mai 14

Meu ferro de passar roupa estragou, então resolvi comprar outro e como bom computeiro que sou fiz uma grande pesquisa na Internet para achar o melhor. Compartilho então os “resultados”.

Só existem 3 grandes marcas de ferro: Walita/Philips, Arno e Black & Decker, ponto. Há quem diga que Mallory também tá no páreo, mas eu simplesmente não gosto da marca. Levantei então a lista abaixo com ferros dessas 3 marcas (dos melhores aos mais simples):

Com vapor vertical (e vapor extra + base especial abaixo + spray)

  • Walita RI1830 - 1700w (base com Golden Dynaglide, duplo sistema anticalcário e desligamento automático) - R$ 140,00
  • Walita RI1815 - 1700w (base com Golden Dynaglide) - R$ 120,00
  • Arno Aquaspeed 110 - 1530w (base com Durilium)- R$ 270,00
  • Arno Ultragliss-Easycord - 1200w (base com Durilium)- R$ 145,00
  • Black & Decker XT2020 - 1700w (base de inox) - R$ 150,00

Com vapor extra (e base especial = spray)

  • Arno Ultragliss - 1200w (base com Durilium) - R$ 130,00
  • Black & Decker X560 - 1200w (base antiaderente) - R$ 80,00

Básicos com base especial (e spray)

  • Walita RI1717 - 1400w (base com Ceralon) - R$ 100,00
  • Arno Primagliss 40 - 1200w (base com Durilium) - R$ 110,00

Básicos com spray

  • Walita RI1705 - 1400w - R$ 80,00
  • Black & Decker KX530 - 1200w
  • Arno Calore Spray - 1200w - R$ 100,00
  • Black & Decker X530 - 1200w - R$ 80,00

Básicos

  • Walita RI1703 - 1400w
  • Arno Vapor Calore - 1200w - R$ 80,00
  • Black & Decker X500 - 1200w - R$ 60,00

Observações

  • Todo ferro Walita tem auto limpeza (CalcClean), nos Black & Decker só a partir do KX530 e nos Arno só a partir do Primagliss 40
  • Todo ferro Walita tem luz piloto (luz de aquecimento), nos Arno só a partir do Primagliss 40 e nos Black & Decker apenas no XT2020
  • Nenhum ferro Walita tem tampa do depósito de água, nos Arno só tem a partir do Ultragliss e nos Black & Decker apenas no XT2020
  • Os ferros básicos da Arno têm 31 saídas de vapor com jato contínuo de 15 g/min, o Primagliss 40 tem 33 saídas e 20 g/min e os top têm 64 saídas com 25 g/min de vapor contínuo e no vapor extra têm 75 g/min no Ultragliss-easycord e 30 g/min no Ultragliss normal
  • Os ferros RI1830 e RI1815 da Walita têm 29 saídas de vapor com jato contínuo de 22 g/min e 80 g/min no vapor extra. Os outros têm jato contínuo de 17 g/min
  • Todos os ferros da Black & Decker têm 23 saídas de vapor na base
  • O vapor vertical serve para passar cortinas, paletós e roupas no cabide
  • Não sei por que o Arno Aquaspeed custa o dobro do preço dos outros ferros
  • Existem modelos Walita intermediários, que devem ter saído de linha e não serão muito diferentes dos modelos apresentados, mantendo a faixa de preço

Conclusão

Pelo que pude perceber os ferros à vapor Arno e Walita disputam de igual para igual nos modelos básicos e são melhores que os da Black & Decker, sendo ainda os da Arno mais caros que os da Walita. Na linha top os da Arno parecem ter uma base que desliza melhor e com mais saídas de vapor do que os da Walita.

Desta forma, vou comprar um Walita RI1830 ou um Arno Ultragliss-Easycord, o que estiver mais barato.

abr 09

Eu já falei várias vezes neste blog do caso do Felipe, irmão de companheiro de república, que morreu eletrocutado em uma festa no Jockey Clube de Uberaba.

Neste mês a Carta Capital tem na sessão Sociedade (mais) um desabafo do pai dele.

