Não é possível… devem estar conspirando contra m…

Não é possível… devem estar conspirando contra minha pessoa! Eu nunca fiquei tanto tempo longe de São João del-Rei como estou agora. Quero voltar pra casa mas não consigo falar com o guichê da Vale do Ouro no Terminal do Tietê, em São Paulo. Falei com o guichê da Gardênia, é possível que eu vá nela… chego em SJdR às 23 horas se der tudo certo.

A página da Socicam é legal pq vc pode ver os horários de ônibus de várias rodoviárias para várias cidades. Mas o telefone da Vale do Ouro está errado…

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2 Comentários.

  1. q bonito H.. =)

  2. p/ matar o tempo, nada como o poder do nada.

    Bons tempos em que, contra um inimigo comum indiscutível, mesmo que com um nome vago como “O Capital”, se invocava a solidariedade internacional. Trabalhadores de todo mundo, unidos, só tinham a perder as suas privações. O socialismo sem limites nacionais derrotaria o capitalismo monopolista e até o fato do socialismo ter chegado ao poder no lugar errado se justificava: apesar da sua xenofobia histórica e da sua pouca vocação para união, nas Rússias estava instalado o modelo para uma nova ordem mundial; uma ordem sem fronteiras.

    Uma das tantas perversões da História nestes último anos foi que “O Capital” assumiu a retórica das melhores intenções socialistas. Nunca houve, pelo menos com este nome, uma Internacional Capitalista, mas todos os projetos universalistas deste evento hipotético poderiam se declarar triunfantes hoje. A especulação financeira se livrou de seus algozes, o dinheiro se livrou de seus grilhões, os capitalistas realizaram o ideal de todos os sonhos redencionistas e chegaram à sua Pátria única, a do lucro. Quem disse que a utopia não é possível?

    Enquanto isto, trabalhadores de todo mundo – a não ser os contemplados nos sorteios de vistos para entrar nos EUA – estão cada vez mais limitados por fronteiras nacionais, sem poder imitar o dinheiro e ir para onde se ganha mais. Enquanto os socialistas apostaram numa revolução moral, os capitalistas botaram seu dinheiro, literalmente, na revolução técnica, que os livraria da tirania do passado com muito mais rapidez. O resultado esta aí. Os trabalhadores do mundo pagam por não poderem se volatilizar e se transmitir via satélite, por continuarem obsoletamente presos a eles mesmos e à sua bagagem. Hoje o único conselho que alguém pode dar a quem está no mundo pobre e quer mudar de mercado para melhorar de vida é: vire impulso, meu filho. Vire impulso.

    Marx teria previsto tudo isso, nada do que está acontecendo estaria muito longe das projeções do velho. A diferença entre hoje e o tempo dele é que hoje a “abstração” do Capital, por assim dizer, se tornou visível e pensar abstratamente se tornou um hábito dominante. O poder do dinheiro sempre foi “virtual”, sempre foi o poder do nada sobre a realidade humana. Hoje o “virtual” é uma realidade humana, ou pelo menos um valor do nosso cotidiano, mesmo para os não internetizados. Um dia Marx escreveu que o crescimento das ferrovias o forçaria a rever alguns conceitos. Pode-se só especular sobre o que o capitalismo por computador faria com suas idéias.

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