Viagens no tempo sempre criam paradoxos, por exemplo: se o Hiro do futuro vier para o presente e matar o Hiro.
O paradoxo está no fato de que se matar o Hiro do presente, ele nunca vai se transformar no Hiro do futuro para voltar no passado e matar o Hiro do presente. Mas se se ele não tem como matar o Hiro do presente, então ele pode voltar no passado e matar o Hiro!
Tá, eu sei que é confuso, mas paradoxos são confusos. Eu tive esse pensamento ontem, assistindo Heroes e cheguei a uma idéia (no mínimo tão louca quanto o paradoxo):
O tempo linear e espaço 3D não são um amálgama indissociável. Em cada milésimo de segundo de nossas vidas, pessoas ao redor do mundo têm infinitas possibilidades de escolha, que podem mudar consideravelmente nosso futuro. A casa nano segundo, infinitos “universos paralelos” são criados, com todas as possibilidades de escolha de cada átomo do universo.
O Hirop passa pelo tempo P e segue a vida até o tempo F, quando o Hirof, seguindo seu tempo cronológico, vai para o espaço 3D onde está o Hiro p, que é um deslocamento no espaço-tempo, pois o Hirof estava nesse local há F-P tempo. No momento em que Hiro f chega no local onde está Hirop, o tempo não é P, mas sim F+x , ou seja, Hiro f não foi para o passado, ele continua no presente, mas em um espaço diferente, que é o mesmo espaço que existia no tempo T.
Neste modelo, independentemente do que Hiro f fizer, inclusive matar Hirop, seu passado não será alterado, pois ele não está no passado, está no presente. Um presente em um universo paralelo ao que ele viveu no tempo T.