Os indiciados que ele fala são o presidente do Jockey Park Club, Luiz Augusto Cipriano Coelho, os diretores sociais Fernando Alves Pimenta e Marcelo Augusto Teodoro de Andrade, o gerente administrativo Francisco Nazareno Gonçalves e duas pessoas responsáveis pelas instalações elétricas: o engenheiro Nilson Luiz Gonçalves da Silva e o eletricista José Edson Silvano.

Quem quiser ajudar, clique nas imagens abaixo e ajude a divulgar a notícia.

fev 15

Rambo descendo a lenha na metrancaPUTA QUE PARIU!!!! O filme Rambo 4 é simplesmente o mais violento e sangüinário da história do cinema!!!!!

Sylvester Stallone como diretor e como um gordo John Rambo, senta o dedo e deixa o Capitão Nascimento enjoado com tanto sangue, decepações, decaptações, explosões e mutilações (e tome mutilações)…

Eu não quis voltar e fazer um tira-teima, mas parece que na cena em que ele usa a faca e abre a barriga do indivíduo, dá pra ver caindo o intestino no chão e ele ainda chuta o fígado do pobre coitado a uns 2 metros do corpo! Numa das cenas em que um morteiro acerta a vila, dá pra ver os pedaços de um homem explodindo e voando na frente da câmera! Sem contar a dezena de vezes que a cabeça de um soldado explode com o tiro…

Eu nunca assisti um filme com os olhos tão arregalados, totalmente pasmo com a matança, que até bomba atômica, no meio da Tailândia, tem!

A não ser que você seja sádico ou mentalmente perturbado, não assista esse filme, não compre o DVD, não vá ao cinema e muito menos faça o download, não vale a pena. Ficou curioso? Assista o trailer e só.

John Mueller, publicou no Los Angeles Times uma matéria entitulada “Dead and deader” (”Morto e mais mortal”, em tradução livre), onde mostra estatísticas incríveis: Rambo mata 83 pessoas, seus companheiros matam 40 e os inimigos matam 113, num total de 236 mortes no filme. É uma média de 2,59 mortes por minuto! Se contarmos da primeira morte até o fim, são 3 mortes por minuto! No primeiro filme da série uma única pessoa foi morta…

fev 07

Logo do The Pirate BayO desconhecido artista Benn Jordan descobriu que músicas suas estavam sendo vendidas no iTunes e ele, como detentor de 100% dos direitos autorais delas (as músicas foram lançadas pela sua própria gravadora), não tinha autorizado nada e nem estava recebendo um tostão por cada música vendida. Ou seja, a Apple estava pirateando as músicas dele.

Depois de tentar inutilmente contatar a Apple para um esclarecimento, ele disponibilizou torrents de seu último álbum na Internet, gratuitamente. A paranóia estadunidense com direitos autorais e compartilhamento de material com copyright está tão grande que começaram a achar que ele estava cometendo crime contra a RIAA - Recording Industry Association of America ao fazer upload de suas próprias músicas!

A entrevista que ele deu para o site TorrentFreak tem algumas falas que mostra muito bem o novo rumo que a indústria fonográfica está tomando. Copio abaixo alguns trechos e destaco os que mais me chamaram a atenção.

Many people that i’d meet at my shows would say that they bought my music on iTunes, yet I’ve never signed any sort of agreement allowing iTunes to host my music, and I’ve certainly never seen a dime of money for my albums hosted there.

[...]

I was told that once the files are in the iTunes system, it literally couldn’t be removed or taken down for a year.

[...]

I keep seeing these internet news stories saying things like “The Flashbulb Promotes Piracy”. It is totally out of control. How could I be promoting piracy if I’m uploading my own material with a “buy it if you like it” message in the torrent?

[...]

If you want something done right, you’ve got to do it yourself. Whether you’re downloading my music to check it out, to accompany the CD, or even pirating it…I want you to have a version/rip of it that I’ve listened to and approved of.

[...]

