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Como limpar moedas

Agora eu tenho uma penquena coleção de moedas britânicas e de euro, como já disse nesse post.

No entanto a maioria das moedas estão bem encardidas e eu gostaria de limpá-las.

Todos os colecionadores de moedas pregam que nunca deve-se limpar uma moeda, pois isso retira a pátina que se acumulou durante anos ou décadas na moeda, reduzindo seu valor para colecionadores em aproximadamente 90%. Sem contar que também retira a proteção natural criada durante a cunhagem.

Como não sou um colecionador sério, as moedas são mais lembranças de viagem que qualquer outra coisa, resolvi limpá-las.

Após pesquisar na Internet, achei três sites interessantes:

Adaptei os procedimentos dos dois sites em inglês e fiz o seguinte:

  1. lavei as moedas com água corrente e detergente (de lavar louça)
  2. fiz uma solução de vinagre branco, sal e suco de limão, deixei as moedas lá por aproximadamente 2 minutos
  3. lavei novamente as moedas com água corrente e detergente
  4. passei um pouco de limpa-inox para tentar dar um brilho
  5. lavei novamente com água corrente e detergente
  6. passei em uma pasta grossa de bicabornato de sódio e água
  7. lavei de novo

Nas moedas de cupro-níquel (as prateadas) o resultado foi excelente. Nas revestidas de bronze ou ouro nórdico (as douradas) elas perderam bastante a cor dourada e ficaram meio opacas. Nas revestidas de cobre (as alaranjadas) a limpeza foi incrível, mas elas ficaram meio rosadas.

Na primeira fila da linha abaixo tem moedas que não foram limpas. Na segunda linha tem moedas que foram limpas pelo método acima e na última linha algumas moedas novas, não-limpas.

Limpeza de moedas

Limpeza de moedas

Cada moda tem uma composição metálica diferente, gerando cores diferentes, conforme lista abaixo:

Libras (Reino Unido)

  • one penny e two pence – aço (ferro e carbono) revestido de cobre
  • five pence, ten pence e fifty pence – cuproníquel (75% de cobre e 25% de níquel)
  • twenty pence – 84% de cobre e 16% de níquel
  • one pound – 70% de cobre, 24,5% de zinco e 5,5% de níquel
  • two pounds – 76% de cobre, 20% de zinco e 4% de níquel (anel esterno) / cuproníquel (centro)

Euro (Zona do Euro na Europa)

  • one cent, two cents e five cents – aço revestido de cobre
  • five cents, ten cents e twenty cents – 89% de cobre, 5% de alumínio, 5% de zinco e 1% de estanho
  • one eurolatão niquelado (75% de cobre, 20% de zinco e 5% de níquel) (anel esterno) / sanduíche de cuproníquel, latão niquelado e cuproníquel (centro)
  • two euro – cuproníquel (anel esterno) / sanduíche de latão niquelado, níquel e latão niquelado (centro)

Real (moedas antigas)

  • um centavo, cinco centavos, dez centavos, vinte e cinco centavos, cinqüenta centavos e um real – aço inoxidável

Real (moedas novas)

  • 1 centavo e 5 centavos – aço revestido de cobre
  • 10 centavos e 25 entavos – aço revestido de bronze (cobre e estanho)
  • 50 centavos (1998-2001) – cuproníquel (cobre e níquel)
  • 50 centavos (2002 em diante) – aço inoxidável
  • 1 real (1998 a 2001) – alpaca (cobre, níquel, estanho e prata) (anel externo) / cuproníquel (centro)
  • 1 real (2002 em diante) – aço revestido de bronze (anel externo) / aço inoxidável (centro)

Revelação de Foto com Legenda

Herdei de minha mãe a paixão pelas fotos, mas faltou a disciplina para anotar o local e data das fotos, como ela pacientemente faz. Meu avô chegava até a anotar os nomes de todas as pessoas que estavam em cada uma delas!

Foto de meu avô com comentários

Foto de meu avô com comentários

Minha primeira câmera fotográfica já foi uma máquina digital, então tiro muito mais fotos que minha mãe tirava quando eu era criança, claro. Havia tanto o limite de 36 poses por filme quanto o custo da revelação e do filme que eram bem altos!

Uma das grandes vantagens da câmera digital em relação à câmera analógica é que a digital grava a data e hora em que cada foto foi tirada. Não aquela gravação física, na própria foto, como algumas câmeras de filme mais caras faziam, mas uma gravação nas informações de metadados do arquivo JPEG, o famoso Exif.

