Acabei de chegar do Rio! Viagem: Não… não er…

Acabei de chegar do Rio!

Viagem:

Não… não era um Airbus, mas um Focker 100. Depois de entrar pela porta da frente, fomos andando, andando e nada de encontrar nossa cadeira, poltrona 22. Foi foda viajar na última fila do avião, fila esta que além de não ter janela não pode reclinar a poltrona pois está na frende da parede do banheiro e ainda fica do lado da turbina, causa de não ter janela. Minha primeira viagem de avião foi barulhenta e não consegui ver o chão pela janelinha. Pelo menos em São Paulo pegamos um Airbus pra fazer a ponte aérea, até jornal ganhamos, ficamos no meio, fileira 18, mas é bem mais confortável e como estava vazio, cada um pegou uma janela. É bonito ver o Rio lá de cima, as praias, a baía, os morros. No Aeroporto Santos Dummont tinha um caboclinho de terno, todo arrumado esperando a gente com a plaquinha “Desafio Sebrae”. A gente demorou um pouquinho pra pegar a van e ir pro Hotel pois a mala da Carol tinha ficado em São Paulo, teve de arrumar toda a burocracida pra enviarem a mala pro hotel.

A volta foi bem mais tranquila, a Cindi pegou carona às 16 horas e foi aeroporto, voar pra Salvador, um pessoal pegou a van às 17 horas e foi pro Aeroporto, cada um ser despachado pra sua cidade. Nós fomos numa das duas vans das 18 horas com uns integrantes da Camorra, da Drumm e Czares que ainda estavam no Hotel. Fazer o check-in foi divertido, 11 pessoas lotando o guichê da Tam e impedindo a passagem dos outros, baderna geral. E já tenho 2 pontos no meu cartão de milhagem! Primeiro o Rato vai ligar num sei pra onde e pega o cartão telefônico vazio na mala, deixando o cheio lá e na hora de entrar na sala de embarque ele se lembra que os documentos estão na mala, que havia sido enviada pro avião. Só algum tempo depois ele conseguiu pegar o RG pra poder entrar na sala de embarque… Foi massa ver 5 pastas com notebooks passando pelo raio-x e a imagem delas na TV. Tiramos umas fotos, encontramos a Araci Barabalian e embarcamos num maldito Focker 100. Dessa vez poltrona 18, na frente da porta traseira, pelo menos eu fiquei na janela. É bonito o Rio à noite. Em Campinas o avião arremeteu antes de pousar, o Beraba ficou com um medão ferrenho! Por fim pousamos, o pessoal desceu e o avião ficou vazio pra continuar viagem pra Ribeirão Preto. A viagem foi tranqüila, rapidinho, nem lanche tem, só bala, que dessa vez eu peguei um monte. Pude ficar nos bancos da frente, que são beeeem mais silenciosos que os de trás, dá pra escutar o barulho do ar condicionado e vc até se esquece das turbinas. Dessa vez todas as malas vieram. A van já estava nos esperando e voltamos pra São Carlos. O cara voou! 1 hora de viagem, mó rápido.

Vida de Magnata

Como disse o Pedro, relações públicas dos universitários e integrante da Camorra, a melhor experiência foi um fim de semana como magnata. 3 dias no Carlton Rio Atlântica, um hotel de 5 estrelas na praia de Copacabana, onde a diária mais barata é 650 reias. Di gratis 3 diárias de 750 reais cada, que inclúi um café da manhã que vale pelo dia inteiro, com direito a Danup, água de côco e água importada de vários países. O almoço, que ficava em torno de 40 reais e o Sebrae também tava pagando, tinha até salmão e um infinidade de sobremesas que eu, que todos os dias repeti mais de 3 vezes, não consegui provar tudo. Ainda coketel e coffee-break no dia do Desafio e um jantar que não fica atrás do almoço. Além disso ainda tínhamos 10 reais pra gastar com frigobar e telefone.

Ser rico deve ser bom demais! Os funcionários do hotel te tratam super bem! “Mr. Carvalho” pra cá, “Mr. Carvalho” pra lá… “O Sr. aceita mais um pouco de café?”, “Bom dia Sr. Carvalho, em que lhe posso ser útil?” diz a telefonista… ainda tinha a a piscina na cobertura. E que cobertura! Dava para ver a praia de Copacabana inteirinha, o pão de açucar e o forte de Guanabra (acho que esse é o nome). À noite, com a praia iluminada é o que há de mais encantador e romântico. Nadar um pouquinho, tomar um bainho e almoçar, depois atravessar a rua dar um pulinho na praia… Na praia ainda tinha mordomia! Um segurança para tomar conta de suas coisas, água e suco, toalhas, cadeiras e guarda-sol, até jornal. “Cortesia do hotel”. Vc andar entre pessoas que num dia gastam mais dinheiro do que vc com pesar gasta em dois meses ou mais. Pagar uma diária de 700 contos pra ficar com uma “prima” por uma hora no quarto (o Kenji presenciou isso). Pessoas falando em inglês, espanhol e alemão, carrinhos de bebê com amortecedor e freios. É outro nível. No frigobar tinha até chocolate suíço! Só esse fim de semana ser magnata já valeu por todo o tempo e energia gasto nas duas primeiras etapas do Desafio.

