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The Red Pill

De todos os filmes que já assisti, Matrix foi o que vi mais vezes. Estava na faculdade quando foi lançado e naquela época sobrava tempo para lazer. Cheguei até a decorar várias falas …

Ta certo que é uma ficção científica, mas tem alguns ensinamentos. Na época isso era muito comentado, hoje caiu no esquecimento.

Muitas analogias podem ser feitas com a Trinity, que mostra ao Neo que o mundo não é como ele imagina e da a ele a opção de continuar vivendo essa vida tranqüila ou tomar a pílula vermelha e viver a vida de verdade, com todos os riscos e novos desafios.

Preciso assistir esse filme novamente!

[Mau] Educação no Brasil

O nosso excelentíssimo ministro da educação Aloizio Mercadante estava feliz da vida com a aprovação da cota de 50% nas universidades públicas para quem estudou todo o ensino médio em escola do estado e disse:

“Os alunos da escola pública vão poder fazer medicina nas melhores universidades do Brasil, ou engenharia, ciências da computação. Pela primeira vez na história, as melhores universidades vão se abrir pros alunos da escola pública.”

Catzo, melhora o ensino público!!!! Nivela por cima, não por baixo!

Estudei 10 anos de minha vida em escola estadual, cursei ciência da computação em universidade federal e quando entrei não havia cota alguma… foi na competência mesmo.

Que mania esse governo tem de tapar o problema com a peneira… se os alunos da escola pública não estão conseguindo entrar mais nas universidades federais o problema não está na alta qualidade das universidades federais, mas na baixa qualidade da escola pública!

Colocar alunos menos qualificados nas universidades vai diminuir a qualidade da universidade, não irá aumentar a qualidade do ensino…

Essa política terrorista de congelar salário de professores universitários, propor reajustes inferiores à inflação e descontar dias em greve é uma demonstração da prioridade que o governo dá para a educação no Brasil.

Como tratar a voz fina de um homem

Semana passada dei uma entrevista pra Band, para uma matéria sobre “Como tratar a voz fina de um homem“. Comentei com amigos da matéria e ninguém acreditou que eu tinha a voz fina como a do Anderson Silva, lutador campeão de MMA.

Poisé… Eu já estava na faculdade, com 20 anos, quando minha mãe ficou sabendo de um foniatra em Belo Horizonte e sugeriu que eu fosse lá.

Eu fazia faculdade em São Carlos (SP) e nas férias ou nas greves voltava para São João del-Rei (MG), indo no foniatra uma vez por semana. Até postei algumas vezes no blog (poisé, já tenho este blog há mais de 10 anos).

Fiz o tratamento com o Dr. Elisio Nascimento Batista, um dos 4 profissionais da área de foniatria que fizeram a história desta especialidade no Brazil, como conta a Union of the European Phoniatricians (UEP):

The most important personalities in Brazil are certainly Dr. Pedro Bloch, who was the first phoniatrician of the country, Dr. Mauro Spinelli , who has developed an important work, promoting the school for Phoniatry of PUC-SP, Dr. Elisio Nascimento Batista, who has organized the first governmental clinic center for phoniatry not associated with any university and Dr. Paulo Pontes who has implemented and developed the school for phonosurgical procedures in the last decades.

Dr. Elisio Nascimento Batista was full professor of the Department for Phoniatry of the Speech-Language Pathology course at the Isabela Hendrix Institute (Instituto Metodista Isabella Hendrix). He has created the Minas Rehabilitation Association (Associacao Mineira de Reabilitacao), a non profit organization that provides free assistance to children with communication disorders. In 1969, he founded the Institute for Voice and Speech (Instituto da Voz e da Fala), a private center in the area of phoniatry.

Eu ia no Instituto da Voz e da Fala, conversava 1 hora com o Dr. Elísio e saía de lá cheio de exercícios vocais para fazer. Para se ter idéia, o CRM dele é 333-7 (inscrito em 08/01/1962, segundo o CRM MG) e este ano fez 50 anos de formado!