Foto de câmera analógica com data

Foto de câmera analógica com data fixa

Diferentemente das anotações que minha mãe fazia à lápis no verso das fotos, hoje eu uso o Picasa para organizar minhas fotos, colocando comentários, os locais onde as fotos foram tiradas e até os nomes em cada rosto.

Foto no Picasa, com comentário e local onde foi tirada

Foto no Picasa, com comentário, data e local onde foi tirada

O Picasa é um programa do Google, em português e extremamente versátil, permitindo organizar, editar, dar nome aos rostos, gravar CD, criar vídeo, fazer backup, gerar álbum online, entre outros. Todas minhas fotos estão no Álbum da Web do Picasa: algumas na minha galeria pública e a maioria em galerias privadas (só quem tiver o link consegue acessar).

Meu pai, no entanto, conhece tanto de computadores e Internet quanto eu conheço de literatura azerbaijanesa, ou seja, nada. Como não moramos nem na mesma cidade, quando quero lhe mostrar alguma foto dá uma trabalheira danada… ou tenho de fazer um vídeo pra ele assistir no DVD, ou gravar um CD pra meu irmão mostrar pra ele ou revelar pra ele ver comigo.

Revelar é legal pois dá pra mostrar não apenas pra ele, mas pros amigos e pra família toda, mas volta ao problema inicial: fazer comentário, colocar local e data da foto… informações que já estão no Picasa!

A revelação ainda tem um problema grave que incomoda principalmente pessoas detalhistas como eu: há um corte na parte superior e/ou inferior da foto digital para “caber” na proporção da foto revelada. Quando mandamos as fotos digitais direto para revelação é a máquina quem decide onde cortar, se o operador não estiver com disposição de passar foto a foto e escolher o melhor corte.

Cada tamanho de foto usa uma proporção diferente, a maioria diferente da proporção das câmeras digitais:

  • Foto Digital = 4:3 ou 3:2, depende da câmera
  • Foto Digital Widescreen = 16:9
  • Foto 10×15 (tamanho padrão) = 2:3
  • Foto 13×18 (fotão) 5:7
  • Foto 15×21 = 5:7
  • Foto 20×25 = 4:5
  • Foto 20×30 = 2:3
  • Foto 30×40 = 3:4

Como sou suficientemente nerd, achei uma solução bem simples para o problema:

  1. No Picasa, exportar para uma pasta as fotos a serem reveladas
  2. Baixar e instalar a demonstração do Photoshop (válida por 30 dias)
  3. Baixar o programa gratuito Exifer e extrair o comentário das fotos
  4. Incluir no arquivo de comentários os locais onde as fotos foram tiradas
  5. Criar um script para o Photoshop que leia os comentários e as fotos, deixe escolher o que cortar e gere as fotos para serem reveladas com data, local e descrição, já no tamanho certo
  6. Executar o script no Photoshop
Resultado dos passos acima

Resultado dos passos acima

Okay, você não é nerd e ficou assustado com os simples passos acima, principalmente com o 5º? Vou explicar passo a passo como fazer cada passo e disponibilizar o script que criei para o 5º passo.

1 – Exportar fotos no Picasa

Selecione as fotos no Picasa (clique enquanto segura a tecla Ctrl para marcar mais de uma foto) e vá em “Arquivo” -> “Exportar imagem para a pasta”. Marque as opções “Usar tamanho original” e em qualidade da imagem escolha “Máximo”. Não marque a caixa de “Adicionar marca d’água”. Escolha onde você quer gravar as imagens clicando no botão “Procurar…” e defina o nome da pasta que será criada.

2 – Baixar e instalar a demonstração do Photoshop

Entre no site do Photoshop e baixe a última versão de demonstração: http://www.adobe.com/go/tryphotoshop_br

Eu já testei o script tanto no Adobe Photoshop CS3 quanto no CS4. No site só dá pra baixar a última versão, que atualmente é o CS5. O processo de instalação demora uns 15 minutos. No final ele dá a opção de informar uma chave de ativação ou testar por 30 dias. Vá na opção de testar por 30 dias, a não ser que queira pagar uma bica pela licença.

