que estava em 23 de Abril de 1500, podia até mesmo ver duas caravelas ao longe. Era impossível determinar quem tinha mais medo, os portugueses ou os índios. Os primeiros estavam armados com carabinas antigas e portavam vários objetos sem valor, como espelhos, para criar confiança e depois fazer escambo com os índios. Um português anotava tudo, deveria ser Pedro Vaz de Caminha. Os portugueses já se mostravam mais confiantes e relaxados, enquanto os índios manuseavam encabulados as trinquilharias dos portugueses.

Venci meu medo e saí do meio do mato em direção aos portugueses, estes apontaram as armas para mim, levantei minhas mãos e disse que era da paz, iria ajudá-los a conversar com os índios. Os índios estavam confusos e perceberam que eu podia me comunicar com os portugueses, mas se mantinham em silêncio, apenas adotando precaução dobrada. Contei para os portuguesese minha história, onde estávamos, o que aconteceria com os índios da américa espanhola, falei sobre a cultura dos índios, sua importrância e seu futuro nada promissor, para que os portugueses não fizessem o que fizeram os espanhóis.

Depois de conversar durante toda a tarde e parte da noite sobre assuntos diversos, evitando falar do futuro, acabei conquistando a confiança dos portugueses e dos índios, fui dormir na caravela dos portugueses, na esperança de não acordar e descobrir que tudo não se passou de um sonho.

Comentário da professora:

Este recurso narrativo de “sonho” já está bem gasto! Além do mais, você não fez o ponto de vista pedido!

Ser umano é…

31 de Agosto de 1999, 3º ano do 2º Grau, 17 anos

Errar é humano, diz o ditado popular. Baseados nele, as pessoas cometem erros, fraudes, pecados, infringem leis, tudo naturalmente.

A sociedade brasileira, principalmente, se baseia nesse preceito para cometer todo dipo de ilegalidade e sair imune. Juízes, políticos, policiais, parecem já ter esse conceito no sangue, subvertendo a ordem às custas de pequenas propinas aqui, favorzinhos alí…

Na verdade, o ditado não está de todo errado, o ser humano realmente erra, apenas Deus é perfeito. Como diz outro ditado, existem três tipos de pessoas, o idiota que não aprende com os próprios erros, o esperto que aprende com os próprios erros e o sábio que aprende com os erros dos outros, ou seja, temos o dom de aprender com os erros, assim evoluímos.

Se o ser humano erra por natureza, que mal há em juízes, magnatas, marajás, entre outros “ilustres” personalidades cometerem tantas infrações? A essência deste questionamento está no grafite de um muro de uma cidade qualquer: “herrar é umano”, em suma, o ser humano, sabendo que erra por natureza, comete certas atitudes consideradas politicamente incorretas, não contra a vontade, mas a favor dela, de propósito!

Abusamos da ignorância e do ortodoxismo da sociedade em vigor para continuarmos infringindo leis, regras, contratos “a lá vontè”, amparados por uma convenção que julga que para ser humano, é necessário errar.

Carta – Redação do Vestibular Unicamp 1995

8 de Julho de 1999, 3º ano do 2º grau, 17 anos

Redação sobre o tema da prova de vestibular da Unicamp de 1995:

Na luta contra a Aids defrontam-se os rigorosos, que exigem respeito aos princípios preventivos básicos e corretos, contra os complacentes. Aqueles exaltam o valor do relacionamento sexual responsável, o combate efetivo à toxicomania e a adequada seleção de doadores de sangue. Os outros preconizam coisas mais agradáveis, como por exemplo o emprego desbragado e a doação gratuita de camisinha, a distribuição de seringas com agulhas a drogados e a perigosa, além de problemática, lavagem delas com água sanitária. Agora, os permissivos, que não estão obtendo qualquer vitória, pois a doença afigura-se cada vez mais difundida, ganharam novo aliado: o Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN), que concordou com o fornecimento de seringas e agulhas, sem ônus, aos viciados. Portanto, esse órgão público associou ilegalidade à complacência.
(VICENTE AMATO NETO, médico infectologista, Painel do Leitor, Folha de S. Paulo, 18/09/94)

A carta acima fez referência a uma proposta polêmica do CONFEN (Conselho Federal de Entorpecentes): o fornecimento gratuito de seringas e agulhas a viciados em drogas injetáveis.
a) Caso você concorde com a proposta da CONFEN, escreva uma carta ao Dr. Vicente Amato Neto, procurando convencê-lo de que ela pode de fato contribuir para evitar a disseminação do vírus da Aids.
b) Caso você discorde dessa proposta, escreva uma carta ao presidente da CONFEN, procurando convencê-lo de que ela não deve ser posta em prática.
Ao desenvolver sua redação, além de expor suas opiniões, você deverá necessariamente levar em consideração a coletânea a seguir.