Pelo visto funciona, pois ninguém que não me conhecia na época acredita que eu já tive voz fina…

Pátria Madrasta Vil

Redação da universitária Clarice Zeitel Vianna Silva, de 26 anos, estudante de direito na UFRJ. Foi eleita a melhor redação dentre as 41.329 enviadas para o concurso de redações para universitários brasileiros promovido pelo jornal Folha Dirigida e pela UNESCO Brasil com um tema de inquestionável relevância para o futuro deste milênio: como vencer a pobreza e a desigualdade. Um livro trilingue com as 100 melhores foi publicado e está disponível gratuitamente para lentura.

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

Há quem diga que “dos filhos deste solo és mãe gentil.”, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não “tapa o sol com a peneira”. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro
pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com
a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

O Estado e o estudo

24 de Fevereiro de 1999, 3º ano do 2º Grau, 17 anos

Em um país socialista o Estado banca todas as fases da vida de um cidadão, já no capitalismo, se isso ocorresse, arruinaria com a concorrência e com as empresas privadas. Mesmo assim, o Estado tem de controlar algumas fases, como é o caso da educação e da saúde.

Se a postura do Estado é dar a educação necessária para que um cidadão exerça uma profissão, esse benefício não pode ser dado para quem o estado quer, mas para quem precisa e tem condições de recebê-lo. Assim sendo, tanto o pobre quanto o rico têm direito a uma vaga em uma universidade federal, disputada democraticamente. Ambos têm de receber o mesmo tratamento, já que um não é melhor do que outro e os dois pagam os mesmos impostos.

Atualmente o número de vagas em universidades públicas é bem menor do que o número de estudantes (ricos ou pobres) que querem ter uma profissão. Por causa disso, só quem está mais bem preparado, geralmente quem tem dinheiro para pagar um cursinho ou uma boa escola, entra na universidade pública. Os estudantes que têm menos recursos acabam não conseguindo entrar e como não têm renda suficiente para pagar uma particular, ficam sem estudar, mesmo tendo os mesmos direitos que os ricos.

Nas universidades particulares os pobres não entram por falta de recursos, mas os ricos entram. Então, para que um rico entra em uma universidade pública, tiradando a vaga de um pobre que não tem como entrar na universidade particular? Já que o Estado tem de oferecer estudo tanto para o rico quanto para o pobre, o rico não pode ser obrigado a estudar em uma universidade particular, mas se tivesse o bom senso de estudar lá, talvez hoje o Brasil não fosse tão subdesenvolvido.

Carta – Redação do Vestibular Unicamp 1995

8 de Julho de 1999, 3º ano do 2º grau, 17 anos

Redação sobre o tema da prova de vestibular da Unicamp de 1995:

Na luta contra a Aids defrontam-se os rigorosos, que exigem respeito aos princípios preventivos básicos e corretos, contra os complacentes. Aqueles exaltam o valor do relacionamento sexual responsável, o combate efetivo à toxicomania e a adequada seleção de doadores de sangue. Os outros preconizam coisas mais agradáveis, como por exemplo o emprego desbragado e a doação gratuita de camisinha, a distribuição de seringas com agulhas a drogados e a perigosa, além de problemática, lavagem delas com água sanitária. Agora, os permissivos, que não estão obtendo qualquer vitória, pois a doença afigura-se cada vez mais difundida, ganharam novo aliado: o Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN), que concordou com o fornecimento de seringas e agulhas, sem ônus, aos viciados. Portanto, esse órgão público associou ilegalidade à complacência.
(VICENTE AMATO NETO, médico infectologista, Painel do Leitor, Folha de S. Paulo, 18/09/94)

A carta acima fez referência a uma proposta polêmica do CONFEN (Conselho Federal de Entorpecentes): o fornecimento gratuito de seringas e agulhas a viciados em drogas injetáveis.
a) Caso você concorde com a proposta da CONFEN, escreva uma carta ao Dr. Vicente Amato Neto, procurando convencê-lo de que ela pode de fato contribuir para evitar a disseminação do vírus da Aids.
b) Caso você discorde dessa proposta, escreva uma carta ao presidente da CONFEN, procurando convencê-lo de que ela não deve ser posta em prática.
Ao desenvolver sua redação, além de expor suas opiniões, você deverá necessariamente levar em consideração a coletânea a seguir.

