Arquivos de Categorias: Polícia

Furto de Veículo

Hoje fui almoçar com a família na casa de uma amiga. No fim do almoço o porteiro interfonou e disse que estavam mexendo no meu carro, que por sinal não é meu, é da empresa.

Desci para averiguar e não é que tinham entrado dentro do carro e furtado vários pertences? O mais estranho é que não havia nenhuma marca no carro, vidro quebrado, porta entortada, nada!

O porteiro disse que a câmera conseguiu filmar. Vi o vídeo e é muito impressionante: um Palio escuro estaciona e saem dele 2 indivíduos de bermuda e camiseta, que vão direto pro Punto da firma e abrem o carro pelo lado do passageiro, disparando o alarme, enquanto o Pálio é manobrado para voltar por onde veio, ou seja, eram no mínimo 3 meliantes. Após menos de 1 minuto, os dois criminosos voltam para o Pálio e fogem. Eles furtaram um GPS Garmin, cabo para carregar celular, controle para abrir portão de garagem e duas blusas. Também abriram o porta-malas, tiraram o estepe do lugar mas não levaram, nem a bolsa com a roupa de academia ou o cadeirão pra minha filha. Infelizmente não deu pra pegar a placa do Pálio, que deve ser roubado, ou ver a cara dos bandidos…

Ainda bem que o endereço que deixo como “Casa” no GPS é de uma delegacia de polícia próxima de casa… caso contrário eles teriam meu endereço e o controle do portão do prédio… no entanto eu não protegia o GPS por senha, então ainda assim eles têm o endereço do meu trabalho nos favoritos.

Foi bom para tirar várias lições:

  • Nunca deixe o GPS no porta-luvas, tire do carro ou deixe em baixo do banco ou em algum lugar menos óbvio.
  • Faça o mesmo com o controle do portão da garagem.
  • Nunca, mas nunca mesmo, deixe como “Casa” no seu GPS o endereço da sua casa, deixe algum lugar público próximo.
  • Proteja o GPS por senha ou não guarde favoritos pessoais nele.
  • Não deixe no carro documentos que contenham seu endereço ou dados pessoais.
  • Carros são muito fáceis de serem abertos por quem sabe como fazer isso. Nunca deixe objetos de valor dentro dele.
  • Não confie no alarme ou em parar em frente a guarita de prédio. O alarme toca, o porteiro vê, mas nada faz.
  • Só não levaram meu estepe pois o pneu é um velho, se fosse novo teriam levado – junto com o macaco.
  • Não sei se o problema é o Punto ou se todo carro abre fácil assim. Os caras estacionaram, desceram e foram direto nele. Sabiam exatamente o que estavam fazendo.
Felizmente ninguém se feriu, o carro não foi furtado e a vida continua.

Profissão: Bombeiro

Lembro-me de que antes de prestar vestibular para cursar uma faculdade, minha mãe comprou um daqueles guias do estudante, com lista de diversas profissões, melhores universidades, campo de trabalho, áreas em crescimento, etc. Eu já sabia que faria ciência da computação, então o guia foi mais para escolher a universidade.

Na época fiquei transtornado por não ter no guia uma das profissões que mais admiro: bombeiro. Assisti de camarote o incêndio que em 1995 consumiu inteiramente a casa onde nasceu o ex-presidente Tancredo Neves, em São João del-Rei, numa época em que lá não existia bombeiro militar.

Treinamento de Brigadista de Incêndio

Treinamento de Brigadista de Incêndio

Quando vim morar em São Paulo conheci uma outra faceta dos bombeiros, que me deixou ainda mais impressionado: salvar vidas quando ela está em risco. Eles salvam pessoas atropeladas, retiram feridos dentro de veículos retorcidos, procuram sobreviventes no meio de escombros, revivem afogados em rios, represas, lagos e até no mar. Eles se colocam em risco para chegar com uma ambulância, uma viatura, barco, bote, helicoptero ou até mesmo uma moto na pessoa necessitando de ajuda imediata. São nossos anjos aqui na Terra.

Agora… eu simplesmente não consigo imaginar o que tem na cabeça do governador do Rio de Janeiro ou do alto comando militar pra colocar o Bope (sim, aquele do Tropa de Elite) prender centenas de bombeiros dentro de um quartel!

Pra contrapor essa notícia, o comparsa confesso do assassino da USP foi solto após prestar depoimento… Eu realmente não entendo a justiça brasileira…

Louco agressor atropelador de ciclistas

Quanto mais a história do monstrorista que atropelou mais de 40 ciclistas em Porto Alegre se desenrola, mais a hashtag #naofoiacidente faz sentido.

