Arquivos Mensais: abril 2010

Dia tranqüilo por Paris

Hoje o dia foi bem light. Andamos muito de metrô e trem, caminhamos um bocado e conhecemos a Île de la Cité e arredores.

Fomos na Sainte-Chapelle, que tem 15 vitrais incríveis descrevendo a paixão de Cristo e o motivo da construção da capela, além de uma pinturinha de nada que na verdade é o afresco mais antigo de Paris. Pelo que consta a capela foi construída para abrigar a coroa de espinhos que Cristo usou. A cora de espinhos em si custou ao rei mais que a construção da capela…

Depois fomos para Notre Dame, subimos na torre, vimos os gárgulas, vimos o sino e descemos. Estava um frio danado lá, hoje caiu a temperatura em Paris e como ontem estava muito quente em Versalhes, não chegamos a pegar blusa hoje… hoje pegamos fila pela primeira vez, no frio, sem blusa… foi terrível!

A Catedral de Notre Dame, é enorme, mas a de Madri é muito maior e mais bonita. Acho que a Catedral de Notre Dame ficou importante mais por conta do livro de Victor Hugo do que pela sua beleza. Muitos reis franceses foram coroados em Notre Dame, isso também tem peso, claro…

Pegamos o trem até o Panthéon, um lugar incrivelmente grande onde, além de ser grande, está o Péndulo de Foucault (que em 1851, no Pantheon, foi a primeira demonstração pública de que a terra gira em torno de si) e vários franceses famosos estão enterrados, como Voltaire, Rousseau, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Marie-Curie e Louis Braile.

Depois fomos pro Jardin du Luxemburg. Um parque incrível, bem grande, com muitas flores, árvores, lagos e marrecos… um típico parque parisience. Incrível como qualquer lago por aqui tem marrecos… nos grandes além dos marrecos também têm cisnes. Como nos quadros!

Agora já estamos no albergue de novo, tomando vinho Bordeaux e comendo queijo Brie e Cambembert com geléia de framboesa e damasco… vida difícil!

Talvez hoje iremos pra algum pub ou bar aqui perto, já que será a penúltima noite em Paris. Estamos a duas quadras do Moulin Rouge, mas custa 80 euros!

Hoje também encontramos brasileiros em todos os lugares que fomos. Não sabia que haviam tantos brasileiros viajando para o exterior. Até aqui no albergue descobrimos que tem um brasileiro junto com uma japonesa. Ambos moram no Japão e estão aqui fazendo o trabalho de conclusão de curso da faculdade.

Versailles e Pick nick

Hoje fomos no Palácio de Versalles. Nem pegamos fila, por causa do Museum Pass. No entanto tivemos de pagar pela Visita Guiada, para visitar os Jardins de Versallhes enquanto as fontes funcionavam ao som de música classica e também pagamos para andar de barco no lago do Jardim de Versalles.

A guia do Palay Real disse que lá era mais bonito que no de Versalles e sou obrigado a concordar com ela. Muito mais luxuoso, decorações muito mais variadas e muito mais obras. Na verdade o que pesa é que o Palácio de Versalles foi pilhado primeiro na Revolução Francesa e depois por Hittler na II Guerra Mundial, o Palay Real de Madri está com todos os cômodos com o mobiliário que foi construído especificamente para decorar aquele cômodo!

Quando voltamos pra Paris compramos queijo brie, geléia de pêssego, baguete, biscoito e vinho Bordeaux, fomos para o Parc du Champs de Mars, na base da Torre Eiffel, pra assistir o sol se por fazendo pick-nick. Foi uma experiência única!

Amanhã como muitos museus não abrem, iremos fazer um city-tour pelas atrações que não são pra visitar.

Louvre e Arco do Triunfo

Já está tarde e preciso ir dormir pra ir pra Versalhes amanhã. O que fizemos hoje foi basicamente:

  • passamos o dia no Musee du Louvre, vimos a Monalisa, a Venus de Milo, uma múmia e inúmeras outras pinturas, quartos, mobílias, joias, tapetes, esculturas, relógios… aquilo lá é enorme!
  • fomos andando pelo Jardin des Tuileries, Place de la Concorde e Avenue des Champs-Elysées até o Arc de Triomphe, onde vimos o sol se por
  • jantamos na Champs-Elysées e voltamos pro albergue

Dia em Paris

Conseguimos acordar cedo, pegar o avião e chegar em Paris, no aeroporto de Orly. Foi a gente chegar e o aeroporto foi fechado pela polícia… parecia que era ameaça de bomba, mas meia hora depois liberaram tudo e pudemos pegar o trem pra Paris.