1. Graças a uma legislação liberal, a maior cidade Suíça (Zurique) criou uma área especial – Letten, uma estação de trens desativada – onde é possível comprar e usar heroína em plena luz do dia. (…) Desde 1992, quando os junkies* se mudaram da Platzpitz, uma praça no centro da cidade, para Letten, o consumo não pára de crescer – um fato atestado pelas 15.000 seringas descartáveis distribuídas diariamente na velha estação. A única vantagem é que a distribuição reduziu o ritmo de disseminação da Aids.
[*junkies: termo inglês que significa drogados.]
(O pico à luz do dia, VEJA, 07/09/94)

2. Em nosso país, exige-se o diploma para que alguém aplique injeção endovenosa, porque pessoas não treinadas criam perigosas situações para si ou para outros, ao realizar inoculações. Fornecer agulhas e seringas a pessoas não habilitadas para seu uso é como dar um carro a menores de idade, ou uma arma a quem não sabe utilizá-la. Isso é pelo menos indesejável para a sociedade, além de ser ilegal. No caso, a ilegalidade se tornaria incontrolável, pois o distribuidor dos medicamentos e agulhas seria o próprio Estado.
A proposta de um programa como esse não leva em conta a realidade, causando desperdício de recursos já precários. Tais propostas são feitas por pessoas que nunca viram, de fato, como funciona uma “roda”, provavelmente dirigentes sem formação médica e sem assessoria adequada (sociológica etc). Não é difícil adivinhar que se trata de um plano que só beneficia vendedores de agulhas e seringas e burocratas de escritório, não tendo qualquer conseqüência para a epidemia da Aids.
[*roda: prática, comum entre drogados, que consiste no uso de uma mesma seringa por várias pessoas.]
(adaptação de VICENTE AMATO NETO & JACYR PASTERNAK, ‘A doação de seringas e agulhas a drogados’, O ESTADO DE S. PAULO, 05/09/94)

3. A distribuição de seringas para usuários de drogas pode diminuir pela metade a taxa de propagação do vírus da Aids neste grupo de risco. A conclusão é de uma pesquisa realizada na Universidade John Hopkins, de Nova York, que envolveu 22 mil pessoas em vários bairros nova-iorquinos.(…)
Antes do programa, uma seringa era emprestada, alugada ou vendida em média 16 vezes nos bairros onde foi feito o controle. O programa reduziu este número em quatro vezes.
Existem 200 mil usuários de drogas injetáveis em Nova York, metade deles infectados com o vírus da Aids.
(Programa corta em 50% taxa de infecção de HIV, “Folha de S. Paulo”, 02/11/94)

4. [No futuro, pagaremos] caro pela ignorância e irresponsabilidade do passado. Acharemos inacreditável não havermos percebido em tempo, por exemplo, que o vírus da Aids, presente na seringa usada pelo adolescente da periferia para viajar ao paraíso por alguns instantes, infecta as mocinhas da favela, os travestis na cadeia, as garotas da boate, o meninão esperto, a menina ingênua, o senhor enrustido, a mãe de família e se espalha para a multidão de gente pobre, sem instrução de higiene. Haverá milhões de pessoas com Aids, dependendo de tratamentos caros e assistência permanente. (…)
(DRAUZIO VARELLA, ‘A era dos genes’, “Veja 25 anos” – Reflexões para o futuro, 1993)

São João del-Rei, 8 de Julho de 1999

Prezado senhor,

Lendo o jornal “Folha de S. Paulo” do dia 18 de setembro de 1994, deparei-me com um artigo do Dr. Vicente Amato Neto que falava sobre o Conselho Federal de Entorpecentes (Cofen). Sou totalmente contra a distribuição de seringas e agulhas descartáveis aos drogados, já que um erro não justifica outro. A AIDS é, realmente, um problema grave, que infectará milhões de pessoas no futuro, mas a droga é muito pior, pois causa uma certa demência no usuário. Em alguns países como Suiça ou Estados Unidos, um projeto semelhante foi aplicado, o número de casos de AIDS diminuiu, mas o número de drogados subiu consideravelmente. Com o projeto, o senhor estará violando uma lei brasileira, que diz que para aplicar injeção intravenosa, é necessário ter diploma, pois por um descuido ou falta de informação, uma injeção mal aplicada pode causar sequelas ou até mesmo a morte.

Antes de colocar este projeto em prática, o senhor deveria participar de uma roda de drogados, não como usuário, mas como um simples curioso, e olhe o que realmente acontece. Na primeira dose, até que vai, o drogado pegará um seringa descartável e a usará, mas depois da segunda dose, ele já estará tão doido que nem pensará em ver se a droga está diluída ou não, se a seringa está limpa, cheia ou vazia. Num momento destes, o drogado pensará apenas em pegar a primeira seringa que ver na sua frente.

A AIDS mata aos poucos, a droga mata com um sofrimento muito maior, até mesmo para os amigos e familiares. Com este projeto, o senhor estará apenas incentivando o uso da droga, que os governantes lutam tanto para inibir seu consumo.

Atenciosamente,

Henrique Cintra

Duas visões de um mesmo mundo

9 de Junho de 1999, 3º ano do 2º Grau, 17 anos

Redação segundo o tema do vestibular da Fuvest de 1991:

Há um conto de H. G. Wells, chamado “A terra dos cegos”, que narra o esforço de um homem com visão normal para persuadir uma população cega de que ele possui um sentido do qual ela é destituída; fracassa, e afinal a população decide arrancar-lhe os olhos para curá-lo de sua ilusão.

Redação

Discuta a idéia central do conto de Wells, comparando-a com a do ditado popular “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. Em sua opinião essas idéias são antagônicas ou você vê um modo de conciliá-las?

A temática do conto de Wells apenas reforça o ditado popular que diz: “Só acredito se ver com meus próprios olhos.”. A população cega não consegue ver no homem que ele não é destituído de visão, eles não acreditam que possa existir alguém diferente deles, alguém que possa ver. Para acabar com a loucura deste homem, arrancam-lhe os olhos.

No ditado popular “Em terra de cego quem tem um olho é rei”, o homem dotado de uma qualidade que o resto da população não tem é superior em relação aos outros. O homem com visão é tão superior que passa a exercer influência ou, até mesmo, controle sobre as pessoas tidas como normais, destitiuídas de visão.

Aparentemente, as duas temáticas são completamente contrárias, no conto de Wells, o homem dotado de uma qualidade a mais é castigado, enquanto que no ditado popular, este homem recebe privilégios, é beneficiado. As idéias principais são antagônicas, mas existem alguns pontos em que as idéias são semelhantes.

Em ambos os casos, tanto no conto quanto no ditado, o fato ocorre em um local onde só existem cegos, que são considerados normais, aparece um homem que tem uma qualidade a mais, a visão. O dois homens têm uma qualidade que os tornam superiores aos outros, mas as semelhanças acabam por aí. No conto, este homem tenta convencer os outros de que pode ver, enquanto que no ditado popular o homem aproveita sua visão para se beneficiar.

Tanto o ditado popular quanto o conto, partiram do mesmo princípio básico, um homem dotado de visão em terra de cegos, mas durante a exposião dos fatos, percebe-se que a idéia defendita pelos dois textos são antagônicas.

Comentário da professora:

Você apenas explicou os dois textos, mas não analisou o tema deles!

Carta – Redação do Vestibular Unicamp 1996

10 de Julho de 1999, 3º ano do 2º grau, 17 anos

Esta redação é em resposta a uma questão do vestibular da Unicamp em 1996:

Durante o ano de 1995, intensificou-se no Rio de Janeiro a onda de violência e seqüestros. Uma das respostas a essa onda de violência foi a Manifestação Reage Rio, realizada no dia 28 de novembro como um grande ato público a favor da paz. Na semana seguinte, em artigo publicado na página 2 da “Folha de S. Paulo”, o jornalista Josias de Souza escreveu a esse propósito:

“O Rio que paga a carreirinha de coca é o mesmo Rio que foge do seqüestro, eis a verdade. Diz-se que a violência vem do morro. Bobagem, tolice. Como a passeata do Reage Rio, a violência também é obra do carioca bem-posto. (…) Dois dos objetivos palpáveis do Reage Rio são o reaparelhamento da polícia e a urbanização das favelas. Erraram o alvo. Estão mirando na direção errada. (…) Pouco adianta dar novos 38 à polícia se não for interrompido o fluxo de dinheiro que garante os AR-15 do tráfico.”
(“O Rio cheira e berra”, 5/12/95)

Essa análise é polêmica e você deverá levá-la em consideração ao optar por uma das duas tarefas a seguir:

– concordando com a opinião do jornalista, escreva-lhe uma carta, apresentando argumentos que o apóiem.
– se você acha que o ato público cumpriu seus objetivos, escreva uma carta aos organizadores, elogiando a iniciativa, defendendo sua validade e rebatendo os argumentos do jornalista.

Todos os textos transcritos a seguir foram publicados na imprensa alguns dias depois da Manifestação Reage Rio, e são relevantes para que você possa formar uma opinião. Ao escrever sua carta, considere os argumentos expostos nessa coletânea e outros que você achar pertinentes.

1. Cerca de 70 mil pessoas participaram da manifestação Reage Rio, um apelo para que acabem a violência e os seqüestros no Rio de Janeiro. Os organizadores, entre eles o Movimento Viva Rio, esperavam 1 milhão de pessoas. Mas a chuva atrapalhou. A caminhada, na Avenida Rio Branco, reuniu representantes de toda a sociedade civil. “Foi um sucesso”, disse o sociólogo Hebert de Souza, o “Betinho”. O governador Marcello Alencar e o prefeito César Maia não participaram. Nos últimos nove meses, a polícia registrou 6.664 assassinatos no Rio.
(Clipping do Estadão, Destaques de Novembro/95)

2. “Foi um extraordinário marco a marcha no Rio, onde, pela primeira vez, a politização da violência ganhou ares populares. Mesquinho e subdesenvolvido restringir o debate ao número de participantes. Mais importante, muito mais, foi o debate que suscitou e a sensação de que o combate ao crime não é apenas um problema oficial.”
(Gilberto Dimenstein, “Chute no Saco”, “Folha de S. Paulo”, 10/12/95)

3. “Houve uma grande ausência na passeata de terça-feira passada no Rio de Janeiro. Faltou uma palavra mágica, aquela que daria sentido a toda aquela movimentação. (…) A palavra que faltou é: DROGAS. A passeata era contra a violência. Ora, qual a causa magna da violência no Rio, a causa das causas? Resposta: drogas. (…) A originalidade do Rio está em ter realizado uma passeata contra a escalada do crime, a incrível escalada que, sob o impulso e o império da droga, ocorre em várias partes, sem dar nome ao problema. E não se deu o nome porque, se se desse, não haveria passeata. (…) O que aconteceria se se anunciasse uma passeata contra as drogas? Muitos não iriam. No mínimo para não parecer careta, ou seja, ridículo. Mas também porque muita gente não é contra – é a favor das drogas. (…) Sendo assim, como fazer uma passeata contra a droga? Melhor é fazê-la contra a ‘violência’ e pela ‘paz’. Quem pode ser contra a paz?”
(Roberto Pompeu de Toledo, “Faltou dizer por que não se tem paz”, “Veja”, 6/12/95)

4. “O lado bom do Rio é a natureza fantástica, o povo que é alegre e descontraído, aceita e vive a vida como ela é. O lado ruim é a miséria que se alastra por toda a cidade, exigindo uma solução, com nossos irmãos trepados em barracos pobres, olhando a cidade dos ricos como uma miragem a seus pés. E a solução não está nas brigas políticas de superfície, mas na revolução; a revolução que não pode ser feita agora. (…)
Fui à passeata Reage Rio porque me convidaram. Queriam que fosse num carro, mas preferi andar no meio das pessoas. A caminhada não foi propriamente um protesto mas uma advertência sobre o que está acontecendo, sem solução. Enfim, o problema da miséria é grave e uma pessoa com um pouco de sensibilidade não pode se sentir feliz diante disto.”
(Silvio Cioffi, “Só revolução resolve a miséria, diz Niemeyer”, “Folha de S. Paulo”, 21/12/1995)

5. “Quem não acredita na força do pensamento positivo ganhou na quinta-feira, 30, um bom motivo para mudar de idéia. Menos de 48 horas depois da Caminhada pela Paz, que parou a cidade e mobilizou milhares de pessoas contra a violência – 60 mil, segundo a polícia, e 150, segundo os organizadores -, foi resgatado o estudante Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira Filho, seqüestrado trinta e seis dias antes. (…) A mãe de Eduardo Eugênio elogiou a atuação da polícia mas dedicou especial gratidão aos participantes da caminhada.”
(Eliane Lobato, “Guerrinha pela paz”, “lsto É”, 6/12/95)

São João del-Rei, 10 de Junho de 1999

Prezados senhores organizadores do Reage Rio,

Lendo o Jornal Folha de São Paulo do dia cinco de dezembro, deparei-me com uma matéria da autoria do senhor Josias de Souza, na página 2 do referido jornal. Esta matéria causou-me certa surpresa, pois, além de ter participado do Reage Rio, havia considerado a manifestação um sucesso, além de ser, é claro, um ato nobre de toda a sociedade.

Acredito serem os senhores homens formados, de cultura, homens “bem postos”, não me vem à cabeça a imagem dos senhores sequestrando, assaltando ou matando alguém, a violência é causada por pessoas de um nível social abastardo, que precisam da violência para sobreviverem. A droga é a alma da criminalidade, mas se a passeata fosse contra as drogas, não haveria passeata, muitos não iriam, alguns são até a favor das drogas! O senhor Josias defende que não adianta reaparelhar a polícia, mas esta é a solução a curto prazo mais viável. Com a polícia equipada, os policiais estarão equiparados aos traficantes. Uma favela é um emaranhado de casas amontoadas umas nas outras, os traficantes têm visão e controle de tudo, além de fartos esconderijos, mas os policiais têm dificuldade de se locomoverem lá dentro. Com a urbanização, a polícia teria como agir rapidamente, não seria tão fácil para os criminosos se esconderem e com a prisão destes indivídulos, a violência do Rio de Janeiro seria diminuída consideravelmente.

O movimento Reage Rio alcançou todos os seus objetivos, representantes de toda a sociedade compareceram, qualquer pessoa com um pouco de humanidade não se sentiria bem sabendo que em nove meses ocorreram 6.664 assassinatos no Rio. O movimento mostrou que o combate à criminalidade não é um problema estritamente público, a sociedade deve participar também. O êxito do movimento demonstrou-se quando, menos de 48 horas depois, o estudante sequestrado Eduardo Eugênio foi libertado. Este foi um movimento louvável de pessoas que não aguentam mais conviver com tanta violência.

Atenciosamente subrescrevo-me,

Henrique Cintra

O paradigma da justiça

1999, 3º ano do 2º Grau, 17 anos

Desde quando os homens começaram a viver em sociedade, eles tinham leis e uma justiça capaz de julgar os transgressores, apesar dessas leis serem baseadas única e exclusivamente no senso comum. Naquela época, já não existia justiça sem poder, para executá-la. O que vem se observando nos dias atuais, é que também não existe justiça com poder. Parece antagônico, mas vamos por partes.

As leis são necessárias para se manter a ordem e a justiça em qualquer lugar no planeta. É necessário jugar e punir com justiça os infratores das leis, mantendo a ordem. Para impor uma lei a determinada sociedade, é necessário ter poder, poder político, militar, econômico, religioso, entre muitos outros poderes. Essa é a parte mais fácil, difícil é se fazer cumprir essas leis. Existem duas maneiras de conseguir isso, com justiça ou sem justiça. Sem justiça é mais fácil e menos justo, menos humano, menos democrático, basta ter poder para fazer justiça com as próprias mãos. Com justiçã é mais complicado, é necessário julgar o transgressor, observar provas, álibis, depoimentos, para depois decidir o destino do acusado. O poder jurídico se encarregará de determinar ao culpado o que fazer, quando, onde e por quanto tempo. Quanto mais forte for o poder jurídico, menos transgridirão as leis, mantendo a ordem.

Vamos agora à segunda afirmativa, a de que não existe justiça com poder. No mundo praticamente todo capitalista em que vivemos, dinheiro é, mais do que nunca, sinônimo de poder, existemvários poderosos pelo mundo. Com esses detentores de poder, a justiça é verdadeiramente cega, eles podem fazer o que bem entenderem, de maneira justa ou injusta, que as leis não serão cumpridas, a justiça deixará de ser feita, sairão impunes.

Tudo isso parece ser antagônico, mas não é, é mais um paradigma que antagonia, é o paradigma da justiça. Para criar as leis e se fazer justiça, é necessário um poder forte, que consiga fazer as pessoas respeitarem e cumprirem as leis, usando seu poder e sua força, ou seja, não existe justiça sem poder, no entanto, com quem tem poder, a justiça não é cumprida, assim, não existe justiça com poder.

Menor: o maior problema

1999, 3º ano do 2º grau, 17 anos

A educação no Brasil é totalmente falha, o jovem abandona a escola, por falta de condições ou incentivos e vai para a rua, se marginalizando. É necessário acabar com esse problema, várias causas e soluções foram apontadas, basta executá-las.

Os menores, principalmente os de classe abastarda, param de estudar e vão para as ruas, onde viram marginais, usando e vendendo drogas, interceptando e roubando e comentendo crimes para os maiores de 18 anos, já que os menores não são presos. Como eles não são legalmente responsáveis, depois de cometer um crime vão para organizações de reabilitação, na teoria. Na prática, o menor é encarcerado, sofre maus tratos, é tratado como um animal, não aprende nada de útil e sai pior que entrou. A compravação disso é que com a fuga em massa da Febem, uma instituição decadente, superlotada e mal administrada, a onda de violência em São Paulo subiu assustadoramente, com quase mil menores infratores a mais nas ruas.

Abaixar a responsabilidade penal para 14 ou 16 anos seria o caos. Os menores infratores seriam presos, iriam para prisões normais, com presos normais e acabariam ou morrendo ou aprendendo mais, superlotando ainda mais as cadeias. Além disso, o adolescente ainda não está física ou psicologicamente apto a ser responsável por si mesmo. A visão mais otimista que poderíamos traçar seriam os traficantes e bandidos usando menores de 10 a 13 anos como bode espiatório e não mais os de 15 a 17 anos…

Para o governo acabar com o problema dos menores, ele tem duas alternativas. A primeira, mais dispendiosa e menos eficiente a longo prazo, é reformar as institiuições de reabilitação, como a Febem. Mesmo com essa medida, novos marginais surgirão. A segunda alternativa é mais eficiente a longo prazo. Basta o Estado reformular o ensino público, dar chances do menor carente ser algo na vida, ter uma profissão decente, para não precisar viver de delitos e detenções.

O problema do menor no Brasil é responsabilidade principalmente do Estado, é um problema mais político que social. Agora o governo sofre as consequëncias do marginal que ele criou. O único meio de acabar com a erva daninha é pela raiz, é o que o Estado deveria fazer.

Aqueda de um império

1999, 3º ano do 2º Grau, 17 anos

O antigo confronta o novo. De um lado, a modernidade do telefone celular, de outro, o charme do papel e tinta. Serão o papel e a tinta substituídos pela tecnologia do celular?

O papel vem sendo usado há mais de 1.000 anos pela humanidade, faz parte de nossa história, é nossa história. O papel perpetua um fato qualquer, é um documento aceito em qualquer parte do mundo. Se não fossem o papel e a tinta, a memória oral não passaria para nós esta imensidão de conhecimentos que recebemos através dele. O papel e a caneta têm seu charme, são baratos, acessíveis a qualquer pessoa, mesmo as mais abastadas. Outro grande ponto do papel e tinta é que estes mantêm seu anonimato, enquanto o celular informa timbre de voz, além do número de quem está do outro lado da linha.

O celular é o que há de mais moderno em termos de comunicação à distância. É extremamente prático, possibilita falar com qualquer pessoa em qualquer lugar a qualquer hora. É rápido, basta algumas tecladas e já está falando. É eficiente, em alguns segundos já está recebendo a resposta. É muito mais avançado que o papel, já que possibilita conversa em tempo real. É possível chamar um médico que está voltando do hospital para casa, de maneira que ele chegue a tempo de salvar o paciente, por exemplo. Além disso, o celular é quebrável e só funciona em determinadas áreas, o papel desmancha com a umidade e envelhece com o tempo. A traça come o papel e o celular é caro.

O papel está com os dias contados. A praticidade do celular é diretamente proporcional à idade do papel. A cada dia que se passa, mais recursos são incorparados ao celular, como jogos, agenda, calendário, secretária eletrônica, é-mail. O papel já desempenhou de maneira notável sua missão. O papel continuará existindo, é lógico, mas não para a comunicação, o celular se tornará, está se tornando, forma de comunicação mais utilizada no mundo. É o fim do império do papel.

Comentário da professora:

Você se esqueceu do item “c” da proposta.

Entendimento de calor e trabalho

10 de Setembro de 1999, 3º ano do 2º Grau, 17 anos

O homem começou a evoluir quando descobriu o fogo, a partir daí aprendeu como controlar o fogo, o calor e depois como utilizar o calor: como executor de trabalho, realizando tarefas, movimentando máquinas.

O controle do calor é tão importante, que foi criado até uma parte da física só para estudá-lo. É a termodinâmica. Termodinâmica subentende-se por transformações causadas pelo recebimento ou perda de energia, em forma de calor para variação de volume ou realização de trabalho. A partir da 1ª lei da termodinâmica é possível calcular a energia interna de um gás, sua variação, sua quantidade de calor bem como sua variação, além do trabalho realizado sobre o sistema ou pelo sistema. Existem várias transformações que podem acontecer com um gás que não são explicadas pela 1ª lei da termodinâmica, são as transformações adiabáticas, isovolumétricas, isobáricas e isotérmicas.

Já a 2ª lei da termodinâmica é mais prática. É a lei que explica as máquinas térmicas, usando os princípios da 1ª lei. Com este conhecimento, é possível calcular a potência máxima, que é conseguida quando a máquina segue o Ciclo de Carnot. Segundo esta lei, deve existir uma diferença de temperatura para a máquina funcionar, uma fonte quente e uma fonte fria, o calor é retirado da fonte quente, parcialmente convertida em trabalho e rejeita para a fonte fria o restante do calor, ou o inverso, criando uma máquina frigorífica, por exemplo.

A termodinâmica foi fundamental para endender o trabalho realizado pelo calor e poder dominá-lo de forma mais eficiente.

FHC: Imagem do Real

28 de Outubro de 1999, 3º ano do 2º Grau, 18 anos

Popularidade e FHC, duas palavras antagônicas. Como economista, FHC criou o Plano Real, moeda atrelada ao dólar, inflação de 5% ao ano. Foi um “boom” que tirou o Brasil da lama. O plano era tão bom em relação ao antigo, que FHC acabou sendo eleito presidente.

Em 1994, o Brasil estava eufórico com a nova estabilidade econômica e com FHC, o criador da estabilidade. Embriagados pelo sucesso do Plano Real, os eleitores, em grande maioria, apostaram em FHC, se como economista fez isso, imagine como presidente! Eleito presidente, ele nada fez para melhorar sua imagem, sua populaaridade só crescia no exterior, devido às suas inúmeras viagens. Foram quatro anos de calmaria política e conômica não só no Brasil, como no mundo inteiro. FHC não tinha muito com que se preocupar, apenas manter a popularidade do Real, espelho de sua própria popularidade, em alta.

FHC criou uma emenda que permitia a reeleição, beneficiando-se. Novamente o Real foi o diferencial, a campanha de FHC era, indiretamente, um aviso de que “o outro” fosse presidente, o Plano Real entraria pelo cano, levando o bem estar político, econômico e social junto. Outra vez, o Plano Real ganhou a eleição para FHC.

No segundo mandato, o mundo passou por três crises: a asiática, a das bolsas e a russa. FHC fez de tudo para manter o Real. Vendeu estatais, lançou dólares no mercado, desvalorizou a moeda, entre outras medidas. Mesmo assim, a economia e o Real sofreram um baque, um grande desfalque, despencando o crédito no plano, bem como em FHC.

Desemprego, dólar a R$ 2,00, déficit orçamentário. O Real já não é a imagem ensolarada do Brasil. A imagem de FHC está por um fio: a inflação. Se a inflação aumentar, arruinando de vez o Plano Real, a insignificante popularidade de FHC sumirá de vez.

Durante todo o seu mandato, a popularidade de FHC não passava da imagem otimista do Real. Se esse ruir, FHC passará de mártir a carrasco de nossa economia. Ainda pior: os brasileiros culparão FHC de ter governado mal, destruído o real e tudo o que aconteceu de errado no Brasil.

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