3 – Baixar o Exifer e extrair os comentários (dica do Onion Zwiebel)

Antes de usar o Picasa eu usava o também gratuito JAlbum para colocar as descrições nas fotos e o próprio JAlbum gerava um arquivo chamado “comments.properties” com esses comentários.

O Picasa não faz isso, ele grava as descrições no campo “Caption” do IPTC do arquivo JPEG, ou seja, fica gravado em outro metadado (semelhante ao Exif) internamente no arquivo da foto. O JAlbum até consegue ler essas descrições colocadas pelo Picasa mas não gera o arquivo “comments.properties” com os comentários…

A solução mais simples que encontrei para esse problema é usar o bom e velho Exifer, um programa gratuito que morreu em 2002 mas continua fazendo milagres:

  1. Entre no site do Exifer, vá em Download (no fim da página) e clique no link do Tucows pra baixar
  2. Instale e abra o Exifer
  3. Clique no botão de abrir pasta (Change Directory) e selecione a pasta onde estão as fotos a serem reveladas
  4. Selecione todas as fotos da pasta (pressione Ctrl-A ou clique na primeira foto e role para baixo segurando a tecla Shift)
  5. Vá em “EXIF/IPTC” -> “Export” -> “DESCRIPT.ION…”
  6. Marque a opção “IPTC – Description”
  7. O clicar em “OK” o Exifer vai criar um arquivo chamado “descript.ion” na pasta onde estão as fotos. É um documento de texto que pode ser editado no Bloco de Notas

4 – Incluir o local das fotos no arquivo de comentários

Existe no IPTC campos para cidade, país, região… mas o Picasa não usa eles, usa campos de coordenadas geográficas (latitude e longitude). O trampo necessário para transformar isso em nome de cidade é enorme. Fora que nem todo mundo tem saco de ficar navegando no Google Maps do Picasa pra encontrar a coordenada de cada foto… e câmeras com GPS ainda são raridade.

Pra simplificar estou pegando o local onde a foto foi tirada direto do arquivo de comentários… só que essa informação tem de ser inserida manualmente.

O script considera que a informação “local onde a foto foi tirada” é o que está após o último tracinho/hífen (-) de cada linha.

Exemplo. Considerando que vou revelar duas fotos, coloquei as duas na pasta e executei o Exifer. Ele vai gerar um arquivo descript.ion com o seguinte conteúdo:

[code=””””]IMG_1280.JPG Vulcão Eyjafjallajokull provoca filas
IMG_2739.JPG Monalisa no Musée du Louvre[/code]

Se a primeira foto foi em Madri a segunda em Paris, vou colocar essas informações no arquivo, que ficará assim:

[code=””””]IMG_1280.JPG Vulcão Eyjafjallajokull provoca filas – Madri
IMG_2739.JPG Monalisa no Musée du Louvre – Paris[/code]

5 – Criar um script que transforma água em vinho

No Photoshop Developer Center dentro do Adobe Developer Connection existe vasta referência para Photoshop Scripting.

Após ler o “Adobe Photoshop CS4 Scripting Guide” e consultando “Adobe Photoshop CS4 JavaScript Reference” fiz os dois scripts abaixo:

Os dois lêm todas as fotos de uma pasta, os comentários em um arquivo descript.ion e para cada foto verificam se a orientação é paisagem ou retrato, acrescentam uma borda branca em volta da foto, sendo maior na parte de baixo e incluem descrição, local e data nesta parte de baixo. Os scripts também deixam escolher o que será cortado, para seguir a proporção da revelação.

O segundo script calcula a idade e/ou tempo de gestação a partir da data de nascimento e data de concepção, escrevendo esta informação na parte de baixo. Utilizei esse segundo script para revelar fotos de minha filha quando ainda bebê.

Foto com o script que também calcula a idade

Foto com o script que também calcula a idade

Baixe para o computador os dois ou apenas o que irá utilizar. Pode ser para a mesma pasta onde estão as fotos que serão reveladas.

Esse script usa a fonte VT Portable Remington, que simula a tipografia de uma máquina de escrever. É necessário baixá-la e instalá-la antes do próximo passo.

6 – Executar o script no Photoshop

Finalmente a parte fácil.

No Photoshop é só ir em “File” -> “Scripts” -> “Browse”, abrir um dos dois scripts acima, selecionar a pasta com as fotos para revelar, o arquivo de descript.ion com os comentários e para cada foto acertar a região de crop (precisa clicar no “V” ou dar dois cliques pra aceitar o crop).

