Polícia investiga morte de universitário na piscin…

Polícia investiga morte de universitário na piscina do clube

Belo Horizonte – A Polícia Civil de Uberaba, no Triângulo Mineiro, instaurou hoje um inquérito para investigar a morte de um estudante universitário, no último sábado, durante uma festa em um clube da cidade. Felipe Borges Oliveira, de 20 anos, teria sofrido uma descarga elétrica ao entrar na piscina do Jockey Club de Uberaba, onde cerca de quatro mil convidados participavam de uma tradicional feijoada pré-carnavalesca.

Ele foi encaminhado para o hospital com parada cardio-respiratória, mas não resistiu. Os médicos que atenderam o estudante descartaram afogamento como causa da morte.

Felipe, que cursa Engenharia de Alimentos no Rio de Janeiro, conversava com uma amiga, Thaísa Resende, à beira da piscina, quando os dois decidiram entrar na água. Thaísa disse que sentiu o corpo paralisado e “formigamentos” antes de perder os sentidos. “Na hora que eu acordei, eu já estava de fora da piscina com um monte de gente ao meu redor”.

Na borda da piscina, peritos identificaram fios elétricos ligados à tomada de uma tenda de bebidas da festa. O delegado de Homicídios, Heli Andrade, responsável pelo caso, disse que pessoas que estavam próximas à piscina sofreram choques elétricos quando tentaram salvar os dois estudantes.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Uberaba, Mateus Queiroz Corrêa, conformou que a corporação concedeu ao clube um “atestado de vistoria” garantindo a segurança do local contra incêndios. “Se houve, posteriormente, modificações na estrutura da festa, a gente não sabe”, ponderou.

O corpo de Felipe foi enterrado em Araxá, onde o universitário nasceu. A família cobra explicação para o caso. “Nós precisamos saber o que de fato aconteceu”, disse o pai do estudante, José Antônio de Oliveira.

A direção do Jockey informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que o caso está sendo analisado pelo departamento jurídico e o clube só irá se pronunciar depois da divulgação do laudo da necropsia. De acordo com o Instituto Médico-Legal (IML) da cidade, o laudo com a causa da morte deverá ser divulgado em 30 dias.

Eduardo Kattah



Agência Estado

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