Me Faltou Amor

Me Faltou Amor

Ricardo José Neis, 47 anos e funcionário público no Banco Central de Porto Alegre, pediu internamento em clínica psiquiátrica e já está com outro advogado: Jair Antônio Jonco. Será que o advogado Luís Fernando Coimbra Albino se tocou que é caso perdido defender um idiota desses ou o atropelador está contratando uma legião de advogados pra tentar se safar das consequencias civis de seus atos?

Aliás, o advogado Luís Fernando Coimbra Albino é diretor-administrativo financeiro da da Carris, companhia de transporte público de Porto Alegre. Não rola um conflito de interesses aí não?

Além das graves multas de trânsito, como dirigir na contramão ou sobre a calçada, o infrator também tem uma acusação de ameaça e agressão contra uma mulher em seu histórico pessoal.

Seu próprio filho, de apenas 15 anos e que estava dentro da arma do pai, disse que foi o pai quem começou a agressão verbal aos ciclistas.

O pior é que pela sua tragetória pessoal ele parece ser uma pessoa inteligente e estudiosa:

Quem quiser mandar um e-mail pra ele: [email protected]

Carmageddon em Bicicletada de PoA

Toda última sexta feira do mês ocorre em mais 300 cidades ao redor do mundo um passeio ciclístico chamado “Massa Crítica”.

Não podia deixar de ser diferente no Brasil, onde diversas cidades organizam esse passeio mensal.

Mais Amor, Menos Motor

Mais Amor, Menos Motor

Na última sexta feira de Fevereiro de 2011 em Porto Alegre ocorreu um atentato aos ciclistas que é difícil de acreditar:

Ricardo José Neif ou alguma outra pessoa conduzindo seu Golf preto avançou com o carro entre os mais de 150 ciclistas presentes no passeio, ferindo 15 pessoas, mandando 8 para o hospital, avariando dezenas de bicicletas e fugindo do local sem prestar socorro. O vídeo do atropelamento é surpreendente:

Um participante filmou o desespero das pessoas logo após o atropelamento coletivo:

Direitos Humanos

Pergunta de entrevista da Folha de São Paulo com o secretário de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame:

A falta do cerco [na Vila Cruzeiro] foi o que permitiu a fuga?

Aquela imagem [dos traficantes fugindo no alto do morro] eu sei que chocou muita gente. Mesmo que eu tivesse com os pontos controlados, no Brasil só posso prender em flagrante ou com decisão judicial. Paro um cara daqueles. E aí? Se não tiver como provar que é traficante, por estar desarmado e sem droga?

Qual foi a orientação dada para que operação terminasse com poucas mortes?

Não quero matar ninguém. Hoje vocês me cobram porque fugiram. Se eu autorizo o helicóptero blindado a decolar com uma metralhadora automática, vocês iriam dizer: secretário, morreu gente ali que só estava com uma mochilinha nas costas.

E estava cheio de gente assim, sem arma. Esse cara botou uma camisa, se é que botou, e passou na cara do policial. Porque é o cara que gravita no tráfico. Porque o cara que está na moto lá embaixo para vender, não está armado. Se ele vai preso, perde só a droga. O fogueteiro não está armado, o cara da pipa na laje não está armado.

Se vais subindo, aqueles senhores lá em cima tem um aparato e pelo tempo que têm no tráfico vão ter um antecedente. Aquele que a mãe entregou, ela dizia, é envolvido com o tráfico. Fomos puxar os antecedentes e só tinha um furto de veículo. Aí fica até ruim para o delegado. Vou enquadrar o cara em associação para o tráfico porque a mãe dele está dizendo. Esse troço de fuga não é simples.

É isso que acontece na mídia brasileira… Invadir um presídio e matar dezenas de presos revoltosos: desumanidade. Invadir uma favela e deixar centenas de traficantes sairem vivos: falta de planejamento.

Justiça Brasileira e o Jockey Club de Uberaba

Eu já falei várias vezes neste blog do caso do Felipe, irmão de companheiro de república, que morreu eletrocutado em uma festa no Jockey Clube de Uberaba.

Neste mês a Carta Capital tem na sessão Sociedade (mais) um desabafo do pai dele.

