Arquivos de Categorias: Família

Sincronizar horário de fotos de câmeras diferentes

Na minha última viagem de férias foi a família toda, cada um com sua respectiva câmera fotográfica, tirando fotos ao mesmo tempo, nos mesmos lugares.

Pensei em juntar as fotos de todo mundo e montar um álbum com as fotos na ordem cronológica em que foram tiradas, apagando as fotos que ficaram ruins e deixando apenas as melhores fotos de cada lugar, independentemente de quem havia tirado.

Foi aí que percebi que teria um serio problema: cada câmera estava com uma hora diferente e quando os arquivos das fotos eram ordenados por data, ficava tudo embaralhado.

As fotos selecionadas foram tiradas com outra câmera, horas antes

Se eu sincronizasse o horário das câmeras as novas fotos ficariam na ordem correta, mas todas as fotos que já haviam sido tiradas continuariam erradas.

Para solucionar o problema mantive a hora de cada câmera e fotografei meu relógio com todas as máquinas, assim eu sabia qual era o horário correto e quantos tempo (segundos, minutos ou horas) a mais ou a menos cada câmera estava.

Foto da câmera Canon SD1000 às 11:29:41

Um leitor comum, não nerd deve estar pensando: “E daí? Não resolveu o problema!”, mas o desfecho da história segue abaixo.

Toda câmera fotográfica digital moderna grava alguns metadados da foto (informações sobre a foto) na própria foto, utilizando um padrão chamado Exif. No Exif fica gravado o modelo da câmera, se o flash foi disparado ou não, distância de foco, tempo de exposição, megapixels, data e hora em que a foto foi tirada, entre inúmeras outras informações.

O horário da câmera era 13:25:54 quando a foto acima foi tirada

O que fiz foi utilizar 3 programas para acertar os horários das fotos no Exif e no arquivo:

  • JHead versão 2.96 de 22 de Junho de 2012 (link download)
  • jpegtran versão 8d de 15 de Janeiro de 2012 (link download)
  • ExifTool versão 8.98 de 28 de Julho de 2012 (link download)
Foram os seguintes comandos:

jhead -model SD1000 -cmd "ren &i Ananda_&i" img*.jpg
jhead -model SX210 -cmd "ren &i Ana_&i" img*.jpg
jhead -model S100 -cmd "ren &i Henrique_&i" img*.jpg
jhead -autorot -di -dx *.jpg
jhead -ft *.jpg
jhead -ta-1:56:13 -model SD1000 *.jpg
jhead -ta-1:52:58 -model SX210 *.jpg
jhead -ta+1:00:52 -model S100 *.jpg
jhead -ft *.jpg
exiftool "-AllDates<DateTimeOriginal" "-FileModifyDate<DateTimeOriginal" *.jpg

Explicação:

  • Os comandos 1, 2 e 3 renomeiam as fotos de acordo com o modelo da câmera. Supondo que existam 3 arquivos IMG_0001.jpg, um tirado pela câmera S100 do Henrique, um pela câmera SX210 da Ana e a outro pela câmera SD1000 da Ananda, com esse comando os arquivos terão os nomes Henrique_IMG_0001.jpg, Ana_IMG_0001.jpg e Ananda_IMG_0001.jpg. É para evitar que existam arquivos com o mesmo nome na mesma pasta.
  • O comando 4 é para rotacionar as fotos, usando o sensor de orientação das câmeras (paisagem ou retrato) e remover outros dois metadados da foto: o IPTC e o XMP. Esse são semelhantes ao Exif e utilizados por alguns programas, como Picasa e Photoshop. Por eles também conterem a data da foto, caso a data do Exif seja alterada, algum desses programas pode “des-alterar” e voltar a data que está no XMP ou no IPTC.
  • Os comandos 5 e 9 são na verdade o mesmo e servem para fazer com que a data do arquivo seja a mesma que a do campo DateTimeOriginal do Exif
  • Os comandos 6, 7 e 8 são para deslocar a hora que está no campo DateTimeOriginal do Exif em mais ou menos horas, minutos e segundos. No exemplo acima a foto foi tirada às 11:29:41 mas a data da câmera era 13:25:54, ou seja precisa subtrair 1h56m13s da hora do Exif/arquivo.
  • O comando 10 é para fazer com que todas as datas do Exif (DateTimeOriginal, CreateDate e ModifyDate) tenham o valor do DateTimeOriginal e que a data do arquivo seja a mesma que a do campo DateTimeOriginal do Exif