The thing RIAA is scared of is that their billion dollar backbone can no longer shelter people from exploring music themselves. Their business plan had evolved into telling the world what they will want to listen to and buy, and now they’ll have to actually compete with talented artists again. As the people regain control of the market, music will be judged by it’s content again and will be subjected to it’s own Darwinism. It is a very interesting time for the music industry…

Isso tudo não é muito diferente do Pirate Coelho, do conterrâneo Paulo Coelho, que depois de vender 1.000 livros na Rússia disponibilizou-os gratuitamente na net e viu esse número aumentar para 100.000 em 3 anos, como ele mesmo disse no Digital, Life, Design. O fato interessante do Pirate Coelho é que o autor conversou com as editoras para que elas disponibilizassem gratuitamente os livros, como elas não toparam, ele criou o blog e passou a linkar todas as cópias de suas obras que encontrou em FTPs, sites e até redes P2P.

Isso me lembra uma conversa que tivemos na faculdade, quando alguns amigos disseram que nasceram na época errada, gostariam de ter nascido na época de nossos pais, época de Woodstock, paz & amor, Hendrix, LSD e o Clóvis disse: vocês não percebem, mas estamos vivendo nossa era, com as Raves, música eletrônica, exctasy? Nossos filhos dirão o mesmo que nós, que nasceram na época errada, que queriam ter nascido na época das raves…

A revolução é silenciosa e acontece debaixo de nossos olhos.

jan 29

O poetpainter fez uma apresentação denominada In Defense of Eye Candy que é uma das melhores apresentações que já vi, defendendo o design, a graciosidade das coisas bonitas, demonstrando que algo esteticamente belo é melhor que algo feio e que o agradável aos olhos pode ser por minúsculos detalhes.

Tá, parece um post homosexual, mas assista a apresentação e tire suas próprias conclusões.

jan 15

Na época dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos, lí diversas análises dizendo que era praticamente impossível um Boeing ter batido no Pentágono, pois os destroços não eram como em uma queda de avião, o mais provável é que fosse um míssil.

Ontem li uma compilação de opiniões de 25 militares estadunidenses refutando não só o fato de um avião 747 ter caído no Pentágono, quanto da queda das três torres do WTC terem sido causadas pelo impacto dos aviões.

Hoje o Marcelo disse que assistiu um documentário muito bom, chamado Zeitgeist. Ele está disponível na íntegra no site oficial, com legenda em português! Fui assistir e não é que fala que os atentados de 11 de Setembro foram criados pelos Estados Unidos, internamente, para criar terror na população e conseguir ir para a guerra contra o Afeganistão e principalmente contra o Iraque?

São várias teorias conspiratórias, indo desde Jesus Cristo até a criação de um governo mundial, mas lista de fontes é o que não falta. Na transcrição do documentário estão presentes 197 fontes de referencia!

Sugiro a todos assistirem, mas recomendo: não encarem como verdade absoluta, assistam com ceticismo, utilizem para ter uma visão mais crítica da realidade.

jan 10

iPhoneA capacidade de Steve Jobs de fazer negociações em que sai como uma posição absurdamente vantajosa e a outra parte sai ganhando como em qualquer outra negociação comum é incrível. O contrato da Pixar com a Disney quando do lançamento de Toy Story e depois com a compra da Pixar pela Disney é um ótimo exemplo disso.

Com o iPhone e a Cingular (hoje AT&T) não poderia ser diferente. Foi mais de um ano e meio de negociações, em que Steve Jobs exigiu controlar todo o processo de design, tecnologia, funcionalidade, fabricação e marketing, deixando a AT&T apenas como um meio para utilização do seu aparelho. O iPhone que é vendido por $399 dá $80 de lucro pra Apple, fora os $10 mensais da conta de cada cliente, que a AT&T repassa para a Apple, gerando mais $240 nos 2 anos de contrato.

O mercado de telefonia sem fio não estava acostumado com isso. As fabricantes de celular eram tratadas como meras coadjuvantes, criando aparelhos que atendessem os desejos das operadoras e não dos consumidores. As grandes empresas “davam” os aparelhos para seus clientes, em troca de contratos de 2 anos, semelhante ao que a Claro faz aqui, com os celulares de 1 real.

O que nos espera é uma mudança nessa relação fabricante-operadora-cliente, onde a primeira passará a criar melhores (e mais caros) modelos e as operadoras serão apenas prestadoras de serviço, sem subsidiar a compra dos celulares, onde o cliente paga pelo que utiliza.

