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Engajamento Político

“Nunca antes na história deste país”, como diria o companheiro Lula, a população brasileira foi tão politizada. Falamos sobre política no almoço, nas ruas, no trabalho, com amigos, com desconhecidos, com os filhos e com os pais.

Assistimos ao pronunciamento da presidente e comentamos, analisamos, levamos pra pauta do dia. No lugar de dizer pra um estranho no elevador “Hoje tá frio né? Acho que vai chover…” Dizemos “O pronunciamento da presidente foi muito fraco né? Ela disse que vai aumentar a transparência pra diminuir a corrupção mas nem falou de condenação pra quem rouba, nem disse que vai tirar do governo dela quem já foi condenado”.

A politização da população é um excelente resultado que colhemos desse momento de mobilização e união do povo e vai ajudar muito às pessoas falarem abertamente de suas opiniões durante as eleições, trocando pontos de vista sobre os candidatos e suas propostas.

Até então discussões políticas se restringiam a partidários de algum partido, hoje o povo comum, sem partido e sem rótulos ideológicos está expressando sua voz, sua opinião política e isso é ótimo para todos!

#VemPraRua

Eu estou preocupado da manifestação popular por um Brasil melhor virar baderna sem objetivo claro, perder o rumo, perder o foco.

Também me incomoda a ausência de liderança, já que o MPL conseguiu revogar o aumento das passagens e sai do posto de organizador das manifestações. As 5 prioridades do Anonymous podem ser um norte, mas são uma versão das decisões políticas que engolimos, a diferença é que não veio do governo e sim de um grupo que não sabemos quem é, não sabemos como definiram as prioridades e nem quais critérios usaram para escolher os 5 itens.

O discurso da Dilma mostra que o governo entende o que o povo quer, mas ela continua com a demagogia de dizer que o governo está melhorando a situação da população e por isso o povo quer mais, que não queria antes.

Nós brasileiros sempre desejamos o fim da corrupção, a melhora da qualidade da educação e dos serviços básicos de saúde e transporte. A diferença é que nos juntamos para externalizar esse sentimento porque a situação chegou a um ponto de descrédito tão grande dos políticos que não aguentamos mais ficar passivos.

Eu não ligo se quem está nas manifestações é nacionalista, socialista, de direita, conservador, de esquerda, governista, oposição, de partido, sem partido, religioso ou ateu… O objetivo de todos é um Brasil melhor e na democracia há espaço para o diálogo de todas as ideologias, quando o propósito é o progresso da nação e não o benefício de uma única pessoa ou grupo.

Eu só não tolero criminosos que destroem o patrimônio privado e público, isso não traz benefício pro país, não é para o bem comum, é a ignorância que queremos eliminar. Vandalismo é repreendido por todos e tira o foco do objetivo da passeata, fazendo com que o povo vá contra a manifestação, criando antipatia, raiva e descrédito no movimento. Louvo os manifestantes que fazem e defendem a manifestação pacífica, isso não é moralismo, mas sim ter um objetivo. Gandi conseguiu destruir um império através da não violência!

Se os políticos passarem a ter respeito pelo povo brasileiro, usando o nosso dinheiro da melhor forma, com profissionalismo e competência, priorizando o que o país realmente precisa para crescer de forma sustentável, dou-me por satisfeito. O restante vem de tabela.

The Red Pill

De todos os filmes que já assisti, Matrix foi o que vi mais vezes. Estava na faculdade quando foi lançado e naquela época sobrava tempo para lazer. Cheguei até a decorar várias falas …

Ta certo que é uma ficção científica, mas tem alguns ensinamentos. Na época isso era muito comentado, hoje caiu no esquecimento.

Muitas analogias podem ser feitas com a Trinity, que mostra ao Neo que o mundo não é como ele imagina e da a ele a opção de continuar vivendo essa vida tranqüila ou tomar a pílula vermelha e viver a vida de verdade, com todos os riscos e novos desafios.

Preciso assistir esse filme novamente!

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“Como podem existir mais de 7 bilhões de pessoas convivendo neste mundo e apenas uma mexer com meu coração?” – Frase no Facebook

Seria esta uma definição de egocentrismo ou de paixão?