1. Graças a uma legislação liberal, a maior cidade Suíça (Zurique) criou uma área especial – Letten, uma estação de trens desativada – onde é possível comprar e usar heroína em plena luz do dia. (…) Desde 1992, quando os junkies* se mudaram da Platzpitz, uma praça no centro da cidade, para Letten, o consumo não pára de crescer – um fato atestado pelas 15.000 seringas descartáveis distribuídas diariamente na velha estação. A única vantagem é que a distribuição reduziu o ritmo de disseminação da Aids.
[*junkies: termo inglês que significa drogados.]
(O pico à luz do dia, VEJA, 07/09/94)

2. Em nosso país, exige-se o diploma para que alguém aplique injeção endovenosa, porque pessoas não treinadas criam perigosas situações para si ou para outros, ao realizar inoculações. Fornecer agulhas e seringas a pessoas não habilitadas para seu uso é como dar um carro a menores de idade, ou uma arma a quem não sabe utilizá-la. Isso é pelo menos indesejável para a sociedade, além de ser ilegal. No caso, a ilegalidade se tornaria incontrolável, pois o distribuidor dos medicamentos e agulhas seria o próprio Estado.
A proposta de um programa como esse não leva em conta a realidade, causando desperdício de recursos já precários. Tais propostas são feitas por pessoas que nunca viram, de fato, como funciona uma “roda”, provavelmente dirigentes sem formação médica e sem assessoria adequada (sociológica etc). Não é difícil adivinhar que se trata de um plano que só beneficia vendedores de agulhas e seringas e burocratas de escritório, não tendo qualquer conseqüência para a epidemia da Aids.
[*roda: prática, comum entre drogados, que consiste no uso de uma mesma seringa por várias pessoas.]
(adaptação de VICENTE AMATO NETO & JACYR PASTERNAK, ‘A doação de seringas e agulhas a drogados’, O ESTADO DE S. PAULO, 05/09/94)

3. A distribuição de seringas para usuários de drogas pode diminuir pela metade a taxa de propagação do vírus da Aids neste grupo de risco. A conclusão é de uma pesquisa realizada na Universidade John Hopkins, de Nova York, que envolveu 22 mil pessoas em vários bairros nova-iorquinos.(…)
Antes do programa, uma seringa era emprestada, alugada ou vendida em média 16 vezes nos bairros onde foi feito o controle. O programa reduziu este número em quatro vezes.
Existem 200 mil usuários de drogas injetáveis em Nova York, metade deles infectados com o vírus da Aids.
(Programa corta em 50% taxa de infecção de HIV, “Folha de S. Paulo”, 02/11/94)

4. [No futuro, pagaremos] caro pela ignorância e irresponsabilidade do passado. Acharemos inacreditável não havermos percebido em tempo, por exemplo, que o vírus da Aids, presente na seringa usada pelo adolescente da periferia para viajar ao paraíso por alguns instantes, infecta as mocinhas da favela, os travestis na cadeia, as garotas da boate, o meninão esperto, a menina ingênua, o senhor enrustido, a mãe de família e se espalha para a multidão de gente pobre, sem instrução de higiene. Haverá milhões de pessoas com Aids, dependendo de tratamentos caros e assistência permanente. (…)
(DRAUZIO VARELLA, ‘A era dos genes’, “Veja 25 anos” – Reflexões para o futuro, 1993)