No quarteirão do albergue tem uma daquelas lavanderias de filme, onde coloca moedas e ela lava e seca. Não é que funciona mesmo? Gastei 1 euro pra comprar o “sabão em pó” (na verdade é um Ariel em dois tabletes, um para lavagem e outro pra pré lavagem), 3,80 euros pra lavar 6 kg de roupa (meias, cuecas, camisetas e pijama) e mais 2 euros pra secar (2 ciclos de 10 minutos cada).

O almoço foi no La Bela Luna, ou algo do gênero. Mais caro que Madri e Barcelona e menos comida também, no entanto estava muito bom: cálice de vinho, água (de torneira – que todo restaurante dá de graça), truta com arroz e vagem. A Ananda comeu Beef Bourgon com batatas, parecia bom.

Saímos do restaurante e fomos correndo ver se a roupa ainda estava na lavanderia – lá não fica ninguém, as pessoas vão entrando, colocando a roupa nas máquinas, colocando as moedinhas e saem, pra buscar depois.

Não é que estavam? Colocamos pra secar e voltamos pro albergue, felizes da vida.

Depois fomos pra Torre Eiffel e ficamos lá até depois do por do sol. Saímos de lá já era 10 da noite. Subimos e descemos até o topo várias vezes (de elevador, claro), a vista é deslumbrante, realmente!

Agora é dormir pra amanhã ir pro Louvre.

Visita a Toledo

Hoje logo cedo pegamos o trem e fomos pra Toledo.

Aquilo lá está para Madri assim como Tiradentes está para São João del-Rei. É uma cidade congelada no tempo, voltada para turistas. Suas muralhas, pontes, torres, igrejas, mesquitas, sinagogas, casas, museus, estátuas… está tudo muito bem conservado.

A Catedral de Toledo é um detalhe à parte. Por fora é apenas uma igreja gótica muito grande, mas por dentro é um verdadeiro museu. Dá pra entender porque existem tantas pinturas religiosas, era para decorar igrejas e capelas… além de casas de monarcas ou ricos, que eram muito religiosos. Lá tem pintura de Rafael, Ticiano, El Greco, Goya, Caravaggio, Van Dick.

A “sala” do coro é a mais linda que já vi, com todas as cadeiras de madeira entalhadas e em cima de cada cadeira, uma “abóboda” entalhada no mármore. Detalhe, o local é aberto, no meio da catedral, sem teto (a não ser o teto da catedral, a uns 40 metros de altura). No alto das “paredes” da sala tem dois órgãos que devem fazer um som incrível.

Tem vários reis e suas respectivas esposas enterrados lá. O mais fabuloso, no entanto, é a “catedral de ouro” que eles levam na procissão de Corpus Christi. São 16kg de ouro!!!! Fica em uma sala cheia de outros objetos de ouro, prata, cristal e até coral.

Não conseguimos ver tudo de Toledo, andamos pelos labirintos de ruas e só entramos na Catedral, no Monasterio de San Juan de los Reyes, na Sinagoga Santa María la Blanca, na Mezquita Cristo de la Luz e na Capela de San José.

Já arrumamos nossas malas, agora vamos dormir pra amanhã cedo irmos pra Paris.

Dia light em Madri

Hoje fizemos uma programação mais tranquila: visitamos a Plaza de Toros e o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia.

Foi muito legal ficar pertinho de quadros de Picasso, Miró e desta vez Salvador Dali. O bom é que diferentemente dos Museus de Miró e de Picasso, do Palácio Real e do Museu do Prado, lá no Museu Reina Sofia dá pra tirar fotos sem flash, exceto com o quadro “Guernica”, de Picasso.

No entanto a gente estava meio bêbado quando fomos lá…  almoçamos num restaurante onde o “vinho da casa” não era uma taça pra cada, mas uma garrafa pra nós dois! A truta na chapa estava muito boa, assim  como os aspargos com maionese, tomate e alface e a paeja. Deu um sono…

Encontramos 2 famílias de brasileiros no hotel, 3 brasileiras na Plaza de Toros, dois casais de brasileiro estavam no mesmo restaurante, passamos por uma família de brasileiros no Reina Sofia e no balcão de informação de lá foi um brasileiro quem nos atendeu.