Os indiciados que ele fala são o presidente do Jockey Park Club, Luiz Augusto Cipriano Coelho, os diretores sociais Fernando Alves Pimenta e Marcelo Augusto Teodoro de Andrade, o gerente administrativo Francisco Nazareno Gonçalves e duas pessoas responsáveis pelas instalações elétricas: o engenheiro Nilson Luiz Gonçalves da Silva e o eletricista José Edson Silvano.

Quem quiser ajudar, clique nas imagens abaixo e ajude a divulgar a notícia.

Cidade Maravilhosa + War = War in Rio

War in Rio, o jogo

Fabio Lopez, designer gráfico carioca de 29 anos criou o fantástico War in Rio, que aproveita o sucesso do filme Tropa de Elite pra fazer uma crítica à situação do Rio de Janeiro. Vale a visita no site! Abaixo alguns trechos:

No lugar de invadir Moscou, conquistar a África ou aniquilar os exércitos brancos, que tal invadir a Cidade de Deus, conquistar a Baixada ou eliminar o Comando Vermelho?

O BOPE é representado pelos exércitos pretos, o Comando Vermelho (CV) pelos exércitos vermelhos, a Polícia Militar (PM) é representada pelos azuis, as Milícias os exércitos brancos, o Terceiro Comando (TC) os exércitos verdes e os Amigos dos Amigos (ADA) ficaram com os amarelos.

Os objetivos do jogo foram adaptados para a realidade violenta do cotidiano carioca. No lugar de conquistar continentes do além-mar, o jogador tem a possibilidade de arquitetar a invasão dos lugares que mora e trabalha, ou de locais que costuma ver em destaque no telejornal.

Por exemplo: é possível que o jogador tenha que ‘conquistar na totalidade as favelas localizadas na BAIXADA FLUMINENSE e as favelas da ZONA SUL’, ‘conquistar 24 favelas à sua escolha’ ou ‘eliminar as MILÍCIAS da cidade do Rio de Janeiro’.

Pensamentos quase póstumos

Luciano Huck: Entregue sua armaSegunda feira fomos agraciados com um artigo do Luciano Huck (é, aquele apresentador do Caldeirão do Huck) no caderno Opinião da Folha de São Paulo (acesso restrito para assinantes Folha ou clientes UOL). Ele foi assaltado na quinta feira passada ao parar em um semáforo da rua Dr. Renato Paes de Barros.

É muito bom. Vou postar aqui na íntegra:

Pensamentos quase póstumos
Luciano Huck

Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa

LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do “Jornal Nacional” de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.

ão veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.

Por quê? Por causa de um relógio.

Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.

Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.

Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.

Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.

Onde está a polícia? Onde está a “Elite da Tropa”? Quem sabe até a “Tropa de Elite”! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.

Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso. Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.

Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase “infantis” para uma sociedade moderna e justa.

De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.

Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.

Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de “extraterrestres” fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?

Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no “Roda Vida” da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal.

Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, “Tropa de Elite” é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.

Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: “Cansei”. O Lobão canta: “Peidei”.

Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.

Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.
Isso não está certo.

Tropa de Elite & consumo de drogas

Wagner Moura em cena de Tropa de EliteO uso de drogas existe desde que o mundo é mundo e não vai ser a repressão que vai acabar com o consumo. Mas a legalização pode acabar com o tráfico. Eu vejo o consumidor como o elo mais fraco da cadeia. Combatê-lo é contraproducente. O abuso e o vício devem ser tratados como problemas de saúde pública. O tráfico é que é questão de segurança pública.Wagner Moura

Dura de Matar

Li a notícia abaixo na Folha de São Paulo e me pareceu ser a mulher perfeita de John McClane.

Grupo seqüestra e tortura policial militar em Niterói
da Folha Online

Uma policial militar foi seqüestrada e torturada, na noite de ontem (2), em um morro de Niterói (RJ). Ela só conseguiu fugir depois de passar por três sessões de espancamento.

De acordo com a Polícia Civil, a policial foi surpreendida por dois homens armados ao chegar à paisana em sua casa, na rua Martins Torres. Ela foi obrigada a sentar no banco traseiro de seu carro –um Ford Focus– e a rodar pela cidade com os ladrões, que exigiam dinheiro.

O que era um seqüestro relâmpago mudou quando a dupla reconheceu a mulher como PM –provavelmente devido a algum objeto encontrado dentro do próprio carro.

Levada ao morro do Castro, a vítima foi espancada, amarrada e presa no porta-malas. Ela conseguiu escapar pouco depois, mas acabou flagrada por mais dois homens armados que seguiam em uma moto. Espancada novamente, ela teve os olhos fechados com fita adesiva e foi levada a um cativeiro.