São João del-Rei, 8 de Julho de 1999

Prezado senhor,

Lendo o jornal “Folha de S. Paulo” do dia 18 de setembro de 1994, deparei-me com um artigo do Dr. Vicente Amato Neto que falava sobre o Conselho Federal de Entorpecentes (Cofen). Sou totalmente contra a distribuição de seringas e agulhas descartáveis aos drogados, já que um erro não justifica outro. A AIDS é, realmente, um problema grave, que infectará milhões de pessoas no futuro, mas a droga é muito pior, pois causa uma certa demência no usuário. Em alguns países como Suiça ou Estados Unidos, um projeto semelhante foi aplicado, o número de casos de AIDS diminuiu, mas o número de drogados subiu consideravelmente. Com o projeto, o senhor estará violando uma lei brasileira, que diz que para aplicar injeção intravenosa, é necessário ter diploma, pois por um descuido ou falta de informação, uma injeção mal aplicada pode causar sequelas ou até mesmo a morte.

Antes de colocar este projeto em prática, o senhor deveria participar de uma roda de drogados, não como usuário, mas como um simples curioso, e olhe o que realmente acontece. Na primeira dose, até que vai, o drogado pegará um seringa descartável e a usará, mas depois da segunda dose, ele já estará tão doido que nem pensará em ver se a droga está diluída ou não, se a seringa está limpa, cheia ou vazia. Num momento destes, o drogado pensará apenas em pegar a primeira seringa que ver na sua frente.

A AIDS mata aos poucos, a droga mata com um sofrimento muito maior, até mesmo para os amigos e familiares. Com este projeto, o senhor estará apenas incentivando o uso da droga, que os governantes lutam tanto para inibir seu consumo.

Atenciosamente,

Henrique Cintra

Carta – Redação do Vestibular Unicamp 1996

10 de Julho de 1999, 3º ano do 2º grau, 17 anos

Esta redação é em resposta a uma questão do vestibular da Unicamp em 1996:

Durante o ano de 1995, intensificou-se no Rio de Janeiro a onda de violência e seqüestros. Uma das respostas a essa onda de violência foi a Manifestação Reage Rio, realizada no dia 28 de novembro como um grande ato público a favor da paz. Na semana seguinte, em artigo publicado na página 2 da “Folha de S. Paulo”, o jornalista Josias de Souza escreveu a esse propósito:

“O Rio que paga a carreirinha de coca é o mesmo Rio que foge do seqüestro, eis a verdade. Diz-se que a violência vem do morro. Bobagem, tolice. Como a passeata do Reage Rio, a violência também é obra do carioca bem-posto. (…) Dois dos objetivos palpáveis do Reage Rio são o reaparelhamento da polícia e a urbanização das favelas. Erraram o alvo. Estão mirando na direção errada. (…) Pouco adianta dar novos 38 à polícia se não for interrompido o fluxo de dinheiro que garante os AR-15 do tráfico.”
(“O Rio cheira e berra”, 5/12/95)

Essa análise é polêmica e você deverá levá-la em consideração ao optar por uma das duas tarefas a seguir:

– concordando com a opinião do jornalista, escreva-lhe uma carta, apresentando argumentos que o apóiem.
– se você acha que o ato público cumpriu seus objetivos, escreva uma carta aos organizadores, elogiando a iniciativa, defendendo sua validade e rebatendo os argumentos do jornalista.

Todos os textos transcritos a seguir foram publicados na imprensa alguns dias depois da Manifestação Reage Rio, e são relevantes para que você possa formar uma opinião. Ao escrever sua carta, considere os argumentos expostos nessa coletânea e outros que você achar pertinentes.

1. Cerca de 70 mil pessoas participaram da manifestação Reage Rio, um apelo para que acabem a violência e os seqüestros no Rio de Janeiro. Os organizadores, entre eles o Movimento Viva Rio, esperavam 1 milhão de pessoas. Mas a chuva atrapalhou. A caminhada, na Avenida Rio Branco, reuniu representantes de toda a sociedade civil. “Foi um sucesso”, disse o sociólogo Hebert de Souza, o “Betinho”. O governador Marcello Alencar e o prefeito César Maia não participaram. Nos últimos nove meses, a polícia registrou 6.664 assassinatos no Rio.
(Clipping do Estadão, Destaques de Novembro/95)