As fotos finais estarão dentro de uma pasta chamada “Fotos com Legenda”, dentro da pasta com as fotos para serem convertidas.

Eu não sei absolutamente nada de Photoshop e fiz o script utilizando apenas os documentos de referência de programação do Photoshop, então podem existir bugs ou formas mais eficientes de se fazer o que os scripts fazem. Sinta-se a vontade para comentar!

Placas Engraçadas

Uma das curiosidades que vimos na viagem à Europa foram as placas. Foram muitas placas divertidas, algumas placas curiosas e uma ou outra placas ridículas… isso se estivermos certos sobre o seu significado, hehehe.

No aeroporto de Madri – Espanha, por exemplo, a seta para baixo não significa que é para descer uma escada, mas que é para seguir reto. No Brasil o sentido de “seguir reto” é representado com uma seta para cima.

As placas de trânsito geralmente são bem parecidas com as nossas, mas vimos muitas com bonequinhos grandes dando a mão para bonequinhos pequenos, nas mais diversas poses e possíveis significados. No entanto vimos várias de placas de trânsito azuis um xis ou uma barra e não soubemos o significado exato.

Reúno abaixo as que mais gostamos (clique na imagem para abrir a foto original onde aparece a placa).

Sherlock Holmes, Londres e Infância

Baker Street 221bQuando ainda estava na escola, por volta da 6ª ou 7ª série eu lia muito. Gostava pra caramba de Agatha Christie e Sidney Sheldon. Foi pouco depois que o Armando me indicou o livro “Um Estudo em Vermelho”, do escritor Sir Arthur Conan Doyle. É o primeiro livro onde aparece o célebre detetive Sherlock Holmes e foi após ler este livro que apaixonei ainda mais pelas histórias de detetive.

Quando minha irmã estava montando o roteiro de Londres, o único lugar que eu não abria mão de visitar era o pequeno museu do Sherlock Holmes, na Baker Street número 221b.

Na verdade esse número nem existia na rua, mas por conta da popularidade que a casa teve, foi mais tarde criado e transformado no Sherlock Holmes Museum. Até a estão de metrô da redondeza (chamada Baker Street, obviamente) tem em sua decoração a silhueta de Sherlock Holmes.

Comprei lá o livro de bolso “The Adventures of Sherlock Holmes” por 7 libras, que tem acabamento impecável, incluindo borda dourada, como naquelas bíblias chiques. Leio no metrô, no caminho de casa-trabalho-casa e já estou quase terminando. Daria para ter comprado a coleção completa de Sherlock Holmes por 20 libras, mas este é um livro de quase 3 quilos, que deixa o volume único do Senhor dos Anéis parecendo uma agendinha…

Acabei de assistir o filme Sherlock Holmes e achei simplesmente fantástico! A amizade do detetive e seu fiel companheiro Dr. Watson foi muito bem caracterizada. No entanto achei o personagem do Dr. Watson no filme brasileiro “O Xangô de Baker Street” muito mais próximo do que eu imaginava ao ler o livro.

Estação de metrô Baker Street

Estação de metrô Baker Street

No filme tem uma hora que Sherlock Holmes descreve o trajeto que ele fez pelas ruas de Londres dentro de uma carruagem. Muito legal poder identificar os lugares, inclusive Holborn, que foi onde ficamos.

Também foi legal ver no filme a Tower Bridge sendo construída. Fomos lá, vimos as fotos e a história da construção, andamos pela sala de máquinas e subimos na passarela. Só não vimos ela abrindo.

Que saudade de Londres!

Moedas britânicas

Voltei pro Brasil com um monte de moedas britânicas. Um site legal pra consultar quais são as moedas em circulação é na página Coins Today do Royal Mint.

Na “cara” da moeda britânica sempre tem o busto da rainha Elizabete II. Existem 4 versões diferentes (a rainha vai envelhecendo né?):

  • 1953 a 1968 – design de Mary Gillick (moedas pré-decimais)
  • 1969 a 1984 – design de Arnold Machin
  • 1985 a 1997 – design de Raphael Maklouf
  • 1998 em diante – design de Ian Rank-Broadley

Tenho uma série completa de moedas emitidas entre 1998 e 2008, com o busto atual da rainha Elizabete II: 1 peny, 2 pence, 5 pence, 10 pence, 20 pence, 50 pence, 1 pound e 2 pounds.