Estava bem frio em Barcelona, aqui em Madri está mais quente. Ontem fez até um calorzinho e o céu abriu, ficou bem limpinho. Hoje fechou de novo e no fim do dia caiu uma garoa. A previsão pra amanhã é chuva.

Música Medieval em Barcelona

Quando fomos no bairro gótico, em Barcelona, havia um grupo de 3 músicos tocando uma música medieval que achamos que combinava perfeitamente com o local.

Museu do Prado

Hoje fomos ao Museo Nacional del Prado em Madri e passamos incríveis 8 horas lá dentro.

Nunca havia visto tanto quadro e tantas esculturas em minha vida!

Vi de perto, ao vivo, obras primas como:

  • The Garden of Earthly Delights, de Bosh
  • The Cardinal e Madonna of the fish, de Rafael
  • Bacchanal of the Adrians, Chareles V at Mühlberg e Danäe and the Shower of Gold, de Titian
  • The Holy Trinity, The Adoration of the Shepherrds e Knight with his hand on his Chest, de El Greco
  • David Victorious over Goliath, de Caravaggio
  • The Drinkers, The Surrender of Breda, The Buffon Don Diego de Acedo, Las Meninas e The Spinners, de Velázquez
  • The Patrician`s Dream  e The Inmaculate Conception, de Murillo
  • The Adoration of the Magi e The Three Graces, de Rubens
  • Self Portrait with Sir Endymion Porter, de Van Dyck
  • Artemisa, de Rembrandt
  • The Paraso, The naked Maja, The Family of Charles IV, The Thir of May 1808 e Saturn devouring his Child, de Goya

Sem contar com outras obras desses artistas, principalmente dos espanhois e mais inúmeras outras obras de diversos outros artistas de diversas nacionalidades, com pinturas que vão de 1.100 a 1.800, aproximadamente.

Visitamos a exposição temporária “The art of power. The Royal Armoury and court portraiture”, onde foi possível conhecer a história da pintura de monarcas e membros da família real vestidos com suas armaduras e a história por trás delas, seus artistas e outros detalhes.

Foi muito interessante ver quadros famosos, principalmente dos reis espanhóis Carlos V, Felipe II, III e IV e a armadura original, retratada na pintura, em pé alí do lado!

O almoço dentro do Museu do Prado foi o melhor até hoje: salmão grelhado com batatas de prato principal, salada (pra Ananda) e macarrão (pra mim) de entrada, pão, cheesecake de amora como sobremesa e uma bebida, tudo por 15 euros.

Lá tinham várias mesas com o tampo decorado com pedras, sendo que duas eu achei simplesmente inacreditáveis. São praticamente dois quadros feitos de pedras! No Palay Real também tinham algumas mesas assim, inclusive uma feita de milhares de minúsculos pedaços de pedras.

As duas mesas que me impressionaram tanto no Prado são francesas, creio que lá verei mais peças assim.

Quando saímos do museu fomos no Parque Buen Retiro, onde tem um lago com barquinhos a remo, mas chegamos às 20:15 e já estavam fechados. Andamos pelo parque até 21:40, quando escureceu, então pegamos o metrô até a Plaza Mayor.

Queríamos jantar lá, mas achamos tudo muito caro. Acabamos comendo no Museu do Jamon. É um restaurante especializado em presunto (jamon em espanhól). Tomamos um jarra de sangria e voltamos a pé pro hotel.

É incrível como quase meia noite as ruas do centro ainda estão cheias de pessoas andando, como se fosse pleno dia.

Ontem às 2 da manhã, da janela do hotel, conseguia ver a Gran Via cheia de pedestres.

Agora vou dormir. Amanhã vamos pra Toledo.

Palácio Real

Eu nunca havia entrado em um palácio real antes. Na verdade eu achava sabia o significado da palavra “palácio“, mas estava completamente enganado.

A visita guiada ao Palay Real, em Madri, foi uma das experiências mais deslumbrantes da minha vida.

A grandiosidade e suntuosidade do local beira não o real, mas o surreal! Construído no século XVIII, possui 3 centenas de quartos e já chegou a acomodar, entre moradores e serviçais, 6.000 pessoas. A visita guiada passa por “apenas” 26 cômodos, cada um decorado de forma distinta um do outro: piso de mármore, tapete, madeira, cerâmica… paredes de cerâmica, tapeçaria de seda, mármore, pinturas… tem de tudo.

O detalhe das decorações, nas cadeiras, nos móveis, nos relógios, nos vasos, nas esculturas, nos afrescos, é inacreditável!