[Mau] Educação no Brasil

O nosso excelentíssimo ministro da educação Aloizio Mercadante estava feliz da vida com a aprovação da cota de 50% nas universidades públicas para quem estudou todo o ensino médio em escola do estado e disse:

“Os alunos da escola pública vão poder fazer medicina nas melhores universidades do Brasil, ou engenharia, ciências da computação. Pela primeira vez na história, as melhores universidades vão se abrir pros alunos da escola pública.”

Catzo, melhora o ensino público!!!! Nivela por cima, não por baixo!

Estudei 10 anos de minha vida em escola estadual, cursei ciência da computação em universidade federal e quando entrei não havia cota alguma… foi na competência mesmo.

Que mania esse governo tem de tapar o problema com a peneira… se os alunos da escola pública não estão conseguindo entrar mais nas universidades federais o problema não está na alta qualidade das universidades federais, mas na baixa qualidade da escola pública!

Colocar alunos menos qualificados nas universidades vai diminuir a qualidade da universidade, não irá aumentar a qualidade do ensino…

Essa política terrorista de congelar salário de professores universitários, propor reajustes inferiores à inflação e descontar dias em greve é uma demonstração da prioridade que o governo dá para a educação no Brasil.

Vivendo a vida

Eu nunca me preocupei em comemorar aniversários, em ver os anos passar. Acho que tive uma vida intensa, repleta de eventos que recordarei para o resto da vida.

Agora quando está perto de completar mais um ciclo eu me pergunto: quais foram minhas realizações? Continuam acontecendo, mas com uma freqüência inferior, incomparável com a da adolescência ou a da época da faculdade.

Recordo-me das boas lembranças da infância. Quando não estava aprontando alguma aventura, estava curtindo com meus pais.

Esse deve ser o segredo dos 30: curtir muito com os filhos, sair de casa pra andar de bicicleta, acampar, pescar, praticar esporte, nadar em cachoeira, visitar parentes, ir em exposições e parques…

Ficar em casa assistindo Faustão é para os fracos, a vida está acontecendo lá fora.

Vida: prioridades e escolhas

A vida é um conjunto de estados que se alternam no tempo de acordo com as escolhas que tomamos.

É como um jogo de xadrez onde a disposição do tabuleiro depende das decisões de qual peça mover e para onde mover.

Não tem como saber como o outro lado, o mundo exterior, irá reagir e responder às nossas decisões. Só sabemos que devemos tomá-las, no momento certo, não podemos ser reativos senão é derrota na certa!

Mais do que escolhas aleatórias do que fazer, no xadrez, assim como na vida, somos direcionados para uma estratégia, objetivos bem definidos de curto, médio e longo prazos.

No entanto, mais difícil que a tomada de decisão em si está a capacidade de identificar e priorizar os objetivos.

E aí, qual a prioridade da sua vida? Quais decisões está tomando para atingí-la?

Estrela

Se alguém me perguntar: “do que mais você sente falta, morando em São Paulo”, certamente eu direi que é de estrela, por tudo que representa.

Noite na Fazenda de Santo Inácio

Ah! Noites inteiras passaria admirando a beleza, o vislumbre do mistério de algo muito maior e vasto, inexplorado, mas ao mesmo tempo acolhedor e instigante.

Estrela me remete ao silêncio das escuras noites frias de São João del-Rei, com a neblina salpicando a ponta do nariz, o vento cortante com o perfume das flores e o céu como um quadro impressionista.

Me chateiam as claras noites de aparência em São Paulo: alaranjadas, sem vida, pessoas em seus carros, suas casas, sem estrela.

Noite em São Paulo, ponte Cruzeiro do Sul

Um dia ainda será possível deitar em São Paulo tendo constelações como pano de fundo e se deliciar com a dança celestial.

Livros pra inguinorantes

Crônica de Carlos Eduardo Novaes no Jornal do Brasil

Confeço qui to morrendo de enveja da fessora Heloisa Ramos que escrevinhou um livro cheio de erros de Português e vendeu 485 mil ezemplares para o Minestério da Educassão. Eu dou um duro danado para não tropesssar na Gramática e nunca tive nenhum dos meus 42 livros comprados pelo Pograma Naçional do Livro Didáctico. Vai ver que é por isso: escrevo para quem sabe Portugues!

