Primeiro post do ano, já no novo design, e tenho m…

Primeiro post do ano, já no novo design, e tenho material pra ser o maior post de 2002.

Tudo começou ontem, ano passado, quando fui dormir às 2 da matina, depois de terminar de ler Harry Potter e a Pedra Filosofal. Acordei às 9 horas da manhã (milagre acordar tão cedo) por uma música clássica. Era minha mãe arrumando a casa com o cdplayer no máximo, ouvindo Tom Jobim…

Dobrei a bainha da calça e fui lavar o passeio em volta do quintal, meia hora depois já tinha terminado o serviço e fiz o que costumo fazer o dia inteiro. Nada!

O almoço saiu mais tarde, 13:40, tutu, arroz, salada e um macarrão com um molho branco/queijo/xxx delicioso. A galerona toda foi no cinema depois de arrumar a cozinha: eu, ananda, gabriel, bernardo e boto. Como Cães e Gatos… simplismente infantil e momentaneamente engraçado, mas num fui lá pra assistir filme mesmo, então foi 100% proveitoso. Depois do cinema ainda fiquei uns tempos no (sic) São Franciso (praça). Chegando em casa e minha mãe já tinha terminado as velas comestíveis, coisa que era gostosa enquanto estava sendo feito mas na hora ficou enjoativa.

Eu, ananda, bernardo e boto, com um pouco de febre e mal estar, íamos jogar Banco Imobiliário mas o Bernardo encheu de frescura ele nem começou a jogar. Na primeira volta pelo tabuleiro eu consegui quase todas as companias e na segunda volta eu consegui as duas que faltavam. Minha semi-vitória se deu a isso.

Tomei banho correndo (descobri que estava com a cueca do avesso desde o dia dia anterior nessa hora) e saí de casa com minha camisa polo branca e um saco com uvas brancas (que na verdade são verdes, né Terra?).

A casa da vovó foi uma festa só. Jantar da vó, com vinho, champanhe e cidra, além das frutas secas, figos, ameixas, passas e tamarindos do Natal, banquete farto e de qualidade. Sem contar com a presença dos primos e tia de Recife, brincadeiras com o jogo de mágicas do Eduardo e vitória contra ele no xadrez. Teve até confete na virada! Só o vovô que não agüentou e dormiu…

Uma da madrugada eu, ananda e boto estávamos na rua, em frente ao Athletic, onte tínhamos marcado de nos encontrar com a turma. Logo apareceu o mário e depois Daniel, Diogo, Paty (irmã do Filipe Abdo) e uma amiga bonitinha dela. Depois Edinho, Ricardo Jeferson e mais tarde Jonas Topêra. Eu e Mário acabamos nos perdendo do resto quando paramos pra conversar com o Ulisses e o Sange. Até então eu nunca havia visto tanta mulher correndo pra cima de mim! Uma briga não sei de quem com não sei quantos provocou um arruacê nas mulheres que umas 150 vieram correndo, gritando, na minha direção, mó sensação de poder! Quando encontramos o resto do pessoal, o Ricardo Jeferson sismou de ir encontrar uma mina e eu fui com ele, praticamente meia hora esperando pra quando voltarmos só encontrar o Jonas Topêra. Até aí um tédio só. Noite de desencontros essa… pelo menos encontrei entre outros vários amigos, Gabriela, Aline e Tiago, que estudaram comigo no Estadual e fazia mó data que eu não os via. Também topei com a Elen, da festa no Casarão, mas num dei muito papo… é… as vezes até eu me surpreendo, esnobando e dispensando mulher?

Depois de finalmente encontrar o resto da turma encontrei a Soraia, toda de branco, uma gracinha só, com o Namorado à tiracolo. Parecia uma anjinha esvoaçante com o namorado de âncora. Ela tava junto com as primas inseparáveis: Renata e Ana Paula, cada uma com seu ficante do lado.