Vi a mesa onde foi assinada a entrada da Espanha na União Europeia, vi 4 Stradivarius: 2 violinos, um violoncelo e uma viola, esta última sendo a única no mundo adornada pelo próprio Stradivarius, vi afrescos de artistas famosos, lustres franceses e venezianos de cristais tão transparentes quanto um diamante, peças de prata com rubis, ametistas e diamantes, paredes cobertas com tapeçaria de seda, fios de ouro e prata, a sala onde originalmente ficava o quadro As Meninas, de Velasquez, a sala de jantar para 160 pessoas sentadas em volta da mesa que a rainha da Espanha usou mês passado e muitas outras obras que ficarão para sempre na memória.

Até agora esse foi o passeio mais espetacular que já fiz na Europa. Cada sala em que entrava era um novo deslumbramento, de deixar o queixo caído, frente à beleza do local.

Agora tenho certeza absoluta que irei visitar o Palácio de Versalhes, na França.

Almoço às cegas

O almoço de hoje foi bem interessante… fomos no Restaurante Cabo Finisterre na Calle Chinchilla, 7, indicado pelos caras do hotel onde estamos aqui em Madri.

Chegando lá não fazíamos a mínima idéia do que eram as opções de “prato do dia” que estavam no menu. Ninguém do restaurante falava inglês e por mais que o garçom explicasse o que era cada prato, não entendíamos nada. Estavamos quase saindo do restaurante pra comer num self-service mas resolvemos arriscar e comer a comida típica da Espanha. Basta de Burguer King e KFC.

Tomamos um vinho da casa, a Ananda comeu lentejas y patatas de entrada (havíamos entendido que era um prato de legumes cozidos com pedaços de chouriço, mas era lentilha com linguiça, muito bom por sinal), de prato principal ela comeu batatas fritas com uma carne de um animal, que pela mímica do garçom, era o cotovelo do dito cujo. Tinha gosto de coxa de frango. Pra finalizar comemos pudim de pão. Descobrimos também que flan é pudim de leite condensado e pudín é pudim de pão.

Só sei que tomei algo que parecia uma sopa, um caldo, em algo que parecia um copo. Fui comendo aquilo junto com o pão, mas num era bom não… nunca tomei caldo de mocotó e não sei qual o gosto, mas tive a sensação de que era algo do gênero. Uma pena que não lembro o nome do prato pra poder traduzir no Google Translator e descobrir o que eu comi.

Pelo menos tive a agradável surpresa ao receber a tortilla de queso con patatas e descobrir que era um omelete de queijo com batatas fritas, que estava muito bom!

De Barcelona para Madri

Estamos agora em Madri, no único hotel em que iremos ficar na viagem, o restante é tudo albergue.

Pela manhã, ainda em Barcelona, tomamos nosso café da manhã no Mercado de La Boqueria, em Las Ramblas. Suco de fruta e baguete com queijo e presunto. Esse mercado parece muito com o Mercadão de São Paulo, com a diferença de que é em uma área aberta, com uma portada principal, umas 3 vielas e uma rua que levam a esse espaço, rodeado de colunas romanas. Me falaram que as frutas na Europa são muito caras, mas nesse mercado até que não era. O quilo de banana, por exemplo, custa 1 euro.

Fomos para o aeroporto no Aerobus, chegamos com 1h30m de antecedência e não tivemos nenhum problema pra embarcar. O check-in na Vueling foi bem rápido e o avião estava até bem vazio em comparação com o avião lotado que peguei de Madri até Barcelona.

Chegou a dar um friozinho na barriga quando, chegando no aeroporto, vimos 5 caminhões de TV estacionados com aquelas antenas apontadas para o céu. Pensamos que o aeroporto estava fechado para voos, como ocorreu no domingo, mas felizmente estava aberto. Dentro do aeroporto tinha muita gente em filas aguardando liberar voos para o norte da Europa e muitos repórteres entrevistando pessoas. Está o caos aquilo lá!

Assim que chegamos no Hotel saímos pra almoçar e fazer um passeio da Gran Via, onde ele fica, até a Plaza de La Aemería, onde fica o Palay Real, passando pela Puerta del Sol e outras ruazinhas muito bacanas. Na volta demos uma passada na Plaça Mayor, que é um espetáculo, finalizando o dia com um café no Starbucks da Gran Via.

