Arquivos Mensais: março 2011

A (in)segurança dos bancos

Quando eu era criança minha mãe abriu na Caixa Econômica Federal uma poupança pra mim. A conta existe até hoje, nunca soube qual é a senha, ainda mais porque ela está vazia. Sabe como é… a década de 80 foi complicada: superinflação, Plano Cruzado, Plano Collor, Sarney…

Conta Poupança na Caixa Econômica Federal na década de 80: senha de 6 números para os caixas.

Quando fui fazer faculdade abri uma conta universitária no Banco do Brasil. Não cobravam tarifa, davam R$ 200,00 de limite, tinha uma agência dentro da UFSCar e meu pai podia me mandar dinheiro lá de São João del-Rei quando a situação ficava preta. Fechei a conta quando vim pra São Paulo.

Conta Universitária no Banco do Brasil no início do século: senha de 6 dígitos para o cartão Visa Electron, caixas eletrônicos e Home Banking. Senha adicional de 4 dígitos para a Internet.

Quando comecei a trabalhar tive de abrir uma conta no Bradesco e o melhor: não pagava tarifa, além do que tem agência em tudo quanto é lugar, inclusive nos Correios. Parei de usar quando mudei de emprego.

Conta Corrente no Banco Bradesco em 2010: senha de 6 dígitos para o cartão de débito Visa Electron, senha de 4 dígitos para o cartão de crédito Visa, senha de 4 dígitos para o Home Banking e tele-atendimento e cartão de senhas com 50 senhas para o Home Banking.

Agora que mudei de emprego tive de abrir uma conta no Santander. Apesar de não pagar tarifas, desisti de usar quando soube do número de senhas diferentes que teria de memorizar…

Conta Corrente no Banco Santander nos dias atuais: senha de 4 dígitos para o Cartão de Crédito/Débito Visa, senha de 4 dígitos para o Cartão de Crédito/Débito Master Card, senha de 6 dígitos para a Internet, senha de 4 dígitos para o tele-atendimento, cartão de senhas com 50 senhas para a Internet, senha de 6 dígitos para o tele-atendimento, senha de 3 letras para o caixa-eletrônico.

Como é que um banco pede pra um reles mortal manter 7 senhas diferentes para utilizar seus serviços? Imagina um idoso com Mal de Alzaimer ou uma pessoa com dificuldade em decorar números… com certeza vai anotar tudo em um papel ou usar a mesma senha nos 7 lugares, ou seja, pra quê isso?

Windows 7 reiniciou do nada

Que estranho, hoje estava usando o computador quanto ele do nada reiniciou… mas de forma organizada: foi fechando os programas, parando os serviços e reiniciou…

O evento abaixo foi gerado:

O processo C:\Windows\system32\services.exe (DESKTOP-SP) iniciou reiniciar do computador DESKTOP-SP pelo usuário AUTORIDADE NT\SISTEMA por este motivo: Não foi encontrado um título para esta razão
Código de razão: 0x30006
Tipo de encerramento: reiniciar
Comentário: O Windows deve ser reiniciado agora porque o serviço Chamada de procedimento remoto (RPC) foi finalizado de forma inesperada

Aparentemente o Windows detectou algum vírus ou trojan no computador, parou tudo e reiniciou.

Memórias do Colégio

Lembro-me de quando ainda estava no colégio e escrevia redações semanais para as aulas de Literatura ou Português, interiorizando o conhecimento linguístico e também nos praparando para o vestibular.

Eram temas diversos: atualidade, história, retórica, romance, carta, mas sempre com um número mínimo de palavras e a exigência de seguir as normas cultas do português.

Tínhamos um livro de redações onde as passávamos a limpo as redações prontas antes da professora corrigir. Fazíamos a capa desses livros e ao final do ano virava uma verdadeira obra de arte.

Lembro-me de ter feito vários livros destes nos anos em que estudei, mas não me lembro do teor de nenhum texto meu. Recordo-me de que alguns foram considerados “o melhor da turma” e lidos pela professora na frente de todo mundo… então deveriam ser razoavelmente bons.

Quando voltar na casa de minha mãe quero achar esses livros e publicar aqui no blog os textos, pois tenho certeza de que nós guardamos. Vai que tem algo bom!?