Não sei quando, não sei pq, o Filipe Abdo (com calça social de linho azul escura, suspensório, sapato clubber azul, camisa azul de tecido amarrotado por natureza e gravata verde) começou a consolar e dar o ombro pra Paty, que estava em prantos. Parece que era por causa de homem, ano passado foi a mesma coisa com o Geminiano… Quando parou de chorar estava semi-pró-tonta… mais uns goles de rum com coca pra ficar tontinha, tontinha…

Este foi apenas o primeiro problema da noite… depois foi o Edinho, com as pernas bambas, olhinhos fechados e de passadas incertas. Fontes disseram que ele chegou em todas as mulheres que teve oportunidade em 30 minutos, incluindo uma com 3 vezes o tamanho dele (que deu fora) e, acreditem assíduos leitores que têm paciência de ler esse texto enorme que estou escrevendo, chegou em UM HOMEM. Tá certo que ele tinha cabelos longos, mas o Edinho chegou a pegar na mão dele! Não é coisa que se diz de amigo, mas de amigo só tinha a forma, pois o resto era tudo alchool etílico, melhor, rum com coca. A Paty chegou a nos pedir pro Edinho não passar mal, mas o Diogo soltou uma “Vc e ele estão tontos da mesma maneira, mas ele tá ruim” ou algo semelhante que foi a melhor da noite. Pela primeira vez desde que conheço o Topêra, não era ele com quem tínhamos de nos preocupar. Será o que ele achou de ver um amigo embreagado?

Levar pra vomitar, dar sprite, coca cola, levar no Chafariz pra vomitar de novo, dar chocolate… fizemos isso tudo e ele parecia cada vez mais com um um boneco de pano. Numa dessas idas pra comprar refri, quando volto pro bat-ponto-de-encontro, a Paty está chorando de novo. Dessa vez não por causa de homem, mas pq o Filipe foi na Colônia (bairro looooonge pra caramba do centro) de carro e o Filipe tava meio alchoolizado também, segundo testemunhas oculares.

O Daniel foi na casa dele com o Diogo pegar a carteira pra poder dirigir o carro do Filipe e enquanto isso eu fiquei conversando com a Paty e a amiga dela nas escadas da Cultura (Inglesa) e o Topêra foi embora. A Paty explicou pq estava tão desesperada. Quando o Filipe capotou, alguns meses atrás, ela disse que a prima disse que ele tinha bebido umas antes de dirigir e mesmo tomando a chave dele ele argumentou e acabou dirigindo, mas a mesma prima disse que não foi por isso que ele capotou, só que a Paty discorda. Ela quase voltava a chorar quando falava disso e preferi não ficar sabendo de detalhes…

O Daniel já tinha voltado quando dois caras apareceram correndo atrás de um de laranja, que de repente, na nossa frente, deu uma voadora pra trás e derrubou um dos caras, continuou correndo e os dois cercaram ele. De relance (tinha gente na nossa frente assistindo) vimos ele se defendendo dos dois. De repente vem um carro de polícia em alta velocidade (a rua estava cheia nessa hora) pára em cima da briga e os policiais correm atrás dos dois homens, que tentam fugir, catam um deles (não sei se pegou o outro, os caras na nossa frente tampava a vista), augemam e colocam no camburão. O Filipe puxa uma salva de palmas e até o carro de música pára de tocar. De camarote! Se a briga começasse a subir a escadaria da Cultura, teríamos de sair correndo pelo jardim… Foi depois da briga que milagrosamente o Edinho se recuperou e estava mais são que quem nem tinha bebido!

O Daniel quase brigou com o Filipe quando os policiais estavam lá, pq o carro dele tava parado num lugar proibido, poderia levar “multa à toa” e a chave estava com o Diogo. Depois que os polícia (sic) saíram (e proibiram o carro com som de tocar), o Filipe pegou a chave pra colocar o carro do outro lado da rua e acabou falando que tava indo embora. A Paty então nem se fala né? Desesperou, confusãozinha básica e por fim o Filipe convenceu ela e entra no carro, que por sua vez nos convenceu a entrar tambem. Então fomos o Filipe, a Paty, a amiga dela, Daniel, eu e Diogo no Unozinho.

Até aí nada grave tinha acontecido. O Filipe deixou o Diogo na casa dele, tava descendo uma rua quando o Daniel falou “tem de virar pra direita pq lá na frente é mão única”, o Filipe não teve tempo de virar (por sorte), seguiu em frente e a traseira do uno foi acertada pela quina da frente de uma brasília que vinha da direita.

||Pause ||&ampSlow Motion

Quando me dei conta o uno já estava parado e o o Filipe tava saíndo, olhei pra trás e ví o Filipe chutando o retrovisor da brasília enquanto um monte de gente saía lá de dentro, o Daniel falou pra mim ir lá e antes de abrir a porta a Paty já estava correndo até lá, desesperada e chorando. Um cara foi pra cima do Filipe e a Paty entrou na frente dele, segurou ele, eu já estava quase lá quando o cara tirou a camisa, indo pra cima do Filipe e empurrando a Paty, que caiu no chão e insistentemente voltou, segurando o cara, que novamente a empurrou, mas nesse momento eu e Daniel já estávamos afastando o Filipe do cara (de uns 40 anos, musculos beeeeem definidos e apenas uma barriguinha de cerveja) e dois amigos do cara tentavam segurar o cara, que tava muuuito puto.