2. “Foi um extraordinário marco a marcha no Rio, onde, pela primeira vez, a politização da violência ganhou ares populares. Mesquinho e subdesenvolvido restringir o debate ao número de participantes. Mais importante, muito mais, foi o debate que suscitou e a sensação de que o combate ao crime não é apenas um problema oficial.”
(Gilberto Dimenstein, “Chute no Saco”, “Folha de S. Paulo”, 10/12/95)

3. “Houve uma grande ausência na passeata de terça-feira passada no Rio de Janeiro. Faltou uma palavra mágica, aquela que daria sentido a toda aquela movimentação. (…) A palavra que faltou é: DROGAS. A passeata era contra a violência. Ora, qual a causa magna da violência no Rio, a causa das causas? Resposta: drogas. (…) A originalidade do Rio está em ter realizado uma passeata contra a escalada do crime, a incrível escalada que, sob o impulso e o império da droga, ocorre em várias partes, sem dar nome ao problema. E não se deu o nome porque, se se desse, não haveria passeata. (…) O que aconteceria se se anunciasse uma passeata contra as drogas? Muitos não iriam. No mínimo para não parecer careta, ou seja, ridículo. Mas também porque muita gente não é contra – é a favor das drogas. (…) Sendo assim, como fazer uma passeata contra a droga? Melhor é fazê-la contra a ‘violência’ e pela ‘paz’. Quem pode ser contra a paz?”
(Roberto Pompeu de Toledo, “Faltou dizer por que não se tem paz”, “Veja”, 6/12/95)

4. “O lado bom do Rio é a natureza fantástica, o povo que é alegre e descontraído, aceita e vive a vida como ela é. O lado ruim é a miséria que se alastra por toda a cidade, exigindo uma solução, com nossos irmãos trepados em barracos pobres, olhando a cidade dos ricos como uma miragem a seus pés. E a solução não está nas brigas políticas de superfície, mas na revolução; a revolução que não pode ser feita agora. (…)
Fui à passeata Reage Rio porque me convidaram. Queriam que fosse num carro, mas preferi andar no meio das pessoas. A caminhada não foi propriamente um protesto mas uma advertência sobre o que está acontecendo, sem solução. Enfim, o problema da miséria é grave e uma pessoa com um pouco de sensibilidade não pode se sentir feliz diante disto.”
(Silvio Cioffi, “Só revolução resolve a miséria, diz Niemeyer”, “Folha de S. Paulo”, 21/12/1995)

5. “Quem não acredita na força do pensamento positivo ganhou na quinta-feira, 30, um bom motivo para mudar de idéia. Menos de 48 horas depois da Caminhada pela Paz, que parou a cidade e mobilizou milhares de pessoas contra a violência – 60 mil, segundo a polícia, e 150, segundo os organizadores -, foi resgatado o estudante Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira Filho, seqüestrado trinta e seis dias antes. (…) A mãe de Eduardo Eugênio elogiou a atuação da polícia mas dedicou especial gratidão aos participantes da caminhada.”
(Eliane Lobato, “Guerrinha pela paz”, “lsto É”, 6/12/95)

São João del-Rei, 10 de Junho de 1999

Prezados senhores organizadores do Reage Rio,

Lendo o Jornal Folha de São Paulo do dia cinco de dezembro, deparei-me com uma matéria da autoria do senhor Josias de Souza, na página 2 do referido jornal. Esta matéria causou-me certa surpresa, pois, além de ter participado do Reage Rio, havia considerado a manifestação um sucesso, além de ser, é claro, um ato nobre de toda a sociedade.

