Google Developer Day 2008 – São Paulo

Google Developer Day 2008 - São Paulo - BrasilO Google Developer Day 2008 – São Paulo começou com o Alexandre Hohagen falando sobre a evolução da mídia e a convergência para a Internet, meio que explicando como o Google ganha dinheiro e qual direção a Internet deve seguir.

O segundo a falar foi Paulo Golgher, que praticamente resumiu as sessões que haveriam após o almoço, o que facilitou bastante a escolher quais participar, que foram divididas em 4 grupos:
App – facilidades para construir aplicações web
http://code.google.com/intl/pt-BR/appengine/ – Google AppEngine
http://code.google.com/intl/pt-BR/apis/gears/ – Google Gears
http://code.google.com/intl/pt-BR/webtoolkit/ – Google Web Toolkit
Android – plataforma opensource para dispositivos móveis
http://code.google.com/intl/pt-BR/android/ – Android
Social – protocolos e ferramentas para integração e expansão de sites de redes sociais
http://code.google.com/intl/pt-BR/apis/opensocial/ – OpenSocial
Geo – ferramentas para sites/softwares de georeferenciamento
http://code.google.com/intl/pt-BR/apis/kml/ – KML
Assisti as 3 sessões de App e uma sobre como está e o que esperar do Ajax.
App Engine – Paul McDonald
O Google disponibiliza sua infra-estrutura para hospedar e executar aplicativos web escritos em Phyton, gratuitamente. Não é preciso se preocupar com servidor, sistema operacional, banco de dados, segurança, logs, análise de tráfego, escalabididade, etc., pois o Google faz tudo isso pra gente.
Eu já conhecia o Amazon S3, no qual a Amazon.com disponibiliza seus servidores, mas apenas para hospedagem de imagens, páginas estáticas e arquivos. A iniciativa do Google de executar código é muito mais robusta e com maiores aplicações práticas.
Gears – Dion Almaer
De todas as que eu assisti, essa foi a que mais me impressionou. Gears é um plugin do Google que estende o browser (Internet Explorer, Firefox, Safari, Opera) com algumas novas funcionalidades que talvez estarão disponíveis apenas no HTML 5 e cujo foco principal é permitir navegar offline. Não apenas navegar utilizando o cache, mas permitir que dados sejam baixados do site, armazenados em um banco de dados relacional interno do browser, manipulados e sincronizados quando a conexão voltar, de forma transparente para o usuário do site (ou não, dependendo de nossas necessidades).
Outro recurso interessante é o WorkerPool, que permite trabalhar com multi-threads no lado cliente do browser, tornando a página bem mais rápida aos olhos do usuário.
A gama de novos recursos que podem ser criados em um sistema, melhorando a usabilidade e performance do mesmo é gritante. Foram mostrados gráficos de tempo de resposta quando a aplicação web executava localmente e quando executava da forma tradicional, requisitando dados sempre que alguma ação era realizada, como ordenar ou filtrar resultados de uma consulta e a diferença é muito grande.
Mostraram um estudo do Jacob Nielsen (o papa da usabilidade) em que ele diz que resposta de até 0,1s dá a impressão de que estamos trabalhando em tempo real, direto nos dados, não sendo necessário feedback informando de processamento. Entre 0,1 e 1s não há perda de continuidade no pensamento do usuário, mas já não há a sensação do sistema estar agindo instantaneamente e 10s é o limite para manter a atenção do usuário.
Introdução ao GWT – Dick Wall
Google Web Toolkit é, como o próprio nome já diz, um kit de ferramentas para desenvolvimento web. O que ele faz é basicamente transformar código Java em código JavaScript. Seu uso é semelhante ao do ASP, ASP.NET, PHP ou Applet, com a grande diferença de gerar código em JavaScript, totalmente aceito em qualquer browser, em qualquer sistema operacional. Eu vejo mais como uma alternativa ao Applet para quem desenvolve em Java, para quem desenvolve em .NET já tem o ASP.NET, que mesmo não gerando código tão portável para outros browsers, atende as necessidades.
State of AJAX – Dion Almaer
Foi um overview sobre as mudanças que o Ajax trouxe para a forma como sites web são utilizados, possibilitando criar aplicações web complexas e completas.
Falou sobre frameworks para desenvolvimento Ajax (Dojo, jQuery, Prototype, Script.aculo.us, Google Web Toolkit) e como o Google apóia e facilita esse desenvolvimento, com o GWT, Gears e outras diversas APIs.
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