A fessora se ex-plica dizendo que previlegiou a linguagem horal sobre a escrevida. Só qui no meu modexto entender a linguajem horal é para sair pela boca e não para ser botada no papel. A palavra impreça deve obedecer o que manda a Gramática. Ou então a nossa língua vai virar um vale-tudo sem normas nem regras e agente nem precisamos ir a escola para aprender Português.

A fessora dice também que escreveu desse jeito para subestituir a nossão de “certo e errado” pela de “adequado e inadequado”. Vai ver que quis livrar a cara do Lula que agora vive dando palestas e fala muita coisa inadequada. Só que a Gramatica eziste para encinar agente como falar e escrever corretamente no idioma portugues. A Gramática é uma espéce de Constituissão do edioma pátrio e para ela não existe essa coisa de adequado e inadequado. Ou você segue direitinho a Constituição ou você está fora da lei – como se diz? – magna.

Diante do pobrema um acessor do Minestério declarou que “o ministro Fernando Adade não faz análise dos livros didáticos”. E quem pediu a ele pra fazer? Ele é um homem muito ocupado, mas deve ter alguém que fassa por ele e esse alguém com certesa só conhece a linguajem horal. O asceçor afirmou ainda que o Minestério não é dono da Verdade e o ministro seria um tirano se disseçe o que está certo e o que está errado. Que arjumento absurdo! Ele não tem que dizer nada. Tem é que ficar caladinho por causa que quem dis o que está certo é a Gramática. Até segunda ordem a Gramática é que é a dona da verdade e o Minestério que é da Educassão deve ser o primeiro a respeitar.

Meta: aprender música

Quando eu era criança estudei no Conservatório Estadual de Música de São João del-Rei. Aprendi a tocar flauta doce, mas o que eu queria mesmo era aprender a tocar violão… era época de vacas magras e parei o estudo antes de ir pro segundo ano, quando começaria com o as cordas.

No Natal seguinte pude escolher: vídeo game Master System ou orgão Yamaha PSS-150. Escolhi o segundo e após dois anos estudando por conta me tornei um exímio conhecedor dos 99 instrumentos sintetizados por ele, sem saber tocar nenhuma música.

Tive amigos que tocavam violão e guitarra, tanto em SJdR quanto em São Carlos. Aprendi algumas músicas, mas nada perto da geniosidade de Paco De Lucia, John Mclaughlin ou Al Di Meola.

Decidi que quero aprender a tocar algum instrumento musical. Já não sou mais uma adolescente com tempo de sobra, então escolhi a gaita. Compro uma boa harmônica Hering e começo a estudar.

Quem sabe não uso a gaita pra acompanhar a música, presente diariamente no carro pra enfretar o trânsito caótico de São Paulo?

Profissão: Bombeiro

Lembro-me de que antes de prestar vestibular para cursar uma faculdade, minha mãe comprou um daqueles guias do estudante, com lista de diversas profissões, melhores universidades, campo de trabalho, áreas em crescimento, etc. Eu já sabia que faria ciência da computação, então o guia foi mais para escolher a universidade.

Na época fiquei transtornado por não ter no guia uma das profissões que mais admiro: bombeiro. Assisti de camarote o incêndio que em 1995 consumiu inteiramente a casa onde nasceu o ex-presidente Tancredo Neves, em São João del-Rei, numa época em que lá não existia bombeiro militar.

Treinamento de Brigadista de Incêndio

Treinamento de Brigadista de Incêndio

Quando vim morar em São Paulo conheci uma outra faceta dos bombeiros, que me deixou ainda mais impressionado: salvar vidas quando ela está em risco. Eles salvam pessoas atropeladas, retiram feridos dentro de veículos retorcidos, procuram sobreviventes no meio de escombros, revivem afogados em rios, represas, lagos e até no mar. Eles se colocam em risco para chegar com uma ambulância, uma viatura, barco, bote, helicoptero ou até mesmo uma moto na pessoa necessitando de ajuda imediata. São nossos anjos aqui na Terra.

Agora… eu simplesmente não consigo imaginar o que tem na cabeça do governador do Rio de Janeiro ou do alto comando militar pra colocar o Bope (sim, aquele do Tropa de Elite) prender centenas de bombeiros dentro de um quartel!