Fazenda colonial para voltar no tempo

Geraldo da Costa Carvalho nasceu no início do século passado em uma pequena fazenda no interior das Minas Gerais, cercada de montanhas verdes, riachos de águas cristalinas e uma tranquilidade inimaginável nas metrópoles atuais.

Janela da cozinha da Fazenda Geraldo da Costa Carvalho

Janela da cozinha da Fazenda Geraldo da Costa Carvalho

Viveu em uma época na qual ter 16 irmãos e 11 filhos era comum. A vida girava ao redor da fazenda, o coração que mantinha a família unida e próspera. Era uma fazenda que muito bem poderia ter sido a Fazenda Buquira onde Monteiro Lobato idealizou o Sítio do Pica Pau Amarelo, Dona Benta, Tia Nastácia e toda a turminha. Os filhos cuidavam e brincavam com os animais, subiam em árvores, nadavam nos córregos, corriam e andavam a cavalo pelos pastos, viviam em contato direto com a natureza, vivendo as verdadeiras reinações de Narizinho!

Jequitibá em pasto da fazenda

Jequitibá em pasto da fazenda

Os leitões viviam soltos e quando cresciam viravam toucinho, bacon e lombo, que viajavam salgados nas bruacas de burros, conduzidos por tropeiros até o mercado de Ouro Preto. A ordenha matinal nas vacas leiteiras provia todo o leite para a família e o excedente era colocado na beira da estrada para o caminhão de leite vender na cidade. As galinhas botavam os ovos, o queijo e a manteiga eram feitos ali mesmo, o moinho incansavelmente movido pela água transforma o milho colhido na roça em fubá, matéria prima para o angú e a broa. Era da própria horta onde saíam todos os legumes e verduras para a apetitosa comida mineira feita no tradicional fogão a lenha. Não há como esquecer das frutas do pomar que quando não eram consumidas in natura viravam deliciosos doces, geleias ou compotas.

Eli Carvalho comendo jabuticabas no pomar

Eli Carvalho comendo jabuticabas no pomar

Quando todos os filhos já estavam grandes e independentes, Geraldo e Mariazinha se mudaram para a cidade e por vários anos a fazenda ficou abandonada. Quando os dois partiram deixaram a fazenda de herança de uma forma peculiar: a casa, o pomar e a horta não poderiam ser vendidos e nem ser propriedade unicamente de um dos filhos, deveriam ser de todos os 11 filhos.

Uma das salas da Fazenda Geraldo da Costa Carvalho

Uma das salas da Fazenda Geraldo da Costa Carvalho

A ampla casa da fazenda foi totalmente reformada, os móveis foram trazidos de volta da cidade e algumas pequenas adaptações foram feitas: colchões novos, dois banheiros com chuveiro elétrico dentro da casa, churrasqueira e um fogão a gás para quem não tem traquejo com o a lenha. Mesa de sinuca, ping pong e TV com antena parabólica foram instalados no porão onde o queijo era feito e as ferramentas armazenadas.

Mesa de Ping Pong no porão

Mesa de Ping Pong no porão

Com a bucólica vida de volta à fazenda os 11 filhos passaram organizar encontros familiares semestrais, onde à beira do fogão à lenha relembravam histórias da infância na fazenda, povoando o imaginário de netos e bisnetos, cidadãos urbanos, alguns que sequer haviam visto uma galinha além dos fantoches do Cocoricó na TV Cultura.