Ainda vou além: digo que não existirá mais “cliente TIM” ou “cliente Vivo”, será como na telefonia fixa, onde para fazer um DDD é possível usar o 21 (Embratel) ou o 15 (Telefônica) ou qualquer outra operadora. Será como na Internet, que com o meu computador eu posso usar qualquer provedor para acessá-la.

Quem quer ler mais sobre o assunto, na Wired tem o excelente artigo The Untold Story: How the iPhone Blew Up the Wireless Industry.

dez 28

Algumas verdades sobre o Rio de Janeiro:

  1. tem muito táxi, é como nos filmes onde mostram os táxis de Nova York, onde basta fazer sinal para um táxi parar e sempre que precisamos tem táxi passando, em qualquer rua
  2. é tão quente, mas tão quente, que não é nenhuma surpresa as Havaianas terem se tornado chique, pois é o calçado mais adaptado ao meio carioca
  3. é o único lugar onde a água sem aquecimento, normal do chuveiro, é mais quente que a água morna que eu costumo usar para o banho… chega a sair vapor!
dez 07

A Vale não tem intenção nenhuma de estar participando de forma ativa na gestão dessas usinas. Nossa prioridade é vender minério.” - Roger Agnelli, presidente da Vale (Companhia Vale do Rio Doce)

É… realmente nosso português está sendo assassinado!

Fonte: Folha de São Paulo

nov 13

Abaixo é o gráfico do número diário de visitantes únicos no meu blog, neste segundo semestre, até ontem.

Visitantes no 2º semestre de 2007 - até novembro

O blog existe desde 2001, tem quase 2.000 posts e bastaram 4 posts propositalmente escritos para elevar o número de visitas diárias de 120 para 7.000, como pode ser visto na tabela baixo. Esse número é tão gritante que nos últimos 90 dias o blog teve 75% do número de visitas acumulados nesses 2376 dias de sua existência.

Páginas visitadas no 2º semestre - até 11 de Novembro

De minhas visitas, 42% procuram Receita Federal e regularização de CPF e 33% procuram instruções de como instalar o MSN e do site do MSN. São 75% das visitas!

Esses assuntos não são o foco do meu blog e só fiz esses posts para ganhar visitantes que viessem a clicar nos banners do Submarino e comprar algum produto. Foi um grande engano. Quem faz declaração de isento para recadastrar o CPF faz isso pois ganha pouco e quem quer instalar MSN são crianças ou adolescentes que nem sabem escrever (o post do MSN tem quase 1000 comentários e é difícil achar 50 sem algum erro de português)… Não cheguei a fazer a conta, mas diria que 10% dos visitantes desses 4 posts pensavam que estavam no site da Receita Federal ou da Microsoft, como que pessoas assim vão fazer compras online?

Essa foi uma estratégia furada. Esses visitantes que não agregam além de consumirem a banda do site sem gerar receita, geram tantos registros nos logs do Google Analytics que ficou impossível levantar tendências de visitas e palavras chaves mais procuradas…

Fontes de Tréfego

O único ponto positivo é que eu dei muita risada com os comentários e seus erros absurdos no post do MSN, ajudei algumas pessoas no post da Receita Federal e consegui que alguns advogados, contadores ou gestores de empresas comprassem alguns livros no Submarino, sobre esses assuntos.De qualquer forma, agora sei que post direcionado para trazer visitas realmente traz visitas. O difícil é achar o público e o assunto certos.

out 04

Luciano Huck: Entregue sua armaSegunda feira fomos agraciados com um artigo do Luciano Huck (é, aquele apresentador do Caldeirão do Huck) no caderno Opinião da Folha de São Paulo (acesso restrito para assinantes Folha ou clientes UOL). Ele foi assaltado na quinta feira passada ao parar em um semáforo da rua Dr. Renato Paes de Barros.

É muito bom. Vou postar aqui na íntegra:

Pensamentos quase póstumos
Luciano Huck

Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa

LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do “Jornal Nacional” de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.

ão veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.

Por quê? Por causa de um relógio.

Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.

Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.

Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.

Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.

Onde está a polícia? Onde está a “Elite da Tropa”? Quem sabe até a “Tropa de Elite”! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.

Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso. Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.

Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase “infantis” para uma sociedade moderna e justa.

De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.

Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.

Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de “extraterrestres” fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?

Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no “Roda Vida” da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal.

Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, “Tropa de Elite” é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.

Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: “Cansei”. O Lobão canta: “Peidei”.

Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.

Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.
Isso não está certo.

set 30

Wagner Moura em cena de Tropa de EliteO uso de drogas existe desde que o mundo é mundo e não vai ser a repressão que vai acabar com o consumo. Mas a legalização pode acabar com o tráfico. Eu vejo o consumidor como o elo mais fraco da cadeia. Combatê-lo é contraproducente. O abuso e o vício devem ser tratados como problemas de saúde pública. O tráfico é que é questão de segurança pública. - Wagner Moura

ago 29

Uma vez (em 2003) li numa notícia no Slashdot a seguinte pergunta:

And does it make sense to buy a book about a GPLed piece of software?

Gostei de duas respostas:

  • Of course not, god knows that reading a man page or a how-to is much easier than an illustrated bound guide. - SuperDuG
  • This makes about as much sense as asking if you should buy “Moby Dick” or a Bible since they’re in public domain.  - L. VeGas

Um cara perguntou se valia a pena pagar por um livro sobre um software gratuito. Um respondeu que não, que é muito mais fácil ler o help do programa ou how-tos (como fazer) que ler um guia ricamente ilustrado, enquanto o outro disse que é o mesmo pensamento em perguntar se vale a pena comprar o livro Moby Dick ou a Bíblia, que são de domínio público.

Hoje em dia eu diria: você pagaria para assistir o filme “Os Simpsons”, cujo seriado passa gratuitamente na TV?

jul 24

Realmente a Internet é a maior fonte de pornografia e quem procura esse tipo de material usa a Internet para isso…

Hoje procurando sites que utilizam o iTheme encontrei o ContosMSN, que com epenas 95 posts em 2 meses já tem 128.000 visitas! Tem uma outra estatística no site que diz que desde setembro de 2006 eles já tiveram 1,3 milhões de visitas!

Esse site só tem fotos e vídeos amadores de webcam, com cenas de sexo, voayerismo ou exibicionismo, consiguidos pelo MSN.

Eles ainda vendem de um tal de “Kit Espião” (que parece ser um trojan de controle remoto de PCs, à lá Back Orifice do Cult of the Dead Cow) e uma “Webcam Virtual” (que supostamente faz stream para o MSN ou Yahoo! de arquivos de vídeo locais, com se fossem da webcam do usuário). Coisa boa não pode ser!

Meu blog, que existe desde março de 2001 e já está próximo dos 2000 posts, não chegou nem a 100.000 visitas! Isso que dá ser certinho seguindo os costumes de moral e ética…

jul 21

 “Providências no sentido técnico e político precisam ser tomadas. Ninguém mais se sente seguro voando. Eu não me sinto. Os brasileiros estão fadados a não se deslocar mais.” - Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo

Segundo a Aviation Safety Network, já ocorreram no Brasil 191 acidentes aéreos fatais (incluindo o da TAM em 17 de Julho), com um total de 2.658 mortes, uma média de 14 mortes por acidente ou 41 por ano. Eles registram 420 acidentes desde 1943, portanto a média de acidentes com vítimas fatais é de 3 por ano.

Apenas em 2005 morreram no trânsito brasileiro 26.409 pessoas e 513.510 ficaram feridas, em um total de 383.371 acidentes com vítimas! Isso significa que a cada 15 acidentes com vítima, 1 pessoa morre e 20 ficam feridas, ou melhor, em 2005  a cada 20 minutos ocorrem 15 acidentes, com 1 morte e 20 feridos!

Quer mais? Em um mês e uma semana morrem no trânsito brasileiro o mesmo número de pessoas que já morreram em 64 anos de aviação no Brasil…

Então não me venha dizer que voar não é seguro! E digo isso só tendo voado três vezes… tirando o do salto de paraquedas.  Não faz idéia de como me irrita o sensacionalismo da mídia em torno de grandes acidentes, como se fosse o fim do mundo!