Existe guerra entre ciclistas e motoristas?

Segundo essa matéria da Folha de São Paulo entitulada “Com “bicicletadas”, ativistas declaram guerra aos “monstroristas”“, existe uma guerra ocorrendo entre ciclistas ativistas e motoristas.

“Monstroristas”, “mautoristas”, “frustrados que compraram carro para respirar fumaça”, “covardes”. É assim que ciclistas engajados na defesa do uso de bicicleta como meio de transporte urbano chamam motoristas de carros, ônibus e afins.

Eu sou um ferrenho defensor do uso da bicicleta como um meio de mobilidade urbana, mas em momento algum eu me comporto como a matéria diz que eu supostamente me comportaria.

Nunca havia visto a @folha_com se posicionar tão radicalmente em uma matéria, generalizando um comportamento a um grupo de pessoas. É como se tivesse dito que “todo político é corrupto”, “todo alemão é nazista”, “todo baiano é preguiçoso”, “todo arquiteto é homosexual” ou outros impropérios do gênero.

Quando no fim do mês passado Ricardo José Neis atropelou um grupo de ciclistas que estava fazendo uma manifestação pacífica em Porto Alegre, uma grande quantidade de pessoas, incluindo uma grande parcela de ciclistas, se comoveu e bocou a boca no trombone. Matérias foram feitas, notícias foram divulgadas, manifestações foram organizadas, mensagens foram publicadas no Twitter. No entanto isso está longe de ser uma guerra.

A lastimável tragédia provocada pelo monstrorista do Golf preto, como este motorista em particular foi apelidado, permitiu à sociedade como um todo olhar para os ciclistas pela primeira vez. Foi possível escutar suas reinvidicações, perceber suas fragilidades, conhecer seus direitos e também seus deveres, que alguns ciclistas deixam de cumprir, infelizmente.

Com o lema “Mais amor, menos motor“, a Bicicletada, uma manifestação que defende a pacífica convivência entre automóveis e bicicletas, quer que ocorra essa discussão na sociedade, de forma sadia. Não quer uma guerra. Não quer que ciclistas sejam odiados. Quer paz.

Banksy: flowerchucker

Banksy: flowerchucker - A Guerra que a folha idealizou

Fazenda colonial para voltar no tempo

Geraldo da Costa Carvalho nasceu no início do século passado em uma pequena fazenda no interior das Minas Gerais, cercada de montanhas verdes, riachos de águas cristalinas e uma tranquilidade inimaginável nas metrópoles atuais.

Janela da cozinha da Fazenda Geraldo da Costa Carvalho

Janela da cozinha da Fazenda Geraldo da Costa Carvalho

Viveu em uma época na qual ter 16 irmãos e 11 filhos era comum. A vida girava ao redor da fazenda, o coração que mantinha a família unida e próspera. Era uma fazenda que muito bem poderia ter sido a Fazenda Buquira onde Monteiro Lobato idealizou o Sítio do Pica Pau Amarelo, Dona Benta, Tia Nastácia e toda a turminha. Os filhos cuidavam e brincavam com os animais, subiam em árvores, nadavam nos córregos, corriam e andavam a cavalo pelos pastos, viviam em contato direto com a natureza, vivendo as verdadeiras reinações de Narizinho!

Jequitibá em pasto da fazenda

Jequitibá em pasto da fazenda

Os leitões viviam soltos e quando cresciam viravam toucinho, bacon e lombo, que viajavam salgados nas bruacas de burros, conduzidos por tropeiros até o mercado de Ouro Preto. A ordenha matinal nas vacas leiteiras provia todo o leite para a família e o excedente era colocado na beira da estrada para o caminhão de leite vender na cidade. As galinhas botavam os ovos, o queijo e a manteiga eram feitos ali mesmo, o moinho incansavelmente movido pela água transforma o milho colhido na roça em fubá, matéria prima para o angú e a broa. Era da própria horta onde saíam todos os legumes e verduras para a apetitosa comida mineira feita no tradicional fogão a lenha. Não há como esquecer das frutas do pomar que quando não eram consumidas in natura viravam deliciosos doces, geleias ou compotas.