Acredito serem os senhores homens formados, de cultura, homens “bem postos”, não me vem à cabeça a imagem dos senhores sequestrando, assaltando ou matando alguém, a violência é causada por pessoas de um nível social abastardo, que precisam da violência para sobreviverem. A droga é a alma da criminalidade, mas se a passeata fosse contra as drogas, não haveria passeata, muitos não iriam, alguns são até a favor das drogas! O senhor Josias defende que não adianta reaparelhar a polícia, mas esta é a solução a curto prazo mais viável. Com a polícia equipada, os policiais estarão equiparados aos traficantes. Uma favela é um emaranhado de casas amontoadas umas nas outras, os traficantes têm visão e controle de tudo, além de fartos esconderijos, mas os policiais têm dificuldade de se locomoverem lá dentro. Com a urbanização, a polícia teria como agir rapidamente, não seria tão fácil para os criminosos se esconderem e com a prisão destes indivídulos, a violência do Rio de Janeiro seria diminuída consideravelmente.

O movimento Reage Rio alcançou todos os seus objetivos, representantes de toda a sociedade compareceram, qualquer pessoa com um pouco de humanidade não se sentiria bem sabendo que em nove meses ocorreram 6.664 assassinatos no Rio. O movimento mostrou que o combate à criminalidade não é um problema estritamente público, a sociedade deve participar também. O êxito do movimento demonstrou-se quando, menos de 48 horas depois, o estudante sequestrado Eduardo Eugênio foi libertado. Este foi um movimento louvável de pessoas que não aguentam mais conviver com tanta violência.

Atenciosamente subrescrevo-me,

Henrique Cintra

Cursos de Especialização em Computação

Repassando a mensagem que recebi da lista de ex-alunos da UFSCar:

A Universidade Federal de São Carlos está oferecendo novas turmas para os Cursos de Pós-Graduação “Lato-Sensu” em Computação, indicado a profissionais de mercado da área de suporte que sejam portadores de diploma de curso superior.

Para esse ano (2011) estaremos oferecendo uma nova turma para o curso de especialização em REDES DE COMPUTADORES e uma nova turma para o curso de DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE PARA WEB.

As aulas serão realizadas as sextas feiras a noite e aos sábados pela manhã, de acordo com o calendário letivo, no Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos, sito a Rodovia Washington Luiz, km 235 em São Carlos-SP.

O Curso estará sendo oferecido para um número máximo de 40 alunos.

Além dos objetivos de capacitação técnica dos profissionais, são também objetivos deste Projeto de Extensão o estabelecimento de um fórum para a interação do grupo de profissionais com problemas semelhantes, que é o caso dos técnicos de redes/suporte e os técnicos em desenvolvimento de software.

As inscrições para os cursos de pós-graduação lato sensu em computação podem ser feitas pessoalmente na Secretaria de Extensão no Departamento de Computação da UFSCar ou submetidas de forma eletrônica pelo site do Curso. Vale observar que devem observar a data limite, que é o dia 04 de dezembro de 2010.

Coloco-me a disposição de V.Sa. para maiores esclarecimentos, sendo que informações adicionais podem ser obtidas em http://latosensu.dc.ufscar.br ou por envio de mensagem a [email protected] ou ainda pelos telefones: Secretaria de Extensão (16) 3351-9494 (das 14h as 18h – de segunda a quinta e das 14h as 23h as sextas e das 8h as 12h aos sábados, com Bruna) ou então pela Secretaria de Pós-Graduação (16) 3351- 8233 (das 8h as 12h e das 14h as 18h, de segunda a sexta, com Cristina)

Prof. Dr. Sergio Donizetti Zorzo
(telefone 16-3351-8610)
UFSCar

Drive do Wii a partir do Número Serial

Achei no site WiiDrives uma página onde você digita os 6 primeiros caracteres do número serial do Nintendo Wii (2 letras e 4 números) e ele diz qual é o drive do Wii e quais chips de desbloqueio vão funcionar nele.