Os 10 filhos prsentes na reunião familiar de 9 de Março de 2011

Os 10 filhos presentes na reunião familiar de Julho de 2007, antes da última reforma

Numa dessas reuniões surgiu a idéia de permitir outras famílias que não a Costa Carvalho a vivenciar os encantos de um fim de semana na Fazenda Geraldo da Costa Carvalho, com passeios a cavalo, acesso irrestrito a cada canto da fazenda e uma cozinheira exclusiva para pilotar o fogão a lenha, conhecedora da tão prestigiada culinária rural mineira, com direito a pães de queijo, broas, frango com quiabo, costelinha com canjiquinha e outras delícias.

Primeira vez que neta de Geraldo da Costa Carvalho monta em um burro

Primeira vez que bisnetaneta de Geraldo da Costa Carvalho monta em um jumento

Quem quiser mais informações pode entrar em contato com a Via Gerais no telefone (31) 3762-9124 ou com Ilca Carvalho nos telefones (31) 3752-1253 ou (31) 8797-2599.

A fazenda (clique aqui para ver no Google Maps) fica a:

  • 7km de Catas Altas da Noruega
  • 47km de Conselheiro Lafaiete
  • 71km de Congonhas
  • 88km de Ouro Preto (ou 55km por Santa Rita)
  • 102km de Mariana (ou 69km por Santa Rita)
  • 147km de Belo Horizonte
  • 151km de São João del-Rei
  • 384km do Rio de Janeiro
  • 627km de São Paulo

Feliz Natal!

Enchente no Rio de Janeiro

Minha irmã mora no Rio de Janeiro, a poucas quadras de onde trabalha.

Hoje pela manhã quando ela chegou no trabalho, com 1 hora de atraso pois a rua da casa dela estava alagada, já tinham duas colegas lá. Ela perguntou pra elas como é que conseguiram chegar antes dela, com tanta chuva na cidade inteira e para sua surpresa elas disseram que não conseguiram é ir embora, estavam lá desde ontem…

No meio da tarde ela voltou pra casa, os gatos pingados que conseguiram chegar foram dispensados, pra trabalhar de casa mesmo.

A imagem abaixo, que está no Notícias do Uol reflete bem a situação:

Homem transita com pedalinho em parque alagado na região da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio

Pedalinho no Rio de Janeiro

Já andei nesse pedalinho com minha filha, fica na Lagoa Rodrigo de Freitas, deve ter enchido muuuuuito pra chegar nesse nível:

Eu e minha filha no pedalinho da Lagoa Rodrigo de Freitas

Eu e minha filha no pedalinho

Transporte de criança em carro

Segundo as novas normas do Denatra para transporte de crianças no carro, minha filha, com 4 anos, deve andar de carro em um “assento de elevação”, como um dos dois abaixo:

O interessante do site da AlôBebê é que tem vídeo onde fica bem clara a utilização desses dispositivos.

As regras para transporte de crianças em automóveis foram alteradas em outubro de 2008 e começaram a valer em junho de 2009, mas nem todos conhecem.

A Sua Pata

Conversa de minha esposa com nossa filha:

_ Lembre-se que amanhã vou te pegar na escola mais cedo pois vamos na homeopata!
_ Onde que é o seu pata?

Criador de mundos

Estava assistindo o curta World Builder, abaixo, quando minha filha de 3 anos chegou e continuou assistindo comigo.

Quando começaram a passar os créditos finais ela disse: “Seu filme acabou… coloca outro? Mas um bonito, sem aqueles que morre(sic)”.

Vou procurar um curta bonito pra ela assistir, alguém tem alguma indicação?


World Builder from Bruce Branit on Vimeo.

Cadeirinha e cadeirão pra bicicleta

Cadeirão b'TwinMinha filha já tem 16 kilos, um a mais que a cadeirinha dela pra bike suporta. Desde outubro que não andávamos de bicicleta, então isso não era um problema, mas me empolguei novamente, verãozão pegando fogo e resolvi me movimentar.