Mais tarde, a policial conseguiu deixar o cativeiro e buscar abrigo em casas vizinhas. O problema é que os moradores do morro estavam associados aos criminosos e denunciaram a fuga. Um deles chegou a agredir a vítima com uma vassoura para impedi-la de deixar o morro. Pela terceira vez, a PM foi espancada, pisoteada e estrangulada.

Ela foi presa de novo no porta-malas, de onde fugiu. Desta vez, a Polícia Militar conseguiu acionar a corporação pelo telefone e ser resgatada. O caso é investigado.

Polícia na rua

Polícia aborda veículo
Foto de Caio Guatelli/Folha de São Paulo

Hoje à tarde, dirigindo de volta pra casa em uma rua tranquila da Mooca, me assusto com dois policiais saindo de uma viatura estacionada e apontando a arma para o pára-brisa do carro que ia na minha frente.

Na hora freio e paro o carro, temendo uma troca de tiros, enquanto o policial continua apontando a arma para para onde deveria estar o motorista, a uns 10 metros na minha frente! Um garoto de uns 18 anos sai do carro com as mãos para cima e é revistado pelo outro policial, enquanto o primeiro ainda aponta a arma para ele.

Foi como se o tempo tivesse parado, só voltando quando algum motorista atrás buzinou e o policial, agora com a arma no coltre, pediu que o carro do meu lado, que também tinha parado, claro, voltasse a andar…

Absurdo!

É simplesmente absurdo políticos ficarem indignados com o fato da Polícia Federal estar trabalhando (e bem) no combate da corrupção, prendendo e investigando políticos, advogados e juízes!

É simplesmente absurdo! A polícia investiga, prende e os juízes vão lá e soltam… e os que são prezos reclamam que a polícia está prendendo…

Carnavalis no Nordeste

Algumas notícias do carnaval:

Violência durante o Carnaval cresce 28% em Salvador
PM encontra 2.000 documentos durante o Carnaval de Salvador
Salvador tem aumento nos furtos e agressões no Carnaval
Galo da Madrugada registra casos de agressão e furtos

A Polícia Militar registrou, desde a abertura do Carnaval, na quinta-feira, até o início da manhã de segunda-feira, 1.280 ocorrências nos circuitos da festa em Salvador . De acordo com o Cedep (Centro de Documentação e Estatística Policial), aconteceram 249 casos de lesões corporais, 47 de agressões físicas, 809 furtos e 105 roubos, além de 56 ocorrências de uso e porte de drogas e dez de tráfico. O Carnaval em Salvador reúne cerca de 1,7 milhão de pessoas, segundo a Emtursa (Empresa de Turismo de Salvador).

O bloco Galo da Madrugada, que reuniu entre a manhã e a tarde deste sábado de Carnaval cerca de 1,5 milhão de pessoas nas ruas do centro de Recife (PE), registrou 8 casos de agressão e 21 casos de furto durante a festa. Policiais militares que faziam a segurança local também registraram 139 casos de desordem e 3 de desacato à autoridade. Também foram registradas 32 ocorrências de uso de entorpecentes.

Ou seja, Carnaval no Nordeste só se for em Recife!

População, Guerra, Suicidas e Terrorismo

Segundo o CIA World Factbook, o Brasil tem a 5ª maior população do mundo (188.078.227), atrás apenas da China (1.313.973.713), Índia (1.095.351.995 ), Estados Unidos da América (298.444.215) e Indonésia (245.452.739) – estimativas de Julho.

Para quem teve aulas efetivas de geografia do colégio, isso não é novidade. Eu estava procurando estimativa populacional do Iraque antes e depois da guerra para ver se houve redução significativa da população. Infelizmente não achei dados da população em anos anteriores, apenas a estimativa de Julho de 2006.

Eu queria verificar a hipótese de que quanto mais arriscado for viver em uma região, mais comumente pessoas se suicidariam em ataques terroristas. Isso para a religião muçulmana, onde o suícidio “religioso” não é condenado, sendo até recomendado pelos radicais.

Seria semelhante à sensação que tenho de que pequenos marginais vivendo em favelas violentas têm menos apego à vida e praticam ações mais arriscadas, como assalto a mão armada e crimes violentos, que aqueles que vivem em favelas não violentas.

Não sou economista, sociologista, antropologista ou cientista político, então definitivamente esse nunca será o tema de uma possível tese de mestrado ou doutorado, apesar de achar que existe um pingo de verdade nessas duas hipóteses.

Livros sobre o Iraque no Submarino.

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