O Jogo


Eu, o Kenji e a Cindi fomos caminhando até a praia de Ipanema e voltamos já quase na hora da reunião, que teria no sábado às 18 horas. Falaram do Desafio, o mestre dos magos deu sua palavrinha, “Não transformem os acertos do passado em erros no presente” foi a melhor, cada grupo de apresentou: Uai, 3 integrantes, de Belo Horizonte (vermelhos); TNT UFSCar, eu, Cindi, Kenji, Beraba e Carol, São Carlos (azul); Camorra, 5 integrantes, vencedora do ano passado, São Carlos (amarelo); Drumm , 5 integrantes, também moram na república Camorra, São Carlos (verde abacate), Czares, 5 estudantes de estatística da Unicamp (alaranjado) e MB Consulting, 4 estavam presentes, de São Paulo (cinza). Teríamos de acordar cedo, pois às 9 horas de sábado em ponto começaria o Desafio Sebrae, fase final regional.

No sábado, acordei 7:40, às 8 tava começando a lanchar e às 9 fui pra sala de convenções. As equipes foram se reunindo e uns 5 minutos depois os organizadores nos entregaram os disquetes. Pegamos o nosso e corremos pra nossa empresa (Salão Petrópolis I, tinha água, balas, papel, notebook, imprensora, blocos, caneta e fitecrepe). A gente tinha 1 hora pra enviar os resultados. Imprimimos as pesquisas, os resultados, e fomos colando na parede, analizando e entregamos o resultado, faltando 1 minuto pro tempo final. Uma hora e dez depois nos entregaram o resultado de novo. Novamente cada representante correu pra sua empresa com o disquete e nós começamos a trabalhar de novo. Estavamos indo muito mal e só tinhamos 50 minutos dessa vez. Fizemos contas, calculamos, simulamos mercado e enviamos novamente o resultado, faltando 1 minuto. A partir da terceira rodada tudo mudou. Deixaram de nos mostrar os pontos que fazíamos e os acumulados, não podíamos ter prejuízo acumulado maior que a metade do patrimônio líquido inicial (na verdade a gente acreditava que era o incial, mas era o patrimônio lílquido no momento) e o tempo de entraga de resultados (por nós e a resposta dos organizadores) era cada vez menor. Na oitava rodada a gente teve 20 minutos pra analizar tudo e enviar e nós estávamos muuito mal. Da terceira rodada até a 8ª a Czares teve a maior quantidade de velas vendidas e cada vez com o preço mais alto que as demais empresas. Na quarta rodada a gente chegou a ver que a qualidade deles era 170, a nossa em segundo com 105 e a Camorra em terceiro com 104, todas as outras tinham qualidade terrível. Aumentamos o investimento de 30000 pra 50000 em P&D, mas depois fomos saber que Czares e mais tarde Camorra estavam investindo 200000 e depois 400000 em P&D. O Investimento em Marketing da Czares também era irreal, 100000, 150000, 200000 e 250000. Nós não tínhamos como concorrer com eles, a não ser se usássemos a estratégia “kick the bucket” mas quando fizemos isso ja era a 8ª rodada, última rodada. O stress, a falta de tempo, o emocional de não saber pq a empresa ia tão mal, como a Czares ia tão bem, o limite de 1125000 (metade do patrimônio líquido inicial) e como reverter a situção fez o slogan “A empresa é simulada, mas a adrenalina é real!” resumir todo jogo. A gente só foi descobrir que P&D era quem mandava no mercado e não preço, como havia sido na primera e segunda etapas e nas duas primeiras rodadas da final regional, na 6ª rodada. Aí já era tarde, na 7ª investimos uma grana violenta em P&D e automação e na 8ª então nem se fala. O tempo era tão curto no intervalo de uma decisão e e outra nós nos servimos de almoço e levamos os pratos pra sala, mas chegaram os disquetes e tivemos de almoçar no outro intervalo e comer a sobremesa no outro, de tão curto que eram os intervalos e de como não podíamos perder tempo durante as decisões. Até as contas a gente não tinha mais tempo de fazer e analizar os gráficos era luxo.