Último dia em Barcelona

Hoje acordamos tarde… então nos arrumamos e fomos tomar um café da manhã pra depois ir ao bairro Gótico. Depois de andar uns 15 minutos descobrimos que havíamos ido pro lado errado da rua Las Ramblas… meia hora depois chegamos no bairro Gótico. Vimos o Palau de la Generalitat, a plaça de Sant Josep, a Igreja de Santa Maria Della Mar e entramos na Catedral de Barcelona, onde estava ocorrendo uma missa. O lugar é bem bacana. Grande e espaçoso, com TVs de LCD espalhadas pela igreja, exibindo a missa. As velas são de LED… vc coloca uma moedinha de euro em uma máquina e a “vela” acende.

Hoje também teve uma festa indiana aqui, aquela que passou na novela Caminho das Índias. Um monte de indianos de turbantes alaranjados distribuindo um bolinho e suco, em uma procissão. Na frente vão uns indianos varrendo a rua e depois outro jogando pétalas de rosa pra procissáo passar. Muito bonito!

Ficamos como barata tonta procurando a Plaça del Rei, onde fica o Museu d`Història de la Ciutat mas não encontramos. Desistimos de procurar ao chegar novamente nas antigas muralhas romanas, ao lado da Catedral.

A Ananda estava chateada de não ter ido no Museu Picasso em Barcelona, uma vez que no domingo fecha, segundo seu guia. Estavamos andando por uma viela procurando a Plaça del Rei quando nos deparamos com o Museu Picasso aberto! Entramos e nos deliciamos com a coletânea de obras e história da vida do pintor. Foi interessante que quando entramos não havia fila e quando saímos a fila quase chegava na esquina! A melhor parte foi sentar no chão e assistir a apresentação em um telão das 40 telas que Picasso pintou sobre a tela “As Meninas” de Velasquez.

Entramos no Barcelona Bus Turístic pra ir pra o templo da Sagrada Família, obra mais imponente de Gaudi, há mais de 120 anos em construção e descobrimos que havíamos esquecido o ticket no albergue… ainda bem que o motorista nos levou até o próximo ponto, que era justamente o último ponto, perto do albergue! Corri até lá e peguei o ticket, voltei pra Plaça Catalunya onde a Ananda ficou me esperando e pegamos o ônibus.

A igreja da Sagrada Família é realmente um espetáculo. As maquetes em gesso (que foram destruídas durante a Guerra Civil Espanhola) mostram a grandiosidade da obra. Por dentro da igreja não tem nada de legal… só um monte de tratores, guindastes, sacos de cimento, pedras e andaimes. Pagamos 2,50 euros pra subir 50 metros de elevador os 50m de uma das torres, pra depois descer tudo por escadaria em caracol na pedra, com no máximo 40cm de largura. Quem tem vertigem ou é claustrofóbico deve tremer nas bases!

Fomos também ao Parque Güell, onde Gaudi também botou a mão. É tudo de uma beleza estranha, diferente de tudo que estamos acostumados. Formas onduladas, coloridas de mosaicos brilhantes irregulares, muito harmônico, por incrível que pareça.

Quando saímos do parque, umas 19:30 estava bem frio. Pegamos o ônibus e descemos em frente ao Palau Reial. Entramos, andamos 10 metros e o segurança começou a apitar avisando que tinha acabado de dar 20 horas, horário de fechamento do parque. Saímos e ficamos congelando no ponto esperando o próximo ônibus.

O dia fechou com um jantar num restaurante “all you can eat”. Por 11 euros comi saladas diversas, uvas, passas, várias pizzas, sopa, café, sobremesas diversas, incluindo sorvete, salada de frutas e até uma taça de vinho.

Chegando no albergue descobri que hoje os aeroportos da Espanha ficaram fechados o dia inteiro e que os trens da França estavam de greve… um caos!

A última notícia que tive é que há pouco os aeroportos de Madri e Barcelona voltaram a operar…

Amanhã vamos pra Madri e na sexta para Paris, espero que tudo esteja melhor nessas datas.

Noitada em Barcelona

Ontem nós acamos não indo dormir à noite. Encontramos dois portugueses e uma brasileira no albergue, que conversando com a Ananda decidiram ir pra balada.

Não fazíamos a mínima idéia de onde ir. O pessoal do albergue falou de dois lugares, o Razzmataz e outro que não lembro mais. Um dos português falou com um amigo holandês que indicou outros 3 lugares. Acamos indo pro Catwalk em Port Olímpic, indicação do amigo do portuga André.