No meu caso existe 100% de chance do drive ser um D2E, podendo ser desbloqueado pelos seguintes chips:

  • D2Pro9 v2 (D2C2), v3 (D2E) – D2A, DMS, D2B, D2C, D2C2, D2E
  • Wasabi – D2A, DMS, D2B, D2C, D2C2, D2E
  • Wiizard – D2A, DMS, D2B, D2C, D2C2, D2E
  • D2Sun v1.31+, v3+ – D2A, DMS, D2B, D2C, D2C2, D2E
  • D2Lite – D2A, DMS, D2B, D2C, D2C2, D2E
  • WiiKey 2 – D2A, DMS, D2B, D2C, D2C2, D2E
  • DriveKey – D2A, DMS, D2B, D2C, D2C2, D2E, D3
  • Wasabi DX – D2A, DMS, D2B, D2C, D2C2, D2E, D3

Já li e ouvi falar muito bem do Wasabi DX, mas ele custa, no Canadá, 60 dólares com o clip que encaixa em cima do chip do Wii. Só o Wasabi DX sem o clip custa 45 dólares.

Outra ótima opção é o DriveKey, que custa 45 dólares (a versão de 0 ohms, que roda os jogos originais).

Vade Mecum 2009

Nunca soube o motivo do Vade Mecum do Rideel ser tão procurado pelos estudantes de direito até que minha irmã,  advogada, me explicar. É como se fossem os livros de Tanembaum ou Deitel & Deitel que temos na área de computação, a bíblia de referência.

É tão importante que a Livraria Saraiva tem uma edição do Vade Mecum, reeditata todo ano: Vade Mecum 2009, Vade Mecum 2008, Vade Mecum 2007 e assim por diante.

Mas estou escrevendo esse post pois hoje vi nas Lojas Americanas uma super promoção neste livro, que está saindo pela irrisória quantia de R$ 14,90!

Vade Mecum 2009 em promoção

Com um preço desse nem vale a pena procurar pra fazer download!

Resultado vestibular UFPR 2009

Mais um serviço de utilidade pública: o resultado do vestibular 2009 (processo seletivo 2008/2009) da Universidade Federal do Paraná – UFPR já está disponível neste link.

O resultado da primeira fase com os 15.809 candidados aprovados (convocados para a segunda fase) está aqui.

Concurso Faetec 2009

Entraram nesse site procurando sobre o concurso para a FAETEC. É a Fundação de Apoio à Escola Técnica do estado do Rio de Janeiro.

A inscrição para o processo seletivo de alunos, para o ano de 2009, só pode ser feita pela Internet, pelo site da FESP, preenchendo o formulário.

As vagas são pra:

  • Educação Infantil (creche e pré-escola)
  • Ensino Fundamental
  • Ensino Médio Concomitante e Subseqüente
  • Pós-Técnico (Enfermagem do Trabalho)
  • Vestibular para os Institutos Superiores de Tecnologia
  • Vestibular para os Institutos Superiores de Educação
  • Vestibular para o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO)

As inscrições são gratuitas para educação infantil e ensino fundamental. Para ensino médio e pós-técnico a inscrição custa R$ 25,00 e deve ser paga por boleto bancário e para ensino superior custa R$ 30,00, também devendo ser paga por boleto bancário.

A data para pedido de isenção de matrícula é até depois de amanhã, 5 de Dezembro. Pode pedir isenção quem tem renda familiar inferior a R$ 622,50. O resultado do pedido sai dia 12 de Dezembro.

Não vou opinar sobre o sistema de cotas, mas é o seguinte:

Os candidatos às vagas dos cursos superiores que solicitarem a pré-inscrição no sistema de reserva de cotas, de acordo com as Leis Estaduais nº 4151/2003 e 5074/2007, deverão obrigatoriamente, participar do processo de isenção de taxa de inscrição. O sistema de cotas prevê que serão reservadas 45% das vagas aos candidatos carentes, distribuídas da seguinte forma: 20% para estudantes oriundos da rede pública de ensino, que tenham cursado integralmente todas as séries do 2º ciclo segmento do ensino fundamental em escolas públicas de todo território nacional e, ainda, todas as séries do ensino médio em escolas públicas municipais, estaduais ou federais situadas no estado do Rio de Janeiro ou que tenham cursado em estabelecimentos particulares com bolsa de estudo total; 20% para estudantes negros, que assim se autodeclararem no ato da inscrição. 5% para pessoas com deficiência nos termos da legislação em vigor ou pessoas nascidas no Brasil pertencentes a povos indígenas ou filhos de policiais civis, militares, bombeiros militares e de inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos em razão do serviço.

