Jabberwocky vs Jaguadarte

Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho, as duas famosíssimas obras de Lewis Carol foram escritas por um cara chapadasso de LSD, antes mesmo do LSD ter sido inventado. É um ícone do nonsense e do surrealismo.

Um dos poemas mais imaginativos que já li é o “O Jaguadarte”, de Augusto de Campos, que o professor de 8ª série nos fez copiar no primeiro dia de aula. Só hoje fiquei sabendo que ele na verdade é uma tradução do poema Jabberwocky, do Lewis Carroll, publicado no Alice do Outro Lado do Espelho.

O Jaguadarte

O Jaguadarte

Era briluz.
As lesmolisas touvas roldavam e reviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Fefel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassura!”

Ele arrancou sua espada vorpal e foi atras do inimigo do Homundo.
Na árvore Tamtam ele afinal
Parou, um dia, sonilundo.

E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, olho de fogo,
Sorrelfiflando atraves da floresta,
E borbulia um riso louco!

Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para tras, para diante!
Cabeca fere, corta e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.

“Pois entao tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”

Ele se ria jubileu. Era briluz.
As lesmolisas touvas

Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

O original em inglês é ininteligível:

‘Twas brillig and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe.
All mimsy were the borogroves
And the mome raths outgrabe.

“Beware the Jabberwock my son!
The jaws that bite, the claws that catch!
Beware the Jubjub bird
And shun the frumious Bandersnatch!”

He took his vorpal sword in hand
Long time the manxome foe he sought
So rested he by the Tumtum tree,
And stood awhile in thought.

And, as in uffish thought he stood,
The Jabberwock, with eyes of flame,
Came whiffling through the tulgey wood,
And burbled as it came!

One, two! One, two! And through and through
The vorpal blade went snicker snack!
He left it dead, and with its head
He went galumphing back.

And hast thou slain the Jabberwock?
Come to my arms my beamish boy!
O frabjous day! Callooh! Callay!
He chortled in his joy.

‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe.
All mimsy were the borogroves,
And the mome raths outgrabe.

O nonsense é tão grande que há até uma lista de traduções deste prosaico poema em diversas linguas… incluindo Klingon.

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