Moedas Britânicas

Moedas Britânicas

Eles têm a tradição de mudar o design da moeda a cada 40 anos, mais ou menos. Em 2008 fizeram um design muito interessante: a moeda de 1 pound tem o brasão real da Grã Bretanha e as outras moedas têm um pedaço desse brasão. Quando dispostas uma ao lado da outra, formam o brasão:

Moedas Britânica

Moedas Britânicas (novas)

Com esse novo design eu só tenho duas: 1 penny e 20 pence.

Tenho algumas com os bustos antigos da rainha: 1 penny, new penny, 2 pence, new pence, 10 pence, 20 pence e 1 pound.

Comemorativa só tenho uma: de 50 pence comemorativa do “150th Anniversary of the Public Libraries Act”.

As moedas de 1 pound têm vários desenhos, específicos de cada país da Grã Bretanha, eu tenho 5 diferentes, de diferentes temas – brasões e ferrovias:

  • Royal Arms representando o Reino Unido, desenhado por Eric Sewell
  • Thistle e diadema real representando a Escócia, desenhado por Leslie Durbin
  • Dragão passant representando País de Gales, desenhado por Norman Sillman
  • Representação da Forth Railway Bridge dentro de uma borda de trilhos de trem, desenhado por Edwina Ellis
  • Representação da Egyptian Arch Railway Bridge dentro de uma borda de canopis de estação de trem, desenhado por Edwina Ellis

Dia tranqüilo por Paris

Hoje o dia foi bem light. Andamos muito de metrô e trem, caminhamos um bocado e conhecemos a Île de la Cité e arredores.

Fomos na Sainte-Chapelle, que tem 15 vitrais incríveis descrevendo a paixão de Cristo e o motivo da construção da capela, além de uma pinturinha de nada que na verdade é o afresco mais antigo de Paris. Pelo que consta a capela foi construída para abrigar a coroa de espinhos que Cristo usou. A cora de espinhos em si custou ao rei mais que a construção da capela…

Depois fomos para Notre Dame, subimos na torre, vimos os gárgulas, vimos o sino e descemos. Estava um frio danado lá, hoje caiu a temperatura em Paris e como ontem estava muito quente em Versalhes, não chegamos a pegar blusa hoje… hoje pegamos fila pela primeira vez, no frio, sem blusa… foi terrível!

A Catedral de Notre Dame, é enorme, mas a de Madri é muito maior e mais bonita. Acho que a Catedral de Notre Dame ficou importante mais por conta do livro de Victor Hugo do que pela sua beleza. Muitos reis franceses foram coroados em Notre Dame, isso também tem peso, claro…

Pegamos o trem até o Panthéon, um lugar incrivelmente grande onde, além de ser grande, está o Péndulo de Foucault (que em 1851, no Pantheon, foi a primeira demonstração pública de que a terra gira em torno de si) e vários franceses famosos estão enterrados, como Voltaire, Rousseau, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Marie-Curie e Louis Braile.

Depois fomos pro Jardin du Luxemburg. Um parque incrível, bem grande, com muitas flores, árvores, lagos e marrecos… um típico parque parisience. Incrível como qualquer lago por aqui tem marrecos… nos grandes além dos marrecos também têm cisnes. Como nos quadros!

Agora já estamos no albergue de novo, tomando vinho Bordeaux e comendo queijo Brie e Cambembert com geléia de framboesa e damasco… vida difícil!

Talvez hoje iremos pra algum pub ou bar aqui perto, já que será a penúltima noite em Paris. Estamos a duas quadras do Moulin Rouge, mas custa 80 euros!

Hoje também encontramos brasileiros em todos os lugares que fomos. Não sabia que haviam tantos brasileiros viajando para o exterior. Até aqui no albergue descobrimos que tem um brasileiro junto com uma japonesa. Ambos moram no Japão e estão aqui fazendo o trabalho de conclusão de curso da faculdade.

Versailles e Pick nick

Hoje fomos no Palácio de Versalles. Nem pegamos fila, por causa do Museum Pass. No entanto tivemos de pagar pela Visita Guiada, para visitar os Jardins de Versallhes enquanto as fontes funcionavam ao som de música classica e também pagamos para andar de barco no lago do Jardim de Versalles.