Sábado passado fomos na bicicletaria Puoertolano, mas não tinha cadeirão pra bicicleta. Ontem peguei no site da Sundown o telefone de mais  duas bicicletarias da Zona Norte de São Paulo, liguei nelas e não também não tinham. Minha esposa deu a dica de uma bicicletaria na Av. Maria Cândida, liguei, disseram que tinha e pedalei até lá com minha filha, mas faltava a armação do cadeirão.

O jeito foi dar uma esticada na Decathlon do Center Norte. Comprei o bagajeiro b’Twin (R$ 80,00) que aguenta 25 kilos de carga e o porta-bebês b’Twin (R$ 200,00) que aguenta criança de até 22 kilos. Ambos utilizam o DMS (Decathlon Modular System) e se encaixam com facilidade.

Caro? Sim, muito. Eu queria algo mais barato, mas teria de comprar o bagajeiro e o cadeirão no mesmo lugar, pois o meu antigo bagajeiro aguentava apenas 10 kilos e não são todos os bagajeiros em emcaixam em qualquer bicicleta. O meu era daqueles que vai no canote do selim.

Hoje eu, minha esposa e nossa filha fomos no Parque da Juventude, antigo Carandiru e nos divertimos bastante. Foi a primeira vez que minha esposa usou a Caloi 100 Sport (não coloquei o link pois o site da Caloi não tá abrindo aqui no Firefox) dela e não poderia estar mais satisfeita. Aprovada! Pedalamos 26 km ontem e hoje!

Gasolina alcalina

Conversa no carro, indo para Minas Gerais no Natal, após de sair de casa:

  • Filha: A gente tá indo muito pra casa da vovó.
  • Pai: É verdade filha, você foi lá em outubro ne?
  • Filha: é… Vai acabar a pilha do carro!

Memória e nascimento

  • Filha: foi aqui que os carros bateram!
  • Pai: é verdade, como você tem boa memória eim? Isso aconteceu há tanto tempo… fico orgulhoso de você ter uma memória tão boa!
  • Mãe: você se lembra de quando nasceu?
  • Pai: nem tanto né filha, na época você era um bebê…
  • Filha: a médica cortou sua barriga e eu nasci!
  • Mãe: isso mesmo… se você tivesse nascido de 9 meses não precisaria de cortar minha barriga
  • Filha: mas aí eu ia ficar lá dentro!
  • Mãe: não filha, tem duas formas de nascer: cortando a barriga ou pela vulva
  • [pausa]
  • Filha: mas aí eu ia cair no vaso!

Pérolas de criança

Depois que a Lavínia voltou do fim de semana na casa dos avôs:

  • Filha: Mãe, o vovô disse que os pequenos obedecem os grandes…
  • Mãe: E onde você está nessa história?
  • Filha: Eu sou obedaçante!

E na casa da avó, em Minas Gerais:

  • Filha: Nossa mãe, tem formiga no mel, vou pedir pra vovó não comprar mais mel com formiga!

Cirurgia do coração

Acabei de conversar com meu pai por telefone, que já está no quarto do hospital, onde deve ficar por mais 4 dias. Ele está bem, com uma voz boa e tudo mais. Sinto-me aliviado de poder falar com ele!

Ele passou por uma cirurgia de reconstituição da válvula mitral, onde foi realizada uma valvoplastia.

A válvula mitral é uma válvula dentro do coração que assegura a fluidez correta do sangue no sentido do átrio esquerdo para o ventrículo direito. Meu pai tinha um prolápso da valva mitral ou Síndrome de Barlow, o conhecido sopro do coração, que progrediu para uma insuficiência da válvula mitral, quando ocorre o refluxo do sangue do ventrículo direito para o átrio esquerdo. Estima-se que o prolapso da válvula mitral atinja entre 5 a 10% das pessoas.

Meu pai não tinha nenhum sintoma de prolapso de válvula mitral e só ficou sabendo que tinha isso quando, durante um exame de rotina, o médico auscutou o coração e ouviu o chamado sopro sistólico. Durante 5 anos ele fez ecocardiograma bidimensional com Doppler para o acompanhamento do sopro e entre o que ele fez em setembro deste ano e o que fez em fevereiro, houve um aumento de 5mm do átrio esquerdo e aumento de uma pressão por lá, indicando que estava próximo da necessidade de uma cirurgia.