Eles vão casar

Foi por apenas 1 ano que convivi com o Zé Paulo. O pai dele é bancário e foi transferido para São João del-Rei em 1998. Em 1999 nós cursamos o 3º ano juntos e no ano seguinte eu comecei a faculdade em São Carlos e ele em Florianópolis. Antes de começar a faculdade, eu e Marcelo passamos duas semanas em Florianópolis e fizemos nossa estadia na casa dele, depois disso passamos a conversar apenas pela Internet.

Chegou a existir um LennonZ @ TNT, que contava com a ajuda do Dr. Cléber Simm, renomado físico nuclear, mas como muitos sites na Internet, virou pó.

Em minha sala de faculdade eram 60 alunos, mas nenhum se comparava ao jeito singular de ser do LennonZ, talvez o Claus, mas mesmo assim eram estilos bem diferentes. Diversas vezes jogamos RPG na casa dele e outras várias vezes a turma se reunia na casa da Gisela, onde rolava música, vinho e Imagem & Ação.

Agora é mais um amigo que vai se casar… mas como não poderia deixar de ser, não será um casamento tradicional de vel e grinalda, mas um casamento druídico ao ar livre.

Se tudo der certo, eu e Marcela estaremos de férias nessa data. Quem sabe não rola uma segunda visita à Florianópolis?

Saudosismo e desabafo

Meu blog tem quase 2.100 posts e quase 8 anos de existência. Tive ele durante quase todo meu período de faculdade, quando blog ainda era desconhecido da massa. Quando começei a postar não dava para colocar título nos posts e nem categorizá-los.

Agora estou aos poucos definindo títulos paras páginas antigas e categorizando os que estão sem categoria. É um trabalho que vai longe… bem demorado e cansativo… mas o pior de tudo é o saudosismo que bate!

Dá uma saudade da faculdade, dos amigos, das festas, das aulas, dos trabalhos, dos estudos, das farras, da república, de São Carlos…

Ahhh como a vida é curta e passa rápida demais!

Eu sou um maldido workaholic em uma maldita metrópole longe de meus pais, longe de meus irmãos, longe de meus amigos, distante de meus amigos de faculdade! Distante de meu sonho utópico de utilizar a computação para transformar o mundo em um lugar melhor.

O que eu fiz da minha vida desde que saí da faculdade, desconsiderando-se a felicidade diária que é minha filha? Trabalhei… ganhei dinheiro… fiz dois raftings… fui em alguns casamentos… algumas festas de aniversário… financiei um apartamento… fiz um MBA… trabalhei mais… e mais… e mais…

O que houve com as saídas com os amigos, as idas em bares, os banhos de cachoeira, as conversas jogadas fora, as discussões filosóficas, os jogos, as brincadeiras? Que saudade eu tenho dos fins se semana em que ia para São João del-Rei e jogava Imagem & Ação enquanto tomava vinho com meus amigos!

Na minha primeira entrevista de estágio, em uma empresa de São Carlos, o dono da empresa me perguntou: “o que você quer estar fazendo daqui a 10 anos?” e eu não soube responder. Agora estou pronto para responder essa questão.

Justiça Brasileira e o Jockey Club de Uberaba

Eu já falei várias vezes neste blog do caso do Felipe, irmão de companheiro de república, que morreu eletrocutado em uma festa no Jockey Clube de Uberaba.

Neste mês a Carta Capital tem na sessão Sociedade (mais) um desabafo do pai dele.

Os indiciados que ele fala são o presidente do Jockey Park Club, Luiz Augusto Cipriano Coelho, os diretores sociais Fernando Alves Pimenta e Marcelo Augusto Teodoro de Andrade, o gerente administrativo Francisco Nazareno Gonçalves e duas pessoas responsáveis pelas instalações elétricas: o engenheiro Nilson Luiz Gonçalves da Silva e o eletricista José Edson Silvano.

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