A guia do Palay Real disse que lá era mais bonito que no de Versalles e sou obrigado a concordar com ela. Muito mais luxuoso, decorações muito mais variadas e muito mais obras. Na verdade o que pesa é que o Palácio de Versalles foi pilhado primeiro na Revolução Francesa e depois por Hittler na II Guerra Mundial, o Palay Real de Madri está com todos os cômodos com o mobiliário que foi construído especificamente para decorar aquele cômodo!

Quando voltamos pra Paris compramos queijo brie, geléia de pêssego, baguete, biscoito e vinho Bordeaux, fomos para o Parc du Champs de Mars, na base da Torre Eiffel, pra assistir o sol se por fazendo pick-nick. Foi uma experiência única!

Amanhã como muitos museus não abrem, iremos fazer um city-tour pelas atrações que não são pra visitar.

Louvre e Arco do Triunfo

Já está tarde e preciso ir dormir pra ir pra Versalhes amanhã. O que fizemos hoje foi basicamente:

  • passamos o dia no Musee du Louvre, vimos a Monalisa, a Venus de Milo, uma múmia e inúmeras outras pinturas, quartos, mobílias, joias, tapetes, esculturas, relógios… aquilo lá é enorme!
  • fomos andando pelo Jardin des Tuileries, Place de la Concorde e Avenue des Champs-Elysées até o Arc de Triomphe, onde vimos o sol se por
  • jantamos na Champs-Elysées e voltamos pro albergue

Dia em Paris

Conseguimos acordar cedo, pegar o avião e chegar em Paris, no aeroporto de Orly. Foi a gente chegar e o aeroporto foi fechado pela polícia… parecia que era ameaça de bomba, mas meia hora depois liberaram tudo e pudemos pegar o trem pra Paris.

No quarteirão do albergue tem uma daquelas lavanderias de filme, onde coloca moedas e ela lava e seca. Não é que funciona mesmo? Gastei 1 euro pra comprar o “sabão em pó” (na verdade é um Ariel em dois tabletes, um para lavagem e outro pra pré lavagem), 3,80 euros pra lavar 6 kg de roupa (meias, cuecas, camisetas e pijama) e mais 2 euros pra secar (2 ciclos de 10 minutos cada).

O almoço foi no La Bela Luna, ou algo do gênero. Mais caro que Madri e Barcelona e menos comida também, no entanto estava muito bom: cálice de vinho, água (de torneira – que todo restaurante dá de graça), truta com arroz e vagem. A Ananda comeu Beef Bourgon com batatas, parecia bom.

Saímos do restaurante e fomos correndo ver se a roupa ainda estava na lavanderia – lá não fica ninguém, as pessoas vão entrando, colocando a roupa nas máquinas, colocando as moedinhas e saem, pra buscar depois.

Não é que estavam? Colocamos pra secar e voltamos pro albergue, felizes da vida.

Depois fomos pra Torre Eiffel e ficamos lá até depois do por do sol. Saímos de lá já era 10 da noite. Subimos e descemos até o topo várias vezes (de elevador, claro), a vista é deslumbrante, realmente!

Agora é dormir pra amanhã ir pro Louvre.

Visita a Toledo

Hoje logo cedo pegamos o trem e fomos pra Toledo.

Aquilo lá está para Madri assim como Tiradentes está para São João del-Rei. É uma cidade congelada no tempo, voltada para turistas. Suas muralhas, pontes, torres, igrejas, mesquitas, sinagogas, casas, museus, estátuas… está tudo muito bem conservado.

A Catedral de Toledo é um detalhe à parte. Por fora é apenas uma igreja gótica muito grande, mas por dentro é um verdadeiro museu. Dá pra entender porque existem tantas pinturas religiosas, era para decorar igrejas e capelas… além de casas de monarcas ou ricos, que eram muito religiosos. Lá tem pintura de Rafael, Ticiano, El Greco, Goya, Caravaggio, Van Dick.

A “sala” do coro é a mais linda que já vi, com todas as cadeiras de madeira entalhadas e em cima de cada cadeira, uma “abóboda” entalhada no mármore. Detalhe, o local é aberto, no meio da catedral, sem teto (a não ser o teto da catedral, a uns 40 metros de altura). No alto das “paredes” da sala tem dois órgãos que devem fazer um som incrível.