Pra contrapor essa notícia, o comparsa confesso do assassino da USP foi solto após prestar depoimento… Eu realmente não entendo a justiça brasileira…

O paradigma da justiça

1999, 3º ano do 2º Grau, 17 anos

Desde quando os homens começaram a viver em sociedade, eles tinham leis e uma justiça capaz de julgar os transgressores, apesar dessas leis serem baseadas única e exclusivamente no senso comum. Naquela época, já não existia justiça sem poder, para executá-la. O que vem se observando nos dias atuais, é que também não existe justiça com poder. Parece antagônico, mas vamos por partes.

As leis são necessárias para se manter a ordem e a justiça em qualquer lugar no planeta. É necessário jugar e punir com justiça os infratores das leis, mantendo a ordem. Para impor uma lei a determinada sociedade, é necessário ter poder, poder político, militar, econômico, religioso, entre muitos outros poderes. Essa é a parte mais fácil, difícil é se fazer cumprir essas leis. Existem duas maneiras de conseguir isso, com justiça ou sem justiça. Sem justiça é mais fácil e menos justo, menos humano, menos democrático, basta ter poder para fazer justiça com as próprias mãos. Com justiçã é mais complicado, é necessário julgar o transgressor, observar provas, álibis, depoimentos, para depois decidir o destino do acusado. O poder jurídico se encarregará de determinar ao culpado o que fazer, quando, onde e por quanto tempo. Quanto mais forte for o poder jurídico, menos transgridirão as leis, mantendo a ordem.

Vamos agora à segunda afirmativa, a de que não existe justiça com poder. No mundo praticamente todo capitalista em que vivemos, dinheiro é, mais do que nunca, sinônimo de poder, existemvários poderosos pelo mundo. Com esses detentores de poder, a justiça é verdadeiramente cega, eles podem fazer o que bem entenderem, de maneira justa ou injusta, que as leis não serão cumpridas, a justiça deixará de ser feita, sairão impunes.

Tudo isso parece ser antagônico, mas não é, é mais um paradigma que antagonia, é o paradigma da justiça. Para criar as leis e se fazer justiça, é necessário um poder forte, que consiga fazer as pessoas respeitarem e cumprirem as leis, usando seu poder e sua força, ou seja, não existe justiça sem poder, no entanto, com quem tem poder, a justiça não é cumprida, assim, não existe justiça com poder.

Menor: o maior problema

1999, 3º ano do 2º grau, 17 anos

A educação no Brasil é totalmente falha, o jovem abandona a escola, por falta de condições ou incentivos e vai para a rua, se marginalizando. É necessário acabar com esse problema, várias causas e soluções foram apontadas, basta executá-las.

Os menores, principalmente os de classe abastarda, param de estudar e vão para as ruas, onde viram marginais, usando e vendendo drogas, interceptando e roubando e comentendo crimes para os maiores de 18 anos, já que os menores não são presos. Como eles não são legalmente responsáveis, depois de cometer um crime vão para organizações de reabilitação, na teoria. Na prática, o menor é encarcerado, sofre maus tratos, é tratado como um animal, não aprende nada de útil e sai pior que entrou. A compravação disso é que com a fuga em massa da Febem, uma instituição decadente, superlotada e mal administrada, a onda de violência em São Paulo subiu assustadoramente, com quase mil menores infratores a mais nas ruas.

Abaixar a responsabilidade penal para 14 ou 16 anos seria o caos. Os menores infratores seriam presos, iriam para prisões normais, com presos normais e acabariam ou morrendo ou aprendendo mais, superlotando ainda mais as cadeias. Além disso, o adolescente ainda não está física ou psicologicamente apto a ser responsável por si mesmo. A visão mais otimista que poderíamos traçar seriam os traficantes e bandidos usando menores de 10 a 13 anos como bode espiatório e não mais os de 15 a 17 anos…

Para o governo acabar com o problema dos menores, ele tem duas alternativas. A primeira, mais dispendiosa e menos eficiente a longo prazo, é reformar as institiuições de reabilitação, como a Febem. Mesmo com essa medida, novos marginais surgirão. A segunda alternativa é mais eficiente a longo prazo. Basta o Estado reformular o ensino público, dar chances do menor carente ser algo na vida, ter uma profissão decente, para não precisar viver de delitos e detenções.

O problema do menor no Brasil é responsabilidade principalmente do Estado, é um problema mais político que social. Agora o governo sofre as consequëncias do marginal que ele criou. O único meio de acabar com a erva daninha é pela raiz, é o que o Estado deveria fazer.