Eli Carvalho comendo jabuticabas no pomar

Eli Carvalho comendo jabuticabas no pomar

Quando todos os filhos já estavam grandes e independentes, Geraldo e Mariazinha se mudaram para a cidade e por vários anos a fazenda ficou abandonada. Quando os dois partiram deixaram a fazenda de herança de uma forma peculiar: a casa, o pomar e a horta não poderiam ser vendidos e nem ser propriedade unicamente de um dos filhos, deveriam ser de todos os 11 filhos.

Uma das salas da Fazenda Geraldo da Costa Carvalho

Uma das salas da Fazenda Geraldo da Costa Carvalho

A ampla casa da fazenda foi totalmente reformada, os móveis foram trazidos de volta da cidade e algumas pequenas adaptações foram feitas: colchões novos, dois banheiros com chuveiro elétrico dentro da casa, churrasqueira e um fogão a gás para quem não tem traquejo com o a lenha. Mesa de sinuca, ping pong e TV com antena parabólica foram instalados no porão onde o queijo era feito e as ferramentas armazenadas.

Mesa de Ping Pong no porão

Mesa de Ping Pong no porão

Com a bucólica vida de volta à fazenda os 11 filhos passaram organizar encontros familiares semestrais, onde à beira do fogão à lenha relembravam histórias da infância na fazenda, povoando o imaginário de netos e bisnetos, cidadãos urbanos, alguns que sequer haviam visto uma galinha além dos fantoches do Cocoricó na TV Cultura.

Os 10 filhos prsentes na reunião familiar de 9 de Março de 2011

Os 10 filhos presentes na reunião familiar de Julho de 2007, antes da última reforma

Numa dessas reuniões surgiu a idéia de permitir outras famílias que não a Costa Carvalho a vivenciar os encantos de um fim de semana na Fazenda Geraldo da Costa Carvalho, com passeios a cavalo, acesso irrestrito a cada canto da fazenda e uma cozinheira exclusiva para pilotar o fogão a lenha, conhecedora da tão prestigiada culinária rural mineira, com direito a pães de queijo, broas, frango com quiabo, costelinha com canjiquinha e outras delícias.

Primeira vez que neta de Geraldo da Costa Carvalho monta em um burro

Primeira vez que bisnetaneta de Geraldo da Costa Carvalho monta em um jumento

Quem quiser mais informações pode entrar em contato com a Via Gerais no telefone (31) 3762-9124 ou com Ilca Carvalho nos telefones (31) 3752-1253 ou (31) 8797-2599.

A fazenda (clique aqui para ver no Google Maps) fica a:

  • 7km de Catas Altas da Noruega
  • 47km de Conselheiro Lafaiete
  • 71km de Congonhas
  • 88km de Ouro Preto (ou 55km por Santa Rita)
  • 102km de Mariana (ou 69km por Santa Rita)
  • 147km de Belo Horizonte
  • 151km de São João del-Rei
  • 384km do Rio de Janeiro
  • 627km de São Paulo

Carta do Zé agricultor para Luis da cidade

A carta a seguir – tão somente adaptada por Barbosa Melo – foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.

Prezado Luis, quanto tempo.Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo… hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro… Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ..) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do
Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

Download grátis de música gratuita

Nos primórdios da era do MP3 e da Internet eu baixei muita música no site mp3.com, que tinha músicas de artistas desconhecidos que liberavam suas músicas para download grátis. Conheci muitas bandas boas como Headboard, Lucas, Atari-Teenage-Riot, entre outras.

No entanto após o Napster e o estouro da bolha tudo mudou. O site mp3.com trocou de dono e deixou de ser gratuito.

Fiquei esse tempo todo órfão de um bom site para downloade de música e hoje encontrei o incrível site Jamendo.

Ele é exatamente o que o mp3.com era há 15 anos: um repósito de álbums de artistas desconhecidos, com download grátis, algons sendo royalties free e a maioria utilizando algum tipo de copyleft da Creative Commons.

Novo tema no Blog

Mais uma vez atualizei o tema do blog.

Estou utilizando o Fusion.

Aproveitei para dar um tapa nos plugins e no AdSense.

Explicação e Justificativa do Atropelamento em Massa

Atropelamento em Massa em Matamoros - México

Atropelamento em Massa em Matamoros - México

O atropelamento coletivo em Porto Alegre tem explicação?

Sim.