Post-morten

Quando o mestre dos magos falou que tinha acabado, domingo teríamos a manhã livre, os resultados sairiam às 15:00, às 20:00 tínhamos de desocupar a sala e que tínhamos de fazer uma apresentação de como foi a empresa e o desafio pras 15:00 do dia seguinte, ficamos transtornados. Foi quando entramos na seda da Camorra pra pedira pra baterem uma foto nossa na nossa empresa que pudemos ver os gráficos que eles tinham pedido, começamos a perceber que tanto Camorra quanto Drumm estavam transtornados, assim como nós. Foi uns 30 minutos de trocas de experiências, resultados, pesquisas, um falando como fez, o que percebeu, mostrando as pesquisas que um não tinha pedido pra outro, foi aí que nós percebemos que o jogo tinha sido mudado na 3ª rodada e preço deixou de ser diferencial e qualidade tornou-se o motivador das vendas. O Drumm, empresa de menor qualidade em momento algum pediu alguma pesquisa. Jogaram às escuras. Estávamos começando a descobrir o que significava o “Em terra de cego quem tem dois olhos as vezes não enxerga“, proferido pelo mestre dos magos. Surgiu a hipótese de que pelo fato da Camorra e Drumm serem da mesma república e uma não pedir pesquisas, os organizadores pensaram que uma estava passando informação pra outra e mudou o mercado, pra não querer preço mais baixo e sim qualidade. Esse seria o significado do que o mestre dos magos disse. Mudando o mercado, todas as empresas que tentavam maximizar produção com menor custo levaram ferro. Por isso Czares ficava na frente. Kenji e Cindi ficaram fazendo a apresentação no Power Point e nós discutindo. Ficamos sabendo que as caras de felicidade e descontração dos participantes (tirando Czares) na hora dos intervalos, no hall era puro fingimento, todos admitiram isso. A Camorra achava que nós tínhamos ficado em segundo e nós tínhamos certeza que a Camorra tinha ficado em segundo, pois ela ficou na nossa frente em market share quantidade quase o jogo todo e chegou a empatar na liderança com os Czares, apesar de terem tido um prejuízo maior que o nosso. Só descobrimos quem tava certo no domingo.

O pior de tudo foi quando os Czares sairam da sala deles, pensando que não tinham ganho, só faltou a gente bater neles. Tenho de admitir que a estratégia deles, qualidade em detrimento do preço foi estremamente eficiente e aniquilou nós todos, mesmo com eles admitindo que algumas decisões certas que eles tomaram foram por cagada e analizando o que nós estávamos fazendo, mas pelo que eles disseram na apresentação, do domingo, eles sabiam muito bem o que estavam fazendo. Até MB Consulting, que não era da máfia Sancarlense passou pelos mesmos problemas que nós, também fingiu estar bem nos intervalos e também se desesperou. Os únicos com quem não conversamos foram o Uai, que eram mais quetinhos e meio anti-sociais. Mesmo a Czares, que foi a inimiga nº 1 de todas as indústrias, pelo fato de ser a primeira o tempo todo conversou com a gente, mostrou as estratégias, gráficos e ainda saimos juntos pra beber.

Resultados

Logo antes do almoço, no domingo, chamaram a gente para o auditório, para as apresentações das empresas e algumas considerações dos organizadores, além de sermos filmados para os programas do Sebrae. O mestre dos magos mostrou alguns dados sobre lucro, investimento em P&D, marketing, receita… dados que nós poderíamos ter dito (a um cu$to estremamente elevado), também disse: “Os grupos estavam disputando o segundo lugar e não o primeiro.“. A apresentação do Drumm foi uma comédia só, tenho de conseguir o disquete e colocar no blog. Camorra também impressionou, o Pedro tem uma oratória e tanto. Czares foram os últimos a apresentar e mostrarm a estratégia de qualidade e outros pontos bem interessante. O mestre dos magos chegou até a fazer algumas perguntas para eles. A TV Futura queria gravar uma simulação de como eram as decisões e pediram pra gente escolher um grupo. Por uainimidade Drumm foi escolhido (incluindo eles, todos tinhamos convicção de que eram os últimos colocados), deram várias alfinetadas, sátiras e ironias durante a gravação, como “Vamos investir pesado em P&D, pedir todas as pesquisas, olha como esses Czares estão mal!”, quando começaram a falar “Em terra de cego…” o auditório, que estava lotado com nossas equipes não aguentou e começou a dar altas gargalhadas. Por fim os grupos foram saindo pra almoçar e Drumm ficou sendo entrevistada. O Sebrae deve ter ficado puto, pois a Drumm foi a pior equipe (era o que imaginávamos naquele momento).

Por fim chegou as 15 horas. Solenidade com repórter chamando diretores, gerentes e altos cargos da Finep, Banco do Brasil, Sebrae, Coppe e tudo mais. Foram mostrando a pontuação e sempre Czares em primeiro, com Camorra e TNT UFSCar se alternando em segundo. Na final estava Czares líderes absolutos com pontuação de sobra, bem na frente de todos, Camorra e TNT UFSCar emptados em segundo e o resto dividindo quase pontuação nenhuma (o mínimo é 60 e máximo 100). Czares recebem os notebooks, o Pedro, escolhido orador dos estudantes, faz um belo discurso (eu vi um sorrisinho da Rose) e nós vamos atrás do Marcelo pra ver quem ficou em segundo, Camorra ou TNT UFSCar. Infelizmente Camorra fez 77,6 e nós fizemos 77,3. Czares fez 86,x e Drumm ficou em quinto, com UAI em último. Os pontos das 3 últimas equipes não chegaram a 70… É inacreditável que sem pedir pesquisa Drumm ainda ficou em quinto… Para se ter uma idéia, no sexto período Drumm colocou o preço a 13,81 e tiveram 13,4% do mercado, Czares colocou o preço a 21 e tiveram 24,74% do mercado, chegaram até a pensar “Talvez o mercado estaja tão pequeno que a 13 reais a gente tá vendendo pouca vela, mas todos estão assim“.

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