Aqueda de um império

1999, 3º ano do 2º Grau, 17 anos

O antigo confronta o novo. De um lado, a modernidade do telefone celular, de outro, o charme do papel e tinta. Serão o papel e a tinta substituídos pela tecnologia do celular?

O papel vem sendo usado há mais de 1.000 anos pela humanidade, faz parte de nossa história, é nossa história. O papel perpetua um fato qualquer, é um documento aceito em qualquer parte do mundo. Se não fossem o papel e a tinta, a memória oral não passaria para nós esta imensidão de conhecimentos que recebemos através dele. O papel e a caneta têm seu charme, são baratos, acessíveis a qualquer pessoa, mesmo as mais abastadas. Outro grande ponto do papel e tinta é que estes mantêm seu anonimato, enquanto o celular informa timbre de voz, além do número de quem está do outro lado da linha.

O celular é o que há de mais moderno em termos de comunicação à distância. É extremamente prático, possibilita falar com qualquer pessoa em qualquer lugar a qualquer hora. É rápido, basta algumas tecladas e já está falando. É eficiente, em alguns segundos já está recebendo a resposta. É muito mais avançado que o papel, já que possibilita conversa em tempo real. É possível chamar um médico que está voltando do hospital para casa, de maneira que ele chegue a tempo de salvar o paciente, por exemplo. Além disso, o celular é quebrável e só funciona em determinadas áreas, o papel desmancha com a umidade e envelhece com o tempo. A traça come o papel e o celular é caro.

O papel está com os dias contados. A praticidade do celular é diretamente proporcional à idade do papel. A cada dia que se passa, mais recursos são incorparados ao celular, como jogos, agenda, calendário, secretária eletrônica, é-mail. O papel já desempenhou de maneira notável sua missão. O papel continuará existindo, é lógico, mas não para a comunicação, o celular se tornará, está se tornando, forma de comunicação mais utilizada no mundo. É o fim do império do papel.

Comentário da professora:

Você se esqueceu do item “c” da proposta.

FHC: Imagem do Real

28 de Outubro de 1999, 3º ano do 2º Grau, 18 anos

Popularidade e FHC, duas palavras antagônicas. Como economista, FHC criou o Plano Real, moeda atrelada ao dólar, inflação de 5% ao ano. Foi um “boom” que tirou o Brasil da lama. O plano era tão bom em relação ao antigo, que FHC acabou sendo eleito presidente.

Em 1994, o Brasil estava eufórico com a nova estabilidade econômica e com FHC, o criador da estabilidade. Embriagados pelo sucesso do Plano Real, os eleitores, em grande maioria, apostaram em FHC, se como economista fez isso, imagine como presidente! Eleito presidente, ele nada fez para melhorar sua imagem, sua populaaridade só crescia no exterior, devido às suas inúmeras viagens. Foram quatro anos de calmaria política e conômica não só no Brasil, como no mundo inteiro. FHC não tinha muito com que se preocupar, apenas manter a popularidade do Real, espelho de sua própria popularidade, em alta.

FHC criou uma emenda que permitia a reeleição, beneficiando-se. Novamente o Real foi o diferencial, a campanha de FHC era, indiretamente, um aviso de que “o outro” fosse presidente, o Plano Real entraria pelo cano, levando o bem estar político, econômico e social junto. Outra vez, o Plano Real ganhou a eleição para FHC.

No segundo mandato, o mundo passou por três crises: a asiática, a das bolsas e a russa. FHC fez de tudo para manter o Real. Vendeu estatais, lançou dólares no mercado, desvalorizou a moeda, entre outras medidas. Mesmo assim, a economia e o Real sofreram um baque, um grande desfalque, despencando o crédito no plano, bem como em FHC.

Desemprego, dólar a R$ 2,00, déficit orçamentário. O Real já não é a imagem ensolarada do Brasil. A imagem de FHC está por um fio: a inflação. Se a inflação aumentar, arruinando de vez o Plano Real, a insignificante popularidade de FHC sumirá de vez.

Durante todo o seu mandato, a popularidade de FHC não passava da imagem otimista do Real. Se esse ruir, FHC passará de mártir a carrasco de nossa economia. Ainda pior: os brasileiros culparão FHC de ter governado mal, destruído o real e tudo o que aconteceu de errado no Brasil.

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