Fiquei impressionado ao saber que o metrô de Barcelona funciona 24 horas por dia! Descemos na estação Barceloneta e andamos até a discoteca. No metrô tem camundongos, como na estação Brás em São Paulo.

Definitivamente disco não é minha praia… mas foi legal sair com minha irmã, que aproveitou bastante, mesmo pagando 6 euros por uma garrafinha de Heineken.

A manhã vou no máximo em um pub irlandês, que tem de monte por aqui.

Ahhh, chegando no albergue de madrugada tinham duas francesas com as malas prontas pois um amigo delas veio dirigindo por 12 horas do norte da França até Barcelona para pegá-las, pois ainda não há prévia dos vôos da frança voltarem…

Passeio por Barcelona

Hoje foi um dia bem corrido. Acordamos cedo e fomos tomar café da manhã em uma padaria que havíamos visto ontem. Croissant com mantega ou geléia e um café com leite.

Pegamos o Barcelona Bus Turístic na Plaça de Catalunya e fizemos a rota vermelha. Descemos na Plaça de Espanha e fomos subindo pelos jardins do Museu Nacional d`Art de Catalunya (MNAC). Não chegamos a entrar lá, mas demos uma visitinha no Estadi Olimpic de Montjuic e visitamos a Fundació Joan Miró. Depois pegamos o Telefèric de Montjuïc até o Castell de Montjuïc.

Voltamos de teleférico de entramos novamente no Barcelona Bus Turístic até o Port Olímpic. De lá deu até pra ir na praia e colocar a mão na água [gelada] do Mar Mediterrâneo! Depois pegamos novamente o ônibus e fizemos a rota verde, pra depois voltar pra rota vermelha e terminar o passeio do dia na Plaça de Catalunya.

O almoço foi dentro do Castell de Montjïc, lugar de vista excelente, mas comida muito ruim… o jantar foi no KFC, de novo conquistado pelo imperialismo dos EUA 🙂

Tirei tantas fotos que as duas baterias da minha câmera acbaram, vou colocar alguma foto no Picasa em breve.

Barcelona é uma cidade muito linda! Existem avenidas largas, para 6 carros e ruas tão estreitas que mal cabe 1. São muitos os estacionamentos subterrâneos e os 130km de ciclovia tornam a bicicleta um excelente meio de transporte. Pela cidade inteira há alguém com as bicicletas da Biciclo e muitos locais para pegá-las/devolvê-las. Diferentemente da UseBike da Porto Seguro em São Paulo, aqui em Barcelona não há ninguém operando as “estações” de bicicletas, é tudo automático.

A arquitetura dos prédios é um capítulo à parte. Igrejas medievais, arranhacéus modernistas, neoclássicos, surrealistas e tantas outras formas que não consigo identificar. Amanhã iremos ao bairro gótico.

Aqui todas as farmácias têm um letreiro luminoso com a forma de uma cruz, na cor verde. Os espelhos das tomadas são quadrados e com botões bem grandes. Aquecimento central e água quente existe em praticamente toda casa, pois faz muito frio aqui!

No final, dá tudo certo

Consegui encontrar com minha irmã às 16:40. Quando ela ainda estava saindo de casa, no Rio de Janeiro, o segredo do cadeado da mala travou… no meio do caminho lembrou que havia esquecido a blusa…  o vôo dela demorou 2 horas a mais pra sair e com isso, por 25 minutos, ela perdeu o check-in na Vueling, ou seja, perdeu o vôo. Detalhe, meu ex-cunhado foi lá na casa dela pegar a blusa e levou no aeroporto… o cara é Ô cara!

Como as filas estavam enormes na Ibéria, por conta dos cancelamentos dos vôos pro norte da Europa, ela não conseguiu um encaixe. Resultado? Usou moedas em um quiosque de Internet pra comprar uma passagem na própria Ibéria para ir pra Barcelona, pois se fosse enfrentar a fila não chegaria aqui antes do início da noite… pagou inacreditáveis 210 euros pela passagem!!!!!!

Felizmente nos encontramos, pegamos o Aerobus até a Plaça de Catalunya, fomos andando até o albergue (no caminho a mala zicada da Ananda ainda passou com a rodinha em cima de um cocô de cachorro) e saimos pra jantar e tirar umas fotos. Comemos no Burguer King e tomamos café no Starbucks, programão tradicional na Espanha 🙂

Agora é descansar pra amanhã fazer o city tour.

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