A cirurgia em sí foi uma cirurgia reparadora, uma “plástica” na válvula, sem necessidade de transplantar por outra válvula biológica ou mecânica.

O procedimento operatório deve ter sido como descrito no site da Clínica Cardíaca Mulinari:

Uma cirurgia de plastia ou de troca da válvula mitral leva de duas a três horas para se realizar. A substituição pode ser por válvula biológica, de tecido animal, ou por válvulas mecânicas construídas com materiais compatíveis com o organismo. Embora funcionem de maneira similar, sua durabilidade e indicação clínica são diferentes.

A operação de troca valvar requer anestesia geral. O cirurgião abre o tórax do paciente através do osso esterno, e os tubos e cânulas para a circulação extra-corpórea são inseridos no coração e nos grandes vasos. Os batimentos cardíacos são suprimidos para que o cirurgião possa abrir e operar o coração com segurança. Através do átrio esquerdo a válvula mitral é exposta, e o cirurgião verifica se pode ser reparada ou se deve ser substituída.

Usam-se suturas não-absorvíveis para fixar uma nova válvula em substituição à removida. O cirurgião testa os movimentos de abertura e fechamento da válvula e em seguida fecha-se a incisão no átrio esquerdo. A aorta é liberada e todo o ar é evacuado do interior do coração. Logo que o coração retoma seu vigor, a máquina de circulação extra-corpórea é retirada e o paciente assume suas funções cardiorrespiratórias normais.

Catéteres de drenagem são colocados em torno do coração, e em 24 horas serão removidos. Fios de marca-passo temporários são instalados na superfície do coração para regular o ritmo cardíaco, as cânulas são removidas, o esterno e a pele fechados.

Em seguida o paciente é transportado para a Unidade Cardio-Intensiva Cirúrgica, e irá despertar em quatro a seis horas. Na manhã do dia seguinte todos os catéteres de drenagem e monitorização são removidos, o paciente é transferido da UTCIC para a enfermaria e, entre cinco e sete dias pode ter alta.

Operação cardíaca

Ontem meu pai me ligou… às 9 da manhã, de domingo! Moro fora há 8 anos e nunca meu pai havia me ligado tão cedo no domingo… na hora pensei que algo sério havia acontecido com algum parente, amigo ou conhecido e que meu pai me ligou pra dar a notícia.

Eu não estava muito enganado… logo ele começou a contar do acompanhamento que faz do sopro que tem no coração, dos resultados, do risco… e que precisaria ser operado… hoje! Poxa, me ligou às 9 da manhã pra dizer que na tarde do mesmo dia pra BH ser internado para no dia seguinte ter o coração operado, que ficaria 2 dias na UTI e que depois mais uns 2 internado!

Passei o domingo inteiro pensado nele, dormi pensando nele, passei a manhã pensando nele e nem quando minha irmã me ligou, às 14:15 eu deixei de ficar pensando nele. Ela me disse que a operação foi bem sucedida, que ele nem precisou trocar a válvula cardíaca, só costurou, que entrou no pré operatório às 10:00 e que só saiu às 14:00. A sensação que tive quando meu pai me ligou dizendo que seria operado deve ter sido a mesma que ele teve quando eu disse que ele seria avô… mas eu estava calmo, queria passar tranqüilidade. Tanta tranqüilidade que nem perguntei que horas seria o operatório, o que seria feito, quais os riscos… talvez até foi bom, pois num momento desses eu sei que ele não queria que nós ficássemos preocupados.

Hoje quando minha irmã me ligou ela disse que nosso pai havia ligado para ela no sábado pra informá-la da operação. Me disse que ele começou a dizer que se a operação desse errado que sei lá o que ficaria como usufruto e que ela começou a chorar quando ele disse isso… acho que minha irmã voltaria a chorar me contando de novo, se nossa ligação não tivesse caído. Nosso pai já tem 64 anos e foi a primeira vez que me toquei que pais não são eternos.