Tem vários reis e suas respectivas esposas enterrados lá. O mais fabuloso, no entanto, é a “catedral de ouro” que eles levam na procissão de Corpus Christi. São 16kg de ouro!!!! Fica em uma sala cheia de outros objetos de ouro, prata, cristal e até coral.

Não conseguimos ver tudo de Toledo, andamos pelos labirintos de ruas e só entramos na Catedral, no Monasterio de San Juan de los Reyes, na Sinagoga Santa María la Blanca, na Mezquita Cristo de la Luz e na Capela de San José.

Já arrumamos nossas malas, agora vamos dormir pra amanhã cedo irmos pra Paris.

Dia light em Madri

Hoje fizemos uma programação mais tranquila: visitamos a Plaza de Toros e o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia.

Foi muito legal ficar pertinho de quadros de Picasso, Miró e desta vez Salvador Dali. O bom é que diferentemente dos Museus de Miró e de Picasso, do Palácio Real e do Museu do Prado, lá no Museu Reina Sofia dá pra tirar fotos sem flash, exceto com o quadro “Guernica”, de Picasso.

No entanto a gente estava meio bêbado quando fomos lá…  almoçamos num restaurante onde o “vinho da casa” não era uma taça pra cada, mas uma garrafa pra nós dois! A truta na chapa estava muito boa, assim  como os aspargos com maionese, tomate e alface e a paeja. Deu um sono…

Encontramos 2 famílias de brasileiros no hotel, 3 brasileiras na Plaza de Toros, dois casais de brasileiro estavam no mesmo restaurante, passamos por uma família de brasileiros no Reina Sofia e no balcão de informação de lá foi um brasileiro quem nos atendeu.

Estava bem frio em Barcelona, aqui em Madri está mais quente. Ontem fez até um calorzinho e o céu abriu, ficou bem limpinho. Hoje fechou de novo e no fim do dia caiu uma garoa. A previsão pra amanhã é chuva.

Música Medieval em Barcelona

Quando fomos no bairro gótico, em Barcelona, havia um grupo de 3 músicos tocando uma música medieval que achamos que combinava perfeitamente com o local.

Museu do Prado

Hoje fomos ao Museo Nacional del Prado em Madri e passamos incríveis 8 horas lá dentro.

Nunca havia visto tanto quadro e tantas esculturas em minha vida!

Vi de perto, ao vivo, obras primas como:

  • The Garden of Earthly Delights, de Bosh
  • The Cardinal e Madonna of the fish, de Rafael
  • Bacchanal of the Adrians, Chareles V at Mühlberg e Danäe and the Shower of Gold, de Titian
  • The Holy Trinity, The Adoration of the Shepherrds e Knight with his hand on his Chest, de El Greco
  • David Victorious over Goliath, de Caravaggio
  • The Drinkers, The Surrender of Breda, The Buffon Don Diego de Acedo, Las Meninas e The Spinners, de Velázquez
  • The Patrician`s Dream  e The Inmaculate Conception, de Murillo
  • The Adoration of the Magi e The Three Graces, de Rubens
  • Self Portrait with Sir Endymion Porter, de Van Dyck
  • Artemisa, de Rembrandt
  • The Paraso, The naked Maja, The Family of Charles IV, The Thir of May 1808 e Saturn devouring his Child, de Goya

Sem contar com outras obras desses artistas, principalmente dos espanhois e mais inúmeras outras obras de diversos outros artistas de diversas nacionalidades, com pinturas que vão de 1.100 a 1.800, aproximadamente.

Visitamos a exposição temporária “The art of power. The Royal Armoury and court portraiture”, onde foi possível conhecer a história da pintura de monarcas e membros da família real vestidos com suas armaduras e a história por trás delas, seus artistas e outros detalhes.

Foi muito interessante ver quadros famosos, principalmente dos reis espanhóis Carlos V, Felipe II, III e IV e a armadura original, retratada na pintura, em pé alí do lado!

O almoço dentro do Museu do Prado foi o melhor até hoje: salmão grelhado com batatas de prato principal, salada (pra Ananda) e macarrão (pra mim) de entrada, pão, cheesecake de amora como sobremesa e uma bebida, tudo por 15 euros.

Lá tinham várias mesas com o tampo decorado com pedras, sendo que duas eu achei simplesmente inacreditáveis. São praticamente dois quadros feitos de pedras! No Palay Real também tinham algumas mesas assim, inclusive uma feita de milhares de minúsculos pedaços de pedras.