&ampPlay

A Paty gritava “Não bate no meu irmão”, chorando alto, a amiga dela tentava acalmá-la mas não adiantava. O Filipe se deu conta de que tinha um bruto PARE onde ele passou a uns 40 por hora e começou a pedir “Desculpa”, ou talvez por outro motivo, mas as pessoas foram se acalmando (o cara já não estava indo pra cima do Filipe). O Uno estava parado de portas abertas, ligado, a uns 20 metros da batida, no meio da rua, com os saltos da Paty do lado da porta. O Daniel foi lá, encostou o carro na calçada e começaram as negociações. Talvez assustado com a Paty gritando “Não machuca meu irmão” o cara disse que não ia fazer nada com ele, o filipe e o dono da brasília já estavam acertando um valor mas mesmo assim a Paty não parava de chorar. “Meu ano novo foi péssimo, não devia ter vindo, nunca mais volto aqui”. Deu confusão com a cor da caneta, que era vermelha, a assinatura, o telefone de BH… mas foi tudo resolvido. O pessoal das casas ao redor estavam todos na janela e o mais perto conhecia o Daniel. Começou a dar uma discussão de que o cara tinha batido na Paty e isso era covardia, o cara começou com uma de “vem só nos dois então pra ver se vc é assim tão bom” e “eu nunca bati em mulher em minha vida” (nisso pode estar até certo, pois ele tava tão furioso que se ao invez da Paty fosse uma árvore na frente dele, ele teria derrubado a árvore pra chegar no Filipe) mas eu e Daniel fomos dissimulando a revolta do Filipe até tudo se resolver.

Pontos: Sem a Paty impedindo o cara de chegar no Filipe, ele teria levado uns 3 murros, talvez quebrado uns dentes ou o nariz, sendo otimista. Sem a Paty no seu desespero, o cara talvez não desistisse de bater nele. O cara disse que ia guardar bem a cara do Filipe pq não ia ficar barato (prum cara numa casa e eu pude ouvir). Tinha um taco de baseball dentro da brasília, segundo o Daniel. O 3º homem dentro da brasília (ainda tinham 3 mulheres) é o Hulk, segurança não bombado de SJdR que tem a minha altura e 4 vezes o meu tamanho. Ele, seguindo uma ética não sei qual não abriu a boca uma única vez e o máximo que fez foi sair da brasília. O Filipe tava errado no trânsito. O Filipe chutou a brasília, quebrando o retrovisor a tampa da gasolina! Ele também tinha bebido…

Levando as duas minas pra casa, encontramos o Edinho e Ricardo Jeferson e o Filipe resolveu dormir na casa do Edinho, desceu ali mesmo. O Daniel deixou o Uno na casa do Edinho, pra eu e ele voltarmos a pé, e ainda encontramos o Filipe. Ele ainda estava puto, disse que nunca mais voltaria em SJdR, e ainda ficou puto pq o Daniel não ia de carro até a casa dele…

Eu e Daniel voltando, a brasília passou por nós, buzinou, acenaram (tchau) e nós retribuímos o aceno, como se fóssemos antigos amigos… coisas da vida. Cheguei em casa às 7 horas, como no ano passado, só que esse ano não choveu. Fratulência.

Talvez não mantenha esse post no blog por muito tempo…

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4 Comentários.

  1. Putz! Anos jogando Street Fighter (tá bom, aumentei algumas dezenas de mezes) e nunca tinha me tocado que o que o Dhalsin fala é Yoga Fire, sabia que era alguma coisa Fire… é como SevenBoys, só depois de anos de Inglês foi que percebi o real significado dos paezinhos.

  2. Eu demorei para tomar coragemz, maz aqui eztou!! Ufaz!!

    Caraz… Dezde que eu saí de SJdR, tem roladoz altaz aventuraz, heinz??

    Capotagenz de carro, brigaz homéricaz…

    Porraz!! Se o Senhor Z eztivesse ae, az coizaz seriam diferentez… Eu uzaria um “Yoga Fire” (alguém lembra do Dhalsin?) e acabaria com a dizcussãoz!! =o)

  3. Quero saber quem será o primeiro doido a ler esse post inteiro…

  4. hehe… eu li inteiro sim mocinhow…

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