Quando cheguei em casa liguei pra esposa do meu pai, que contou com mais detalhes o que minha irmã já havia me dito. Ela me tranquilizou bastante, disse que durante a operação o ecocardiograma já mostrava que o coração dele estava bem. Ela ainda não havia visto ele após a operação, só poderá ver amanhã às 11 da manhã. Foi quando eu entendi a gravidade da situação! Ele deixou de receber um transplante de válvula cardíaca para apenas fazer uma “operação plástica” na válvula. Eu sabia que ele teria de ter os ossos cortados, abrir a caixa toráxica e colocar o bisturi no coração (se algum médico ler isso, favor me corrigir, a medicina avança tão rápido que as vezes estou equivocado) mas nem pensei em transplante, rejeição, remédio pra evitar rejeição pelo resto da vida e outras complicações.

Como quinta-feira é feriado no Rio (Consciência Negra, feriado que o Lula criou), minha irmã está pensando em ir pra BH e passar o fim de semana com nosso pai. Aqui em São Paulo também é e dependendo de como for a recuperação dele eu também vou.

Moedas Canadenses

Hoje minha irmã chegou do Canadá e o Thalles, seu noivo, me trouxe 3 moedas de 1 dólar canadense (loonie), 17 moedas de 25 centavos de dólares (quarter), 2 moedas de 10 centavos (dime), 2 moedas de 5 centavos (nickel) e uma de um centavo (penny), todas diferentes uma das outras. Também me trouxe uma de 1 dólar antigo (voyageur).

Fiquei impressionado com a quantidade de moedas comemorativas no Canadá, a maioria de 25 centavos. A moeda de 50 centavos (fifty-cent piece ou half-dollar) quase não é utilizada e tem gente que não aceita por não conhecer. Eles também têm moeda de 2 dólares (toonie ou twoonie) e não têm nota de 1 e 2 dólares, para incentivar o uso de moedas. Todas as moedas são escritas em inglês e francês.

São tantas moedas comemoriativas que existem diversos clubes numismáticos, livros e catálogos. Tem um livro, chamado Charlton’s Standard Catalogue of Canadian Coins, que pelo 63º ano publica uma lista de moedas do Canadá.

Nessas procuras encontrei 3 livros que devem ser super interessantes:

Ahh, eles também me trouxeram uma moeda do “Maid of the Mist“, nas cataratas do Niágara (aquela que o Pica Pau desce de barril). É uma moeda de 1 centavo de dólares dos Estados Unidos prensada, muito interessante.

Também ganhei uma moeda/medalha comemorativa dos 100 anos do Royal Canadian Mint (seria a “Casa da Moeda” do Canadá).

Eles vão casar

Foi por apenas 1 ano que convivi com o Zé Paulo. O pai dele é bancário e foi transferido para São João del-Rei em 1998. Em 1999 nós cursamos o 3º ano juntos e no ano seguinte eu comecei a faculdade em São Carlos e ele em Florianópolis. Antes de começar a faculdade, eu e Marcelo passamos duas semanas em Florianópolis e fizemos nossa estadia na casa dele, depois disso passamos a conversar apenas pela Internet.

Chegou a existir um LennonZ @ TNT, que contava com a ajuda do Dr. Cléber Simm, renomado físico nuclear, mas como muitos sites na Internet, virou pó.

Em minha sala de faculdade eram 60 alunos, mas nenhum se comparava ao jeito singular de ser do LennonZ, talvez o Claus, mas mesmo assim eram estilos bem diferentes. Diversas vezes jogamos RPG na casa dele e outras várias vezes a turma se reunia na casa da Gisela, onde rolava música, vinho e Imagem & Ação.

Agora é mais um amigo que vai se casar… mas como não poderia deixar de ser, não será um casamento tradicional de vel e grinalda, mas um casamento druídico ao ar livre.

Se tudo der certo, eu e Marcela estaremos de férias nessa data. Quem sabe não rola uma segunda visita à Florianópolis?

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