As duas mesas que me impressionaram tanto no Prado são francesas, creio que lá verei mais peças assim.

Quando saímos do museu fomos no Parque Buen Retiro, onde tem um lago com barquinhos a remo, mas chegamos às 20:15 e já estavam fechados. Andamos pelo parque até 21:40, quando escureceu, então pegamos o metrô até a Plaza Mayor.

Queríamos jantar lá, mas achamos tudo muito caro. Acabamos comendo no Museu do Jamon. É um restaurante especializado em presunto (jamon em espanhól). Tomamos um jarra de sangria e voltamos a pé pro hotel.

É incrível como quase meia noite as ruas do centro ainda estão cheias de pessoas andando, como se fosse pleno dia.

Ontem às 2 da manhã, da janela do hotel, conseguia ver a Gran Via cheia de pedestres.

Agora vou dormir. Amanhã vamos pra Toledo.

Palácio Real

Eu nunca havia entrado em um palácio real antes. Na verdade eu achava sabia o significado da palavra “palácio“, mas estava completamente enganado.

A visita guiada ao Palay Real, em Madri, foi uma das experiências mais deslumbrantes da minha vida.

A grandiosidade e suntuosidade do local beira não o real, mas o surreal! Construído no século XVIII, possui 3 centenas de quartos e já chegou a acomodar, entre moradores e serviçais, 6.000 pessoas. A visita guiada passa por “apenas” 26 cômodos, cada um decorado de forma distinta um do outro: piso de mármore, tapete, madeira, cerâmica… paredes de cerâmica, tapeçaria de seda, mármore, pinturas… tem de tudo.

O detalhe das decorações, nas cadeiras, nos móveis, nos relógios, nos vasos, nas esculturas, nos afrescos, é inacreditável!

Vi a mesa onde foi assinada a entrada da Espanha na União Europeia, vi 4 Stradivarius: 2 violinos, um violoncelo e uma viola, esta última sendo a única no mundo adornada pelo próprio Stradivarius, vi afrescos de artistas famosos, lustres franceses e venezianos de cristais tão transparentes quanto um diamante, peças de prata com rubis, ametistas e diamantes, paredes cobertas com tapeçaria de seda, fios de ouro e prata, a sala onde originalmente ficava o quadro As Meninas, de Velasquez, a sala de jantar para 160 pessoas sentadas em volta da mesa que a rainha da Espanha usou mês passado e muitas outras obras que ficarão para sempre na memória.

Até agora esse foi o passeio mais espetacular que já fiz na Europa. Cada sala em que entrava era um novo deslumbramento, de deixar o queixo caído, frente à beleza do local.

Agora tenho certeza absoluta que irei visitar o Palácio de Versalhes, na França.

Almoço às cegas

O almoço de hoje foi bem interessante… fomos no Restaurante Cabo Finisterre na Calle Chinchilla, 7, indicado pelos caras do hotel onde estamos aqui em Madri.

Chegando lá não fazíamos a mínima idéia do que eram as opções de “prato do dia” que estavam no menu. Ninguém do restaurante falava inglês e por mais que o garçom explicasse o que era cada prato, não entendíamos nada. Estavamos quase saindo do restaurante pra comer num self-service mas resolvemos arriscar e comer a comida típica da Espanha. Basta de Burguer King e KFC.

Tomamos um vinho da casa, a Ananda comeu lentejas y patatas de entrada (havíamos entendido que era um prato de legumes cozidos com pedaços de chouriço, mas era lentilha com linguiça, muito bom por sinal), de prato principal ela comeu batatas fritas com uma carne de um animal, que pela mímica do garçom, era o cotovelo do dito cujo. Tinha gosto de coxa de frango. Pra finalizar comemos pudim de pão. Descobrimos também que flan é pudim de leite condensado e pudín é pudim de pão.

Só sei que tomei algo que parecia uma sopa, um caldo, em algo que parecia um copo. Fui comendo aquilo junto com o pão, mas num era bom não… nunca tomei caldo de mocotó e não sei qual o gosto, mas tive a sensação de que era algo do gênero. Uma pena que não lembro o nome do prato pra poder traduzir no Google Translator e descobrir o que eu comi.

Pelo menos tive a agradável surpresa ao receber a tortilla de queso con patatas e descobrir que era um omelete de queijo com batatas fritas, que estava muito bom!

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