No Massa Crítica – POA o Helton Biker levanta algumas:

  • O estresse que surge simplesmente por fazer parte do trânsito de grandes cidades;
  • A sensação de poder oferecida pela condução de um veículo automotor;
  • A perspectiva alterada de quem está dentro do veículo, em contraposição à perspectiva de quem está fora do veículo, em especial as pessoas não motorizadas;
  • A expectativa do direito à via e da preferência do seu automóvel, em detrimento dos outros usuários e em especial as pessoas não motorizadas;
  • A idéia de que ter mais pressa ou achar que seu deslocamento é mais importante que o do outro deveria justificar a preferência de circulação.

O atropelamento coletivo na Massa Crítica tem justificativa?

Não.

É um comportamento simplesmente injustificável.

Louco agressor atropelador de ciclistas

Quanto mais a história do monstrorista que atropelou mais de 40 ciclistas em Porto Alegre se desenrola, mais a hashtag #naofoiacidente faz sentido.

Me Faltou Amor

Me Faltou Amor

Ricardo José Neis, 47 anos e funcionário público no Banco Central de Porto Alegre, pediu internamento em clínica psiquiátrica e já está com outro advogado: Jair Antônio Jonco. Será que o advogado Luís Fernando Coimbra Albino se tocou que é caso perdido defender um idiota desses ou o atropelador está contratando uma legião de advogados pra tentar se safar das consequencias civis de seus atos?

Aliás, o advogado Luís Fernando Coimbra Albino é diretor-administrativo financeiro da da Carris, companhia de transporte público de Porto Alegre. Não rola um conflito de interesses aí não?

Além das graves multas de trânsito, como dirigir na contramão ou sobre a calçada, o infrator também tem uma acusação de ameaça e agressão contra uma mulher em seu histórico pessoal.

Seu próprio filho, de apenas 15 anos e que estava dentro da arma do pai, disse que foi o pai quem começou a agressão verbal aos ciclistas.

O pior é que pela sua tragetória pessoal ele parece ser uma pessoa inteligente e estudiosa:

Quem quiser mandar um e-mail pra ele: [email protected]

Atropelador de Ciclistas

Estou sendo preconceituoso ao falar mal de José Ricardo Neis, de 47 anos, funcionários do Banco Central de Porto Alegre, com várias multas graves no histórico, incluindo dirigir na contramão e em cima da calçada.

José Ricardo Neis

José Ricardo Neis

É ele o monstrorista do Golf preto que avançou sobre uma manifestação de 150 ciclistas em Porto Alegre, atingindo 40 e mandando uma dezena para o hospital.

Por sorte o dia estava chuvoso e não havia crianças no caminho dele, pois senão a tragédia teria sido muito maior. Várias vezes fiz passeios de bicicletas com minha filha e nunca imaginei que um idiota pudesse entrar com um carro em alta velocidade no meio das bicicletas.

Também fiquei indignado com a entrevista que Luís Fernando Coimbra Albino, seu advogado, deu no rádio. Ele alega legítima defesa e não está arrependido.

A Renata Falzoni é uma grande ativista dos ciclistas e fez uma matéria fantástica sobre o atropelamento de ciclistas em Porto Alegre, mas foi Alexandre Garcia quem me espantou com seus comentários. William Cruz, do Vá de Bike! também está participando ativamente da divulgação das notícias desta catástrofe.

Essas palavras são da Renata e concordo plenamente:

Se a rua estivesse bloqueada por 150 carros congestionados, jamais passaria pela cabeça desse motorista ultrapassar por cima de seus iguais, pois carros congestionando o trânsito e imobilizando as ruas é o “normal”.

Esse vídeo fala de 3 ciclistas que foram atropelados na Holanda, onde o maior ferimento foi um joelho ralado e toda a repercução do acidente. Eu gostaria muito que o ciclista fosse tratado aqui no Brasil com o mesmo respeito que é tratado na Europa.

Enquanto motoristas acharem normal ficar 1 hora parado no trânsito sabendo que 5 km de carros estão congestionados em sua frente e não souber esperar 5 minutos para um congestionamento de bicicletas passar, ciclistas não poderão pedalar com segurança. Não quero ter de chamar a CET ou a polícia para me escoltarem toda vez que for sair de bicicleta